Não nasceu de mim, mas nasceu para mim!

whatsapp-image-2016-11-19-at-00-31-50Bem, vamos a minha história…. ❤

Mas antes de começar a relatá-la, gostaria apenas de adaptar a frase que está escrita na imagem que escolhi para ilustrar.

“Ser mãe e ser pai é toda pessoa que tem o coração permanentemente grávido de amor.”

Agora sim, rsrsrs!

Meus pais se casaram e depois de um tempinho começaram a tentar engravidar e não conseguiram, fizeram diversos exames, nos quais ambos seriam aptos a ter uma gravidez de forma natural, afinal não tinham nenhum problema detectado…
Mas durante 15 anos ficaram na tentativa de engravidar e simplesmente não conseguiam, e não tinham resposta para não conseguir, todos os exames de investigação tinham sido realizados, os dois tinham tudo para engravidar mas não engravidavam…
Até que a ginecologista da minha mãe, conversou com ela e disse que ela poderia optar por duas saídas, uma seria a fertilização e a outra seria a adoção…. Porém na década de 90 a ciência não lidava com fetos que tinham alguma anomalia, e minha mãe não queria correr o risco de precisar passar pelo aborto, ela queria o filho da forma que Deus mandasse, independente da criança ser fisicamente e mentalmente “perfeita” ou não…
Então, ela e meu pai preferiram recorrer a adoção ao invés da fertilização…
E foi assim que tudo começou a acontecer, meus pais entraram em lista de espera nos orfanatos, porém, como a adoção é burocraticamente complicada, eles esperam, esperaram, mas o retorno do tão sonhado filho(a) não chegava… E minha mãe começou a ficar muito abalada emocionalmente, ela sempre relatou que quando estava passeando ou resolvendo coisas do dia a dia, por onde ela passava procurava pra ver se alguma criança tinha sido abandonada na rua, e vendo que isso não estava legal, e que o sofrimento já estava se tornando insuportável, ela decidiu não ficar mais procurando e resolveu voltar aos estudos para que assim, mais adiante ingressasse na faculdade de Direito.

Até que finalmente eu cheguei para eles no dia 30/12/1992, véspera de ano novo!
Assim que minha mãe me pegou no colo pela primeira vez, eu, uma bebezinha de apenas 25 dias, abri um sorriso para ela! E foi ali que nosso encontro aconteceu e minha história com os meus pais começou…

Eu fui um bebê arco íris, cheguei depois de uma tempestade que precisou durar 15 anos, mas que se não tivesse durado isso tudo, eu não teria sido o arco íris deles!

Às vezes não entendemos o que nos acontece, não temos respostas imediatas mas precisamos procurar acalmar nossos pensamentos para que assim possamos elaborar nossas emoções!

E quando eu tinha 13 anos, minha mãe teve o primeiro infarto…
E fez um cateterismo para descobrir o porquê ela tinha infartado, e nesse exame, descobriram que ela tinha um problema congênito no coração, que foi formado de uma forma não comum a da anatomia humana… O normal em todas as pessoas é a veia do coração passar por fora, e ela tinha uma que passava por dentro do coração, ou seja, quando pressionada essa veia através de alguma emoção forte, ou esforço físico poderia causar um infarto… E foi nesse momento que a resposta chegou, se eu tivesse nascido dos meus pais, minha mãe teria morrido no parto… Porque o coração dela não iria suportar tamanho esforço durante a gestação e durante o parto…
Infelizmente ela veio a falecer em dezembro de 2013, aos meus 21 anos, de infarto fulminante!

Mas veja como é a vida, né… Surpreendente! ❤

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Mãe de três!

15046268_1162257083854972_1320396800_nEu sempre achei que seria mãe de menino. Sempre! Quando eu fazia aquelas brincadeiras do colar quando era criança(balançando pra frente e pra trás é menino, se rodar menina) sempre aparecia pra mim 3 filhos: uma menina, depois menino, depois menina de novo. Quando eu engravidei a primeira vez com 17 pra 18 anos eu disse pra todos que era um menino, mas a minha intuição se confundiu com a minha vontade. Assim eu recebi meu 1°amor, minha filha Giovana. Aí veio a faculdade, o trabalho, a casa própria, o carro, o amadurecimento e os planos para outro filho(a) foram ficando cada dia mais esquecidos… Até que em abril de 2014 eu tive um sonho. Estava eu um campo enorme, muito florido, muito calmo, parecia um Céu, e um senhor vinha falar comigo. Ele dizia: “Tem um filho esperando por você. Ele é seu. Mas manda dizer que ele tem uma alma gêmea e que se você permitir que ele venha ela virá junto”. E eu respondia: ” Mas eu não quero ficar com 3 filhos, só quero 2 e eu já tenho uma filha, então eu posso escolher só o menino ou só a menina?” E ele disse: “Não! O filho é ele, mas ela vem junto com ele”. E eu acordei bastante impressionada. Pensei que se engravidasse seria um casal de gêmeos. No ano seguinte, em julho de 2015 eu e meu marido começamos a cogitar a idéia de aumentar a família e na mesma semana em que parei o remédio eu engravidei. Foi a maior alegria da minha vida, já que a gravidez da Giovana não havia sido planejada. Dessa vez seria tudo diferente! A notícia foi comemorada e festejada. No mês seguinte me encaminhei pra minha primeira ultra, eu estava com 8 semanas de gestação e muito apreensiva, contando que iria ver na tela 2 bebês. Quando o exame começou o médico me disse: “É um único embrião e ele não possui batimento cardíaco. É um aborto retido. Sinto muito”. A maior alegria da minha vida foi também minha maior tristeza. Como isso estava acontecendo? Deus, logo comigo?! Eu ainda carreguei aquele bebê morto 15 dias na minha barriga até fazer a curetagem, e decidi que outro filho nem tão cedo… Eu estava dilacerada e não queria que o próximo filho(a) “carregasse” minha culpa, meus medos, meus anseios, minha angústia, minha desesperança…. Mas eu nem respirei. Terminei meus exames, e grávida de novo no mês posterior. Mas já? Que aflição, quanto desespero. Deus me deu uma nova vida pra cuidar e amar. Eu até costumava dizer que eu engravidei de gêmeos sim, só que eles vieram com 1 mês de diferença. E os sonhos voltaram. Eu sonhava com menino, ora sonhava com menina, 4 ultras já realizadas e nada desse bebê mostrar o que era. Até que finalmente com 24 semanas….Surpresa!!!! É outra menina. Eu teria mais uma mocinha na minha vida. Eu e minha família já estávamos ansiosamente aguardando a chegada de Isadora. Algum tempo se passou e eu fui ao Centro da Cidade naqueles ônibus de viagem, a bateria do meu celular descarregou e resolvi tirar um cochilinho(coisas de grávida). Lá estou eu dormindo e mais um sonho chegou. Eu estava naquele mesmo campo e um menino lindo, apesar de não me lembrar bem de suas expressões, com asinhas de anjo corria na minha direção. Ele não falava, apenas sorria, mas uma voz vinha na minha cabeça: “Mamãe, eu precisava ser amado. Mas ela precisava nascer. Cuida dela”. Eu acordei com lágrimas nos olhos. O meu filho é um anjo e ele sabe que foi amado, que eu vou amá-lo eternamente. Um dia ainda quero carregá-lo no colo e brincar com meu menino nesse campo florido…
Eu moro no RJ e essa semana fez muito calor por aqui. Fui até a varanda do apartamento tentar pegar um ventinho com a Isadora que estava um pouco irritada. Ela atualmente está com 3 meses de vida. Após 5 minutos começou a chover bem forte, mas só do lado direito do Céu. Do lado esquerdo fazia sol e um arco-iris apareceu. Foi então que comecei a contar um pouquinho dessa história pra ela. Disse que ela tinha um irmão que era seu anjo da guarda, sua alma gêmea, e que ele foi muito amado. E ela representava pra mim aquele arco-iris no Céu. Aquele que não apaga a dor da tempestade, mas vem pra nos mostrar que a vida continua bela. Nesse momento ela sorriu, deu um pulinho no meu colo e eu tive a certeza que ela entendeu tudo que eu expliquei a ela.
Segundo a psicanalista Françoise Dolto, ao falar com os bebês eles apresentam alterações sintomáticas mostrando que sabem falar e que compreendem nossa linguagem. Portanto precisamos contar a eles suas histórias de vida, e várias vezes, assim a criança vai compreendendo aquilo que é explicado.
E vocês, conversam com seus bebês?

O poder dos anjos

Queridos (as) seguidores (as)
Hoje trazemos trechos de um relato emocionante de uma avó – a avó do Lorenzo e do Lucas. Evani Wolff é uma das co-autoras do livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal” e nos conta como foi passar pela perda do Lorenzo, filho da sua filha Paty.
“Quando a agente chegou, carregando o caixãozinho, eu não queria acreditar que pudesse ser verdade: ali dentro estava Lorenzo, o bebê da Paty, o nosso bebê. Tão desejado, tão esperado, tão amado. Não! Não podia ser verdade! E ela estava lá longe, no hospital, amparada pelo Jean.
…Eu não sabia então o que fazer pela minha filha. Como proceder? O que dizer? Como confortá-la? Como ajudar a minimizar sua tristeza e sua dor? Deus do Céu! Combinei então com meu genro de aguardá-los em casa. Eu ajeitaria tudo, providenciaria um almoço. A alta era prevista para as onze da manhã do outro dia.
…Pelo meio-dia, eles chegaram. Ainda sem saber o que dizer, abracei minha filha com toda a força, e ela me abraçou. E foi ela quem falou com o desespero e a dor, estampados em todo o seu ser: “Mãe! Não era assim, de braços vazios, que eu queria voltar para casa!”.
…Depois de perder quatro gravidezes e de perder o Lorenzo, e desenganada pelo diagnóstico do médico que então a atendia, de que ela não poderia ter filhos, conseguiu reverter tudo e alcançar o que sempre quis para si: ser mãe. Que exemplo para nós! Que exemplo para todos aqueles que conhecem a sua história!
…Lorenzo foi o anjo que veio para fechar um ciclo em nossas vidas. Lucas é o novo anjo que chegou para dar início a outro momento, cheio de luz, de bênçãos e de felicidade. A mim, o Lucas está ensinando aquilo que ainda me falta aprender nesta existência.”
Para ler este e outros 62 relatos na íntegra, você pode adquirir nosso livro coletivo – “Histórias de amor na perda gestacional e neonatal”- pelo link abaixo da loja Kindle da amazon. As versões digital e impressa estão disponíveis para venda.

O que não pode ser perdido (jamais)

Hoje trazemos uma linda contribuição da co-autora do nosso livro coletivo – Erika Pallottino, psicóloga do Instituto Entrelaços.
“A perda da perda.
Perda quando não falada.
Perda quando não validada.
Perda quando não legitimada.
Perda quando não pranteada.
Perda duas vezes quando não pode ser compartilhada.
A perda de um filho, de um sonho, de um casal que em dois torna-se um e que, ainda assim, quando perdida, não se permite ser pranteada.
Através da palavra, da linguagem, do choro e da comunhão de dor, o filho perdido pode (re)nascer. Na memória, no desejo, no circuito de fé, no amor nunca perdido, na esperança.
O luto, esse preço do compromisso, parte sombra do amor, acompanha os pais. Acompanha o bebê que não pode ser. Acompanha a despedida daquele que não aceitamos ter partido, muitas vezes, sem a chance de ter nos despedido.
O luto, dureza da emoção e do afeto, é a voz do amor que grita e pede para ter um lugar na história dessa família, que assim pode transformar o filho morto em vida.
Filho vivo do amor.
Luto, luta, força do viver. Desejo de ser. Força do sentir.
Luto como manifestação daquilo que não pode ser, mas já é, porque é fruto desse amor.
 
Um filho. Um pai e uma mãe. São uma família desde sempre.
Assim serão para sempre. E a morte, neste cenário de amor, não tem força para fazer frente ao berço do amor que, na despedida de seu bebê, esses pais nunca deixarão de ser.”
Esta linda poesia e outros textos e relatos poderão ser lidos na íntegra no livro “Histórias de amor na perda gestacional e neonatal” , à venda nas versões digital e impressa na loja Kindle da Amazon pelo link abaixo:

Benjamin meu pequeno, filho da minha alegria

Há 36 dias atrás, eu ganhei o maior presente que uma mulher pode ganhar. No dia 31/07 meu pequeno Benjamin – meu caçulinha – nasceu de um parto prematuro (30 semanas – 7 meses), devido a um problema renal. Uma semana antes, no dia 24/07, fui fazer a primeira ultrassom do terceiro trimestre e estava bem tranquila, afinal tinha feito todas ultrassons e exames e tudo estava sempre bem.

Porém, nessa ultrassom, o médico percebeu que o líquido da minha bolsa estava menor do que o esperado e que meu filho Benjamin tinha um problema nos dois rins. Na hora fui encaminhanda para minha médica onde fui internada para tentar repor o líquido com soro e muito repouso. Durante a semana que fiquei internada, era feito ultrassom dia sim outro não, pra saber como o Benjamin estava e se o líquido tinha aumentado. Porém, a cada ultrassom, o líquido só diminuía.

Até que no dia 30/07 ele zerou. Nisso, uma equipe médica veio conversar comigo e meu marido para explicar (bem na lata) o real problema que estava acontecendo. Tive que ouvir deles que se fosse feito um parto cesaria tão prematuro, eu corria risco de perder meu útero ou sofrer uma hemorragia e não sobreviver ao parto. E que eles não sabiam se me colocaria nesse risco, pq devido ao problema renal do Benjamin, não sabia se ele ia sobreviver após o parto, que era uma decisão difícil,  pq eles os médicos sempre iriam priorizar a minha vida. Ou se não fizessem o parto, deixasse o Benjamin na minha barriga, ele podia morrer dentro de mim a qualquer momento. Após muita conversa, eu e meu marido decidimos pelo parto ciente de todos os risco.

Meu pequeno chegou nesse mundo as 15:32 do dia 31/07/2017 pesando 1.705 kilos e 38 centímetros – ele era um bebê grande para 7 meses.  Benjamin era cheio de garra e força de vontade, mesmo quando os médicos não acreditavam que ele ia conseguir, ele ia lá e mostrava sua força. Lutou muito nas duas primeiras semanas e se recuperou bem, ficou estável, saiu da incubadora e respondeu tão bem as tratamentos, que com 16 dias de vida eu pude pegar ele no colo pela primeira vez.

O problema dos rins dele ainda existia, ele tinha que ficar na diálice via abdômen o tempo todo, mas como ele estava respondendo bem, tínhamos Fé que ele ia aguentar com a força dele e ganhar peso para ir pra fila de transplante. Porém ontem, 05/09, após 35 dias de luta, força, orações, ensinamento, meu pequeno foi ao encontro de Deus.

Benjamin era lindo demais, perfeito, totoso,das bochechas gordinhas, de covinha no queixo e cabelos lisos bem pretinhos igual aos do pai. Era branquinho dos cabelos preto que eu chamava ele de meu moreninho.

Desde sábado 02/09, ele começou a piorar da parte respiratória, precisou voltar pro tubo de respiração e só foi piorando rápido demais. Ele estava com uma hipertensão pulmonar, problema esse que foi causado pela falta de líquido no útero. Nós sempre soubemos desse problema, mas ele estava estabilizado.  Porém ele voltou e muito mais forte e pior.

Fiquei ao lado dele todos os 35 dias lutando com ele. A noite de segunda para terça, eu vi meu filho começar a sofrer  pela primeira vez.  Ele respirava cada vez mais fraco, mesmo com tubo de oxigênio, mesmo com a maquina que estava ligada nele fazendo o máximo,  seu coraçãozinho ficou cada vez mais fraco, até que teve sua primeira parada cardíaca na madrugada.  Fiquei ao lado dele todo esse tempo, vendo os médicos tentarem reanimar ele e, após 11 minutos de parada, ele voltou. A partir desse momento, os médicos deixaram a gente ciente que eles estavam fazendo o máximo, mas meu pequeno não tinha mais força pra responder. Eu só coloquei meus joelhos no chão e orei pra Deus fazer a vontade dele. Não podia e não queria ver meu pequeno sofrendo mais daquele jeito. Pedi para os médicos se podia pegar ele no colo e mesmo ele ligado a vários aparelhos eles deixaram e colocaran ele nos meus braços fiquei com ele colo dando todo meu carinho, amor,cheirando ele, falando com ele e cantando as músicas que já sabia que ele gostava até ele dar seu último suspiro e ir para glória.

Não foi fácil ver ele indo nos meus braços e não está sendo fácil. É uma dor que rasga o peito perder um filho que foi tão desejado e amado. Mas me sinto grata por que viver com ele 35 dias, pq pude ver seu sorriso lindo, pude mimar ele com meu colo com carinhos no pé que ele gostava, pude levar meu filho mais velho para conhecer o irmão.

Eu pedi pra Deus mais um filho e Deus me deu, só o tempo que passei com ele foi muito mais curto do que desejámos e sonhávamos,  porém foi muito marcante cada dia ao lado dele que vou levar para sempre comigo no meu coração.

Benjamin veio para esse mundo e me mostrou uma grande garra e força que eu nunca vi. Como disse, dói muito, mas tenho que pegar essa força que meu pequeno me ensinou para continuar vivendo para  meu filho Carlos Eduardo.

Obrigada a todos por todas as mensagens de carinho desde o dia que ele nasceu. E obrigada amor Diogo Dantas por estar ao meu lado sempre, obrigada por me segurar, por ser minha rocha e viver esse lindo sonho de ter nosso filho com a gente por esses 35 dias – eu amo você.

Eu tenho dois filhos, dois anjos na minha vida um está aqui comigo e o outro está ao lado do pai, esperando nosso encontro novamente. Porque eu sei que um dia vou ver ele de novo e eu sou e sempre vou ser a mãe do Benjamin.

Relato da mãe Gleice de Lima

A dor é imensa, mas meu amor por você minha estrelinha, foi maior!

Foi tão bom te ter comigo, mesmo que o tempo tenha sido pouco…
Quando descobri que você viria, meu mundo ganhou ainda mais cor, foi no dia 04/08 que seu brilho me alcançou, minha estrelinha. E um amor inexplicável e imenso brotou espontaneamente em meu coração. Planos e mais planos já começaram a ser feitos, você teria um irmão mais velho que também já te amava e te esperava ansiosamente…
Mas logo a empolgação se tornou preocupação, e eu fiz de tudo que estava ao meu alcance para que você acha ainda viesse ao mundo, e te amei, como eu te amei… Mas Deus tinha planos maiores para você, para nós, e decidiu que você deveria brilhar no céu e de lá cuidar de nós todos. No dia 05/09 recebi a triste notícia que não haveria mais planos a se fazer, que sua luz já não estava mais comigo e doeu, meu Deus como doeu e ainda está doendo…
Independente de terem sido somente dois meses com você em meu ventre, você era meu bebê e sempre vai ser, seu coração hoje não bate mais, mas nem por isso eu vou te esquecer… Porque amor de mãe é assim, não precisa ver para amar, não precisa esperar nascer para chamar de meu filho… Só peço à Deus que me console diante dessa dor, só Ele pode! E a você minha estrelinha que nunca deixe de brilhar…
Relato da mãe Aline Aguirre

Nosso amor é como o vento: não posso ver, mas posso sentir

Há 13 dias atras tive a experiência de ir do céu ao inferno!

Naquele dia, tive a sensação do que seria poder enxergar o mundo através dos olhos de um ser tão pequeno e ao mesmo tempo, tão grande, que me deixou tão medrosa e tão corajosa! De uma criatura enviada por Deus para passar conosco exato 30 semanas! As 30 semanas mais emocionantes que alguém pode passar!!!

A sensação de algo mágico prestes a acontecer estava ali, entre os nossos dedos. A Catarina não iria nascer ao tempo certo diante da medicina, já sabíamos disso a algum tempo, mas iria nascer ao tempo certo dela. E para isso, fizemos de tudo! Sim, fizemos de tudo! Procuramos ajuda, procuramos ler sobre o assunto, sabíamos que a UTI Neo Natal seria nossa casa por muito tempo e já estávamos prontos para isso – se é que pode estar pronto pra isso! Quando o médico nos informou que seria naquela terça-feira, meu coração se encheu de esperança, meus olhos cheio de lágrimas e inquietação, não conseguia nem ficar sentada… eu tinha a certeza de que poderíamos ajuda-la muito mais aqui fora do que dentro da minha barriga! Sabia que ela ia ser muito bem cuidada, muito bem amada, e logo estaríamos juntos no tempo que ela precisasse para ficar melhor, mais forte. O tamanho dela não importava mais! Tínhamos chegado a 30 semanas – tão distante para nós! E tínhamos passado do meio quilo! E isso nos dava a grande chance e a saída daquela famosa zona de risco!

Durante o caminho para o hospital, conversávamos como se o parto fosse extremamente natural – para nós era isso mesmo! O parto prematuro já fazia parte da nossa história! A confiança foi aumentando conforme cada semana passava e tinha chegado ao seu maior nível enquanto chegávamos no hospital! Não era uma festa, claro, mas era sim aquele momento que tanto esperávamos para poder ajuda-la! E ela era tão amada, tão desejada que o que menos importava era o tamanho dela.

E, nesse momento, é isso que me consola! A expectativa de que ia dar certo não me deixou em nenhum momento naquele caminho, e foi assim que ela partiu! Partiu se sentindo nascida, amada e desejada, na expectativa de que iria ficar tudo bem, independente do tamanho da nossa luta aqui fora, na famosa UTI, que seria nossa nova casa por alguns meses! Na verdade, ela partiu na expectativa de um nascimento muito melhor do que aquele que a gente ia tentar proporcionar para ela…e eu tenho a certeza que deve ter se surpreendido!

Pra falar bem a verdade, durante aquele caminho me senti aliviada – tinha chegado até ali, parecia que tinha cumprido a minha parte por mais difícil que tivesse sido, e que agora estaríamos juntas lutando!  Como era uma sensação boa…eu, papai estávamos contentes de conseguir o feito das 30 semanas! E como essa sensação iluminava o caminho todo e o hospital parecia até mais bonito! Ligamos para os mais próximos, “mãe vem logo”, “pai dá um jeito aí, estamos em SP”, “Vai ser hoje”, “reza aí”, “é a melhor uti neo natal de sp segundo indicações”, “vai dar certo!”, enfim…queríamos muito ela ali com a gente e nesse sentimento de “vai dar tudo certo”, ela se foi! O coraçãozinho tão destemido e valente parou de bater sem a gente perceber! E quando chegamos para cumprir tudo aqui que aquele caminho nos havia prometido: não conseguimos mais nada! O chão abriu, senti um vazio enorme e uma vontade de pedir por um milagre que teria que acontecer ali, bem na nossa frente! Pedi milhões de vezes só por mais uma hora que vai dar tudo certo, mas ela não quis! Ela escolheu assim… nunca pensei que ela já teria chance de escolha: ela não quis ficar na UTI, essa era uma escolha nossa, e não dela! O tamanho do sofrimento que ela iria passar nós não tínhamos nem idéia – por mais que a certeza de que cuidaríamos muito dela estivesse conosco, nada era garantido! E aí o dia virou noite, o tempo ficou frio e nem os sedativos fizeram mais efeitos!

A partir disso tivemos que tomar decisões que eu jamais pensei naquele momento! E como o processo é difícil e parece infinito! Aqueles próximos dias parecem intermináveis e a dor física nem aparece! Por incrível que pareça! É muito insignificante perto de tudo que vivemos nesses últimos 12 dias!

Depois de tudo isso, de quase desmaiar de tanto chorar, de achar que meus joelhos não aguentariam as minhas preces como eu achava que deveriam, das pessoas olharem com pena de mim e nem eu mesma estava sentindo isso por mim mesma, e as perguntas aparecem mais do que as respostas! Porque? Porque tinha que ser assim? Porque tinha que ser ela? Porque não deu certo? Porque não deu tempo? Porque não aproveitamos mais? Porque não ?? Porque sim??? Porque fomos escolhidos??? Porque tamanho dor e castigo?

É como estar sozinho em um estádio de futebol lotado…é se sentir a pior criatura por não conseguir nem dar a luz a outra!  Tantas conseguem, porque eu não consegui??? E se acontecer de novo?? E assim vai…um milhão de questionamentos em um só cabeça! É quase que uma sessão de tortura!

Mas e a parte boa: sim, você é especial durante a gravidez! E esses sentimento é bom…como sinto falta dos movimentos dela pequeninos mas constantes em mim! Isso também foi muito bom… o descobrimento de um mundo cor de rosa, literalmente, com rendas, laços e fitas, da coleção de roupas com bichinhos até o berço mais lindo que o papai mandou trazer de longe!  DO enxoval do berço, da escolha do papel de parede ao lustre! Da poltrona que ficou no papel ou do tapete que não deu tempo de escolher…das lembrancinhas que ficaram sem data, sem recheio, sem embrulho! Eu tenho a certeza de que muitas pessoas não vivem nem um milésimo do amor intenso que ela teve nas 30 semanas de vida! E, posso dizer mais, muitas pessoas não tem o cuidado intenso que ela teve nas 30 semanas! Sentir o cheirinho do quarto dela é único – e é o lugar de mais paz dentro da minha casa! Como realmente deveria ser… como realmente planejamos ser!!!

Agora a maior pergunta é: o que eu devo fazer como esse amor todo dentro do meu coração explodindo pela Catarina??? O amor de um projeto de mãe que viu sua filha nascer tão linda, tão perfeitinha, e que em nenhum momento viu tamanho, porque consegui enxergar naquela boneca apenas o tamanho do amor que ela nos deixou…e você pode ter certeza: é muitooooooooooogrande!

Eu tenho a capacidade de desenha-la somente com as minhas palavras….eu sou capaz de descreve-la em segundos – sua imagem não vai sair da minha mente! Nunca…o tempo que fiquei com a Catarina no colo foi tão pouco mas tão intenso! Sinto o seu cheirinho e sua fragilidade aqui comigo a todo tempo… E, talvez, só esse mesmo tempo irá me fazer sussurrar que sua ausência não será mais chorada e nem entristecida, que sua ausência será eterna sim, mas para algum dia não ser mais ausência!

“O amor é paciente e benigno, não arde em ciúmes; o amor não se ufana, não se ensoberbece. O amor não é rude nem egoísta, não se exaspera e não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Está sempre pronto para perdoar, crer, esperar e suportar o que vier.

Ela me ensinou tudo… sobre a vida, esperança, e a longa jornada adiante. Sempre terei saudade dela. Mas o nosso amor, é como o vento, não posso ver, mas posso sentir.”

Esse texto foi escrito 13 dias depois que perdemos minha filha Catarina, em Junho de 2013 e se nesses tempos, alguém me falasse que eu e meu marido conseguiríamos ter um filho e que seria a melhor coisa que aconteceria na nossa vida, eu iria rir desse alguém.

Depois de perder uma filha que foi tão amada. Nosso coração ficou com um buraco tão grande que eu duvidava ser capaz de poder transpassar essa barreira e conseguir engravidar novamente. E foi exatamente isso que aconteceu – a gravidez não vinha.

Até que resolvi procurar ajuda especializada em reprodução humana e diagnosticar a SAF – síndrome de antifosfolipide, além de outros pequenos problemas ( baixa reserva ovariana, baixa qualidade dos óvulos) que poderiam somar e prejudicar a gravidez naturalmente.

E foi então, que enchemos nosso coração de coragem e começamos a fazer o tratamento de Fertilização.

E não foram nem uma, nem duas, mas sim 10 tentativas até que o embrião evoluísse e conseguisse sobreviver ao dia 5 para implantação – e implantamos no dia 08/12/2016. Nossa primeira implantação.

Repouso, cuidados, e muito amor, mas sem querer alarmar muito porque o buraco do coração ainda era muito grande e não queríamos que tivesse outro no lugar.

E o positivo veio! E junto, todas as injeções de anticoagulante! Mas quem se importa quando é para ver nosso pequeno crescer.

E o tempo foi passando, fomos crescendo, e junto um amor sem tamanho. Não achei que seria possível esse milagre de amor acontecer mias uma vez em nossas vidas! E ele aconteceu!

Nosso bebê arco-iris, nasceu dia 05/08/2017, depois de muita espera, com 37 semanas, cheio de saúde e amor a sua volta.

Relato da mãe Daiana Kato

Guillermo – o protegido de Deus

Vou contar a nossa história de amor força e fé. Eu e meu esposo resolvemos ter um filho, fui ao médico para fazer exames de rotina e em menos de um mês estava grávida, uma mistura de emoções: chorei , gritei , sorri.

Com 12 semanas já sabia que era meu Guillermo. Até na 21ª semana, era uma gravidez com muita azia e fome. No dia que fomos fazer a morfológica, descobrimos a Síndrome de Arnold Chiari II(Má formação na coluna e hidrocefalia grave). Fomos ao médico e ele perguntou:

– Quer interromper?

E eu respondi:

– Jamais, eu vou lutar!

O médico disse que, pelo diagnóstico, ele poderia nascer, não respirar e morrer, além de ter outras sequelas. Saímos sem chão e corremos pedir ajuda para quem nos orientou. Fomos para São Paulo, onde hoje existe a cirurgia céu aberto ( intrauterina), uma cirurgia melhorativa e como qualquer outra de alto risco. Na consulta no HC, novamente você escuta que pode interromper, mas minha decisão era definitiva, não interromperia em hipótese nenhuma.

Passei pelos critérios e uma semana depois, dia 02 de maio de 2017, com 23 semanas, estava fazendo a cirurgia. Correu tudo bem, o Guillermo guerreiro reagiu bem ,fiquei internada para recuperação 8 dias e vim embora para casa com recomendações de repouso. Voltei para consultas toda semana até no dia 31/5, com 29 semanas, quando fiquei internada, pois estava totalmente sem líquido amniótico. Fazia vitalidade diária (ultrassom e cardiotoque – ouvir coração) para poder acompanhar o desenvolvimento do Guillermo Guerreiro.

Ele aguentou bem, crescendo, e eu internada fiz amigas , aprendi fazer sapatinhos e presenteei muitas mães. Mas com 30 semanas, novamente por ele não ter melhorado nada, falaram em interrupção. Nós queríamos o Guillermo de qualquer jeito, até que dia 6 de Julho de 2017, ele esperou o pai dele chegar em São Paulo, mostrou que queria vir ao mundo e a cesárea foi marcada.

Ele nasceu com 33 semanas , 1940kg e 40,5 cm , as 22:10h. Teve que ser reanimado, pois realmente ele não respirou e foi entubado! Mas logo abriu os olhinhos e o pai dele perdeu o passo, ficou sem reação – foi o primeiro a vê-lo e logo eu vi na incubadora.

Em todo tempo de gestação, eu ouvia a música trem bala, o pai dele cantava, ele foi muito amado , a família sempre fazendo mimos para ele e Deus sempre no comando e eu pedi a ele um milagre ! O Fofuxo – chamado assim pelas médicas por suas dobrinhas e gordurinhas – era perfeito! Eu passava o dia todo na UTI ao lado dele, amando cada pedacinho dele , cada movimento. Confesso que deveria ter quebrado as regras, tirado mais fotos, me arrependo, mas está na minha memória e no meu coração. Diariamente contava a história dele , falava quem mandou beijo, como era a família dele, o quarto , roupas e mimos que ele ganhava. Cantava músicas e, principalmente, rezava com ele as 18:00, pedindo para nossa senhora o abençoar e fazer com que ele respirasse e saísse do aparelho.

Ele ficou com óculos devido à luz ( fototerapia) por 12 dias e só via o olhinho quando trocava de óculos, mas na terça tirou o óculos. Nossa! Que emoção! Chamava ele e seus olhos verdes só procuravam. Quando papai chegava, ele fazia caras e bocas. Neste meio tempo, a minha mãe foi vê-lo e ela se emocionou, pois ele sorriu para ela. Muito amor! E ela, fofa como ele, então se identificaram só com toque.

Com 14 dias, quarta, ele fez a cirurgia da válvula para hidrocefalia e respondeu super bem. Deus , Nossa Senhora das Graças e Aparecida o acompanharam como sempre, pois ganhei do meu tio e coloquei na incubadora a medalha dela. Entrou as 15:20 e as 17:50 ele voltou para UTI e, novamente, abriu os olhinhos, sonolento e mostrou “papai mamãe estou bem”.

Na quinta, 15 dias de vida do meu filho, vi uma lágrima e como estava respirando por aparelho, não escutava o choro, mas vi o sofrimento no meu filho e ele colocava as mãozinhas com luva na frente do rosto. Como dói você ali, sem ter o que fazer, sem poder tirar a dor , sem poder respirar por ele, dar minha vida para ele viver. Pedia a Deus me ajudar, pois UTI é muito sofrimento. Toda hora médicos enfermeiras mexendo fazendo exames , picadas e mais picadas.

Na sexta, o Guillermo melhorou lindamente. Estava risonho , ativo e como ele estava ainda mais lindo como todos os dia, eu rezei, dancei, cantei pra ele e o pai dele ficou a noite com ele. Também fez ginástica nas perninhas dele, nos despedimos e fomos embora .

Sábado, dia 22/7/17, cheguei e fui vê-lo. Ele estava já com batimentos caindo, então falei: “filho, a mamãe está aqui e seu pai está vindo e sempre estaremos com você”. Corri e liguei para LG dizendo: “vem, o Guillermo não está bem”, e logo ele chegou. Fomos ver ele, foi quando teve a segunda parada. Saímos e fui rezar. Quando voltei, o LG estava em prantos, ele tinha tido a terceira parada. Logo os médicos vieram conversar conosco e tentaram explicar, mas eu só queira saber onde estava meu filho.

Escutar que ele não resistiu doeu, foi como se me tirasse um pedaço, mas pedi a Deus para dar força para meu esposo que desabou. Me passou um filme na cabeça, pedi tanto a Deus para meu filho não sofrer e hoje tento entender se foi dessa forma, pois perguntei ao médico que colocou o Guillermo nos meus braços, se ele tinha sofrido e ele falou que foi súbito. Eu pedi: me fala sim ou não. Ele respondeu: não sofreu.

Aí foi uma mistura de dor e de conforto, pois meu Guillermo guerreiro não está comigo carnal, mas está com Deus. Meu filho não sofre e eu sofro pra entender a perda, o porque Deus me escolheu, porque ele deu esse fardo, como viver o luto, pois é tão difícil a burocracia, dar a notícia para madrinha dele, que recebeu o convite no dia. Triste avisar os familiares. Tudo dói tanto e ficar ali ver todos juntos, um sofrimento, lágrimas, mas uma certeza: o Guillermo dormindo descansado com expressão de estar em paz me conformava.

Os dias passam e fica difícil essas frases “mais não chore” (eu chorava até vendo TV não posso chorar de saudade),”você vai esquecer” (como esquecer um filho) , “você vai ter outro” ( um filho não substitui o outro) “Ele virou um anjo” ( eu acredito, mas tem horas que quero ele para apertar ).

Os dias estão passando, a dor é muita, mas vou seguindo a vida do jeito que contava para Guillermo. Não sou a pessoa mais simpática e legal, mas este tempo me ensinou muito a ser forte e alegre como ele me mantém de pé e Deus sempre esteve conosco e vai mostrar o propósito, me preparar para ser uma pessoa melhor para merecer o paraíso, onde se encontra meu filho.

A ajuda da família e amigos foi fundamental, agradeço a Deus por colocar essas pessoas na minha vida e entender que elas ainda não aprenderam a falar do luto, então para me pouparem elas preferem que eu não fale do Guillermo Guerreiro, mas eu sinto necessidade, por isso escrevo! Espero que a dor diminua e sei que a saudade vai ficar para sempre, mas logo estarei com você, meu filho amado, hoje meu anjo guerreiro fofuxo!

Sabe, dói tanto, mas não posso deixar que a dor seja maior que a alegria de ser mãe, de ter vivido e aprendido com o Guillermo o que é força, pois ele lutou muito, surpreendeu até a ciência que era apenas um dia e foram 16 dias só para eu poder dar a ele meu amor e veio como eu pedi perfeito com a cara do pai , cor dos olhos , expressões faciais ,mas as perninhas grossas e a boca da mãe e poder trocar fraldinha , colocar sapatinhos ,luvas , apertar cada parte e contar como ele foi e é amado foi intenso e maravilhoso !

Te amo tá bom! Deus lhe abençoe !

Relato da mãe Marina Oliveira

Entre o passado e o futuro, a história se tece

Trechos do relato da co-autora do livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”- Elisa Teixeira
“… Perder um filho é ter a vida assaltada, é roubarem a vida que brota no seu corpo.
Crueldade!
… Fui em busca de uma explicação, de algo que me desse vontade de olhar novamente para frente, porque só enxergava o vazio que ficou. O medo me fez dar as costas para o futuro, comecei a andar de marcha à ré olhando para o passado, para o vazio, sempre
atormentada. Nessa hora, onde tudo transborda, o entorno pode oferecer um contorno.
…Não consigo ter gratidão pelo que vivi, como várias mulheres relatam. Não agradeço, aceito. Aceito com resignação e me concilio com a minha história – isso já me exige muito e me basta. Não falo do Nicolas, penso nele. Não falo, não quero despertar dor nas pessoas, muito menos piedade. Não falo também porque acho intangível a dor que sinto, nossa relação é íntima, não é uma história de muitos, não é uma história compartilhada.
Me sinto bem escrevendo aqui, porque sei que a maioria das leitoras são mulheres que, como eu, passaram por essa dolorosa experiência. Talvez minhas palavras tenham alguma serventia para vocês. E, principalmente, quero fazer parte desse projeto tão importante para dar visibilidade à perda gestacional e, por isso, faço coro com vocês: mais amor, por favor!
…”
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