Não nasceu de mim, mas nasceu para mim!

whatsapp-image-2016-11-19-at-00-31-50Bem, vamos a minha história…. ❤

Mas antes de começar a relatá-la, gostaria apenas de adaptar a frase que está escrita na imagem que escolhi para ilustrar.

“Ser mãe e ser pai é toda pessoa que tem o coração permanentemente grávido de amor.”

Agora sim, rsrsrs!

Meus pais se casaram e depois de um tempinho começaram a tentar engravidar e não conseguiram, fizeram diversos exames, nos quais ambos seriam aptos a ter uma gravidez de forma natural, afinal não tinham nenhum problema detectado…
Mas durante 15 anos ficaram na tentativa de engravidar e simplesmente não conseguiam, e não tinham resposta para não conseguir, todos os exames de investigação tinham sido realizados, os dois tinham tudo para engravidar mas não engravidavam…
Até que a ginecologista da minha mãe, conversou com ela e disse que ela poderia optar por duas saídas, uma seria a fertilização e a outra seria a adoção…. Porém na década de 90 a ciência não lidava com fetos que tinham alguma anomalia, e minha mãe não queria correr o risco de precisar passar pelo aborto, ela queria o filho da forma que Deus mandasse, independente da criança ser fisicamente e mentalmente “perfeita” ou não…
Então, ela e meu pai preferiram recorrer a adoção ao invés da fertilização…
E foi assim que tudo começou a acontecer, meus pais entraram em lista de espera nos orfanatos, porém, como a adoção é burocraticamente complicada, eles esperam, esperaram, mas o retorno do tão sonhado filho(a) não chegava… E minha mãe começou a ficar muito abalada emocionalmente, ela sempre relatou que quando estava passeando ou resolvendo coisas do dia a dia, por onde ela passava procurava pra ver se alguma criança tinha sido abandonada na rua, e vendo que isso não estava legal, e que o sofrimento já estava se tornando insuportável, ela decidiu não ficar mais procurando e resolveu voltar aos estudos para que assim, mais adiante ingressasse na faculdade de Direito.

Até que finalmente eu cheguei para eles no dia 30/12/1992, véspera de ano novo!
Assim que minha mãe me pegou no colo pela primeira vez, eu, uma bebezinha de apenas 25 dias, abri um sorriso para ela! E foi ali que nosso encontro aconteceu e minha história com os meus pais começou…

Eu fui um bebê arco íris, cheguei depois de uma tempestade que precisou durar 15 anos, mas que se não tivesse durado isso tudo, eu não teria sido o arco íris deles!

Às vezes não entendemos o que nos acontece, não temos respostas imediatas mas precisamos procurar acalmar nossos pensamentos para que assim possamos elaborar nossas emoções!

E quando eu tinha 13 anos, minha mãe teve o primeiro infarto…
E fez um cateterismo para descobrir o porquê ela tinha infartado, e nesse exame, descobriram que ela tinha um problema congênito no coração, que foi formado de uma forma não comum a da anatomia humana… O normal em todas as pessoas é a veia do coração passar por fora, e ela tinha uma que passava por dentro do coração, ou seja, quando pressionada essa veia através de alguma emoção forte, ou esforço físico poderia causar um infarto… E foi nesse momento que a resposta chegou, se eu tivesse nascido dos meus pais, minha mãe teria morrido no parto… Porque o coração dela não iria suportar tamanho esforço durante a gestação e durante o parto…
Infelizmente ela veio a falecer em dezembro de 2013, aos meus 21 anos, de infarto fulminante!

Mas veja como é a vida, né… Surpreendente! ❤

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Mãe de três!

15046268_1162257083854972_1320396800_nEu sempre achei que seria mãe de menino. Sempre! Quando eu fazia aquelas brincadeiras do colar quando era criança(balançando pra frente e pra trás é menino, se rodar menina) sempre aparecia pra mim 3 filhos: uma menina, depois menino, depois menina de novo. Quando eu engravidei a primeira vez com 17 pra 18 anos eu disse pra todos que era um menino, mas a minha intuição se confundiu com a minha vontade. Assim eu recebi meu 1°amor, minha filha Giovana. Aí veio a faculdade, o trabalho, a casa própria, o carro, o amadurecimento e os planos para outro filho(a) foram ficando cada dia mais esquecidos… Até que em abril de 2014 eu tive um sonho. Estava eu um campo enorme, muito florido, muito calmo, parecia um Céu, e um senhor vinha falar comigo. Ele dizia: “Tem um filho esperando por você. Ele é seu. Mas manda dizer que ele tem uma alma gêmea e que se você permitir que ele venha ela virá junto”. E eu respondia: ” Mas eu não quero ficar com 3 filhos, só quero 2 e eu já tenho uma filha, então eu posso escolher só o menino ou só a menina?” E ele disse: “Não! O filho é ele, mas ela vem junto com ele”. E eu acordei bastante impressionada. Pensei que se engravidasse seria um casal de gêmeos. No ano seguinte, em julho de 2015 eu e meu marido começamos a cogitar a idéia de aumentar a família e na mesma semana em que parei o remédio eu engravidei. Foi a maior alegria da minha vida, já que a gravidez da Giovana não havia sido planejada. Dessa vez seria tudo diferente! A notícia foi comemorada e festejada. No mês seguinte me encaminhei pra minha primeira ultra, eu estava com 8 semanas de gestação e muito apreensiva, contando que iria ver na tela 2 bebês. Quando o exame começou o médico me disse: “É um único embrião e ele não possui batimento cardíaco. É um aborto retido. Sinto muito”. A maior alegria da minha vida foi também minha maior tristeza. Como isso estava acontecendo? Deus, logo comigo?! Eu ainda carreguei aquele bebê morto 15 dias na minha barriga até fazer a curetagem, e decidi que outro filho nem tão cedo… Eu estava dilacerada e não queria que o próximo filho(a) “carregasse” minha culpa, meus medos, meus anseios, minha angústia, minha desesperança…. Mas eu nem respirei. Terminei meus exames, e grávida de novo no mês posterior. Mas já? Que aflição, quanto desespero. Deus me deu uma nova vida pra cuidar e amar. Eu até costumava dizer que eu engravidei de gêmeos sim, só que eles vieram com 1 mês de diferença. E os sonhos voltaram. Eu sonhava com menino, ora sonhava com menina, 4 ultras já realizadas e nada desse bebê mostrar o que era. Até que finalmente com 24 semanas….Surpresa!!!! É outra menina. Eu teria mais uma mocinha na minha vida. Eu e minha família já estávamos ansiosamente aguardando a chegada de Isadora. Algum tempo se passou e eu fui ao Centro da Cidade naqueles ônibus de viagem, a bateria do meu celular descarregou e resolvi tirar um cochilinho(coisas de grávida). Lá estou eu dormindo e mais um sonho chegou. Eu estava naquele mesmo campo e um menino lindo, apesar de não me lembrar bem de suas expressões, com asinhas de anjo corria na minha direção. Ele não falava, apenas sorria, mas uma voz vinha na minha cabeça: “Mamãe, eu precisava ser amado. Mas ela precisava nascer. Cuida dela”. Eu acordei com lágrimas nos olhos. O meu filho é um anjo e ele sabe que foi amado, que eu vou amá-lo eternamente. Um dia ainda quero carregá-lo no colo e brincar com meu menino nesse campo florido…
Eu moro no RJ e essa semana fez muito calor por aqui. Fui até a varanda do apartamento tentar pegar um ventinho com a Isadora que estava um pouco irritada. Ela atualmente está com 3 meses de vida. Após 5 minutos começou a chover bem forte, mas só do lado direito do Céu. Do lado esquerdo fazia sol e um arco-iris apareceu. Foi então que comecei a contar um pouquinho dessa história pra ela. Disse que ela tinha um irmão que era seu anjo da guarda, sua alma gêmea, e que ele foi muito amado. E ela representava pra mim aquele arco-iris no Céu. Aquele que não apaga a dor da tempestade, mas vem pra nos mostrar que a vida continua bela. Nesse momento ela sorriu, deu um pulinho no meu colo e eu tive a certeza que ela entendeu tudo que eu expliquei a ela.
Segundo a psicanalista Françoise Dolto, ao falar com os bebês eles apresentam alterações sintomáticas mostrando que sabem falar e que compreendem nossa linguagem. Portanto precisamos contar a eles suas histórias de vida, e várias vezes, assim a criança vai compreendendo aquilo que é explicado.
E vocês, conversam com seus bebês?

Nosso livro fazendo a diferença

Queridos (as) seguidores (as)

Continuamos a receber emails e mensagens com muito carinho, falando sobre como o nosso livro coletivo ” Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal” tem ajudado muitas pessoas. Ficamos sensibilizados em ver o quanto a leitura dessas histórias de perda, de dor, mas também de muito amor fazem a diferença na vida dos nossos leitores

Abaixo seguem uma dessas mensagens recebidas:

Com 19 semanas de gestação descobri que minha bebê estava sem batimentos e tive que fazer um parto induzido. Senti como se meu mundo tivesse desabado.  Uma semana depois eu me formava como psicóloga. Lembrei de já ter ouvido falar do luto a luta e busquei mais informações, foi quando encontrei o livro. Ele tem sido crucial para mim, tem me ajudado através das histórias dessas pessoas inspiradoras. No livro tenho encontrado conforto, me permite viver esse momento de luto e dor e ao mesmo tempo me ajuda a ter forças para enfrentar tudo isso e ao mesmo tempo não desistir do sonho da maternidade. Mas o mais importante me fez ver que a minha pequena Luiza sempre estará presente em meu coração.” Fernanda Raush 

Se você também quiser compartilhar conosco seu feedback sobre o livro ou nos contar uma história de como ele foi importante para alguém, escreva para o nosso email contatodolutoaluta@gmail.com.  Divulgando essas histórias, conseguiremos fazer chegar nossas mensagens de carinho e conforto a cada vez mais pessoas que estejam precisando de apoio e acolhimento.

Nosso livro continua à vendas pelos canais abaixo. Em breve, divulgaremos um novo canal de venda e de distribuição do mesmo:

  • Versão impressa: compre direto conosco através do nosso email contatodolutoaluta@gmail.com
  • Versão digital na loja Kindle da Amazon pelo link abaixo:

 

 

Minha pequena Livia!

Me chamo Elis e conto agora a nossa história….
Foi uma mistura de felicidade e medo ao mesmo tempo, aceitar todas as mudanças que estariam para vir até mesmo porque já havia deixado adormecido os planos de ser mãe, mas não esquecidos até porque foram anos tentando sem êxito e após o divórcio então ficou bem mais complicado.
Quando em uma manhã do de domingo de novembro de 2017, duas linhas bem fortes mudaram tudo me deixaram muito ansiosa , eu estava apenas há 1 mês namorando mas a notícia da gravidez foi muito bem recebida por todos foram quatro meses muitos agitados no bom sentindo, decidimos não contar sobre a gravidez para todos apenas para nossos pais e irmãos, o restante da família junto com os amigos só ficaram sabendo no dia do casamento até mesmo o papai só ficou sabendo que era uma menina a nossa PRINCESA LIVIA no casamento a nossa pequena estava a caminho foram muitos choros de alegria, roupa , sapatinhos estávamos ansiosos com a sua chegada.
Mas essa felicidade não iria durar muito as 21 semanas e 4 dias começou o nosso terror,
comecei a perder o tampão fomos para hospital onde recebemos a notícia que estava com 4cm de dilatação e bolsa protusa o pior foi escutar seu coração batendo tão rapidamente e a medica me dizendo que as chances eram mínimas de conseguir segurar a gravidez, fui transferida de hospital onde me disseram que o diagnostico estava errado que tudo estava normal ali criamos esperanças mas por pouco tempo logo após o ultrassom veio o mesmo diagnostico, ai então que foi realizado a cerclagem de emergência mas a bolsa rompeu e ouvimos da medica agora e só esperar a natureza agir e que ela não nasceria com vida , como assim minha pequena vai nascer sem vida foram as piores 4 horas que já vivi não pela dor do parto mas sim em saber que a minha pequena mal tinha nascido e já estava me deixando.
Naquela sala fria e silenciosa ela nasceu esperava ouvir seu choro mas nada a enfermeira me perguntou se queria vela disse que não, mas me arrependi na mesma hora foi quando vi um tumulto na sala uma correria sem entender nada levaram ela logo em seguida meu esposo veio e me disse que ela estava viva e a tinham levado para UTI NEO , porem seu estado não era nada bom que teria menos de 2 horas de vida, a minha guerreira lutou durante 33 horas, tive a oportunidade de segurar sua mãozinha e sentir seu reflexo ao toca-la a segurei no colo apenas uma vez e foi nessa hora que bem baixinho disse para ela que poderia descansar que amávamos muito ela que ela tinha sido um presente muito especial mas estava sofrendo demais aguentou 3 paradas cardiorrespiratória tão pequena e tão forte e assim foi 30 minutos depois ela nos deixou.
Para nós ficou a lembrança dos 5 meses que estive com ela na barriga os chutes, ficou a saudade do que não vivemos a segurei apenas uma única vez mas foi um amor incondicional, hoje quando escrevo seria a data prevista para parto não está sendo nada fácil esses últimos 4 meses mas tenho todo o apoio do meu esposo e não perdi a esperança que um dia serei mão de um anjo no céu e um nos meus braços Fui diagnosticada com insuficiência istmo cervical.

Minha pequena Livia Vitoria nasceu no dia 29-03-2018 e partiu no dia 30-03-2018.

Amor de mãe tem asas que alcançam o céu

Minha história com a maternidade começou muito antes de engravidar. Quando descobri que eu e meu marido temos problemas de infertilidade, iniciamos uma jornada para que o desejo de sermos pais fosse realizado.
Percorremos um longo caminho cheio de renúncias, angústias, exames, procedimentos cirúrgicos e injeções. Um tratamento caro e emocionalmente desgastante. Para nossa frustração, a fertilização in vitro – nossa única chance de sermos pais, de acordo com a Medicina – não deu certo.
Três meses depois, Deus realizou seu pequeno milagre. Engravidamos naturalmente! Os mais de três anos esperando pela gestação já haviam me transformado em uma mãe, dessas capazes de fazer qualquer coisa pelo seu filho.
Desde o primeiro dia que soube que não estava mais sozinha, pedia para que Deus me capacitasse para a maternidade e protegesse meu bebê dos perigos do caminho.
Só no quinto mês de gestação entendi o porquê. Na ultrassom morfológica descobrimos que nosso filho tão sonhado tinha uma grave má-formação no coração.
Saímos da nossa cidade, Campo Grande-MS, e fomos para São Paulo-SP, onde ele poderia nascer e ter mais chances de vida. Felipe nasceu com 38 semanas de gestação em um hospital referência em cardiopatia congênita. Um bebê lindo, de bochechas gordinhas e rosadas, pesando três quilos.
Com três dias de vida, ele fez a primeira de três cirurgias que já estavam previstas para tentar corrigir seu coração. Tivemos muitos sustos no pós-operatório, mas ainda mais amor. Nunca havia sentido um amor tão forte e puro! Nasci para ser mãe!
Aproveitei cada instante ao lado do Felipe e com 31 dias de vida ele nos deixou. Mas, ao contrário do que muitos devem imaginar, nossa história não teve fim.
Não há um dia sequer que eu não pense nele, que eu não me lembre que sou mãe do Felipe. Após um período de luto e muita dor, encontrei uma forma de preencher o vazio que a ausência física do meu filho deixou em meu coração.
Preenchi esse vazio com amor. Um amor à Deus que me permitiu ser mãe, uma amor à vida que é um sopro e por isso não deve ser gasta com lamentações, um amor aos pequeninos que me lembram a pureza do meu filho, um amor ao meu próximo que me ensina que todos carregamos um fardo que pode ser mais leve se for dividido.
Finalmente, entendi que para mim meu filho jamais morrerá. Ele sempre estará comigo no meu coração ou pensamentos. Ele sempre será o irmão mais velho dos filhos que eu vier a ter. Ele sempre será a prova do amor de Deus por mim. Não existe adeus, nem até breve. Só um “até sempre meu filho”!
Escrever foi a forma que encontrei de elaborar o luto e dar um novo significado à vida do meu filho. Por isso, estou escrevendo um livro que fala sobre a morte, mas, na verdade, é uma história de vida cheia de amor, gratidão e esperança. Também criei a página “Até sempre meu filho” no Facebook e no Instagram, onde publico mensagens de consolo e acolhimento para as famílias que enfrentam o luto. Amor de mãe tem asas que alcançam o céu…
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Marcela Albres tem 32 anos, é jornalista e mãe do anjo Felipe que cumpriu sua missão na terra no dia 8 de dezembro de 2017.

“Você é a minha história de amor, dessas que divide a gente em antes e depois”

Bom dia me chamo Jordana sou da Bahia mais hoje trabalho em Minas Gerais sou psicóloga onde conheci meu namorado é pai do meu filho, digo meu filho por mais que insistam em dizer que era só um feto, Perdi meu bebê ontem com 7 semanas, não parece muito tempo mais para mim foi tempo suficiente para sentir o amor mais lindo que já sentir é meu namorado também, fui morar com ele e todo dia uma expectativa, planos para o quartinho, para que time ele torceria do papai ou da mamãe.

Um dia com 5 semanas acordei com cólicas e um pequeno sangramento não imaginava eu que começaria aí a saga pela vida do meu bebê, fiz um ultrassom mal feito e eu mamãe de primeira viagem sem conhecimento acatava tudo do médico, afinal ali ele que era detentor do saber e o médico dizia está tudo bem, tudo normal. Mais no laudo médico emitido estava escrito ausência de batimentos cardíacos, ler aquilo era uma dor imensa pra mim.

Marcamos nosso pré natal com uma obstetra. Lá ela ao visualizar o ultrassom detectou algo errado no tamanho do bebê comparado a idade gestacional, dai nos encaminhou para uma clínica de ultrassom de sua confiança dai eu conheci uma médica maravilhosa que com todo carinho e cuidado encontrou os batimentos do meu bebê e isso me devolveu mais uma esperança, mais como eu ainda estava sangrando ela pediu para afastar dos trabalhos e repousar após 10 dias retornar para ver a evolução do bebê.

Mais com todo carinho nos avisou que se eu estava com sangramento era o organismo avisando que algo não estava bem, mais disse ele tá aí o coração está batendo então vamos aguardar eu só sabia chorar e meu namorado também, sempre segurando minha mão e confortando, dizendo que estávamos juntos nessa batalha. Retornamos pra casa e 6 dias depois na madrugada sentir muitas dores, dor intensa e um sangramento muito forte, não dormir a noite, chorava de dor, meu namorado inquieto e triste por me ver
naquela situação e ao amanhecer fomos até a maternidade, cheguei fui atendida pela ginecologista e colo do útero ainda estava fechado então ele ainda estava ali comigo, penso que ele também lutou para sobreviver e logo fui encaminhada para o ultrassom e lá não deixaram meu namorado ver, não nos informava a situação do nosso bebê só disse vamos dar mais uma chance, daqui uma semana repete o ultrassom como se a vida do meu filho estivesse sobre o controle deles e nós inexperientes saímos do hospital cheios de dúvidas, e eu ainda com muitas dores na madrugada novamente o sangramento aumentou muito e de manhã isso ficou ainda pior com alguns coágulos e ali eu sabia que estava perdendo meu bebê, cada descarga que eu apertava no vaso do banheiro era uma dor como se cada pedacinho dele está indo embora ali eu não tinha condições nem de ir ao hospital. Ligamos na obstetra e na clínica do ultrassom e adiantamos os exames antes dos 10 dias.

Eu fui da minha casa a clínica pedindo a Deus para quando a médica fizesse o ultrassom eu escutasse o coração achando que ainda haveria uma possibilidade de meu bebê estar ali, mais ele já não estava mais. Foi o momento pior de tudo isso não vê nada dentro de mim.

Eu fiquei tão chocada que não fiz perguntas, só troquei de roupa e só conseguir me expressar fora do consultório nos ombros de Fernando meu namorado e ele sempre gentil e carinhoso me consolando e dizendo palavras de conforto.

Ainda retornamos na obstetra para avaliar e dizer se ainda seria necessário uma curetagem e ela disse que não, pela pouca quantidade o organismo iria expulsar naturalmente. Me vi aliviada não queria encarar um hospital e todo esse processo de curetagem
Eu queria minha casa, e sofrer meu luto em paz com meu namorado.
E com tudo isso acontecendo eu percebi que as pessoas por mais boas que sejam suas intenções elas não sabem respeitar um luto e nem como tratar alguém que acabou de perder um bebê.

Dai eu comecei a pesquisar coisas na internet e no Instagram, dai encontrei o perfil de vocês e vi que existe muitas pessoas um número significativo de mamães que passam por isso todos os dias.

E como psicóloga profissional da saúde e alguém que propaga uma boa saúde mental para as pessoas todos os dias isso me incomodou, não se fala desse assunto que algo tão significante para quem passa uma realidade brasileira e digo uma questão de saúde, saúde pública.

Foi um alívio encontrar o perfil de vocês me senti acolhida e feliz que alguém no Brasil pensa em nós, que para muitas pessoas é só um feto mais para quem passa é uma perda de um filho como outra qualquer. E isso despertou meu interesse de falar mais sobre isso, para que mais pessoas e mamães saibam que nós temos o direito de sofrer a perda do nosso bebê independente de idade gestacional.

Me coloco à disposição como mamãe de um bebê que se foi na sétima semana mais que deixou muita saudade, amor e uniu mais ainda o papai e a mamãe dele e como profissional também, pois sofri muita crítica de pessoas que não sabem diferencias as coisas e acham que só por sou psicóloga tenho que me permanecer sem sentimentos, fria mais se esquecem que antes da profissão sou Jordana ser humano, com sentimentos . Conte comigo…

Filhos são Presentes do Criador – Gratitude

Se existem filas no céu, daquelas que a imaginação sugere que pegamos porções disso ou daquilo, sou capaz de dizer que entramos várias vezes na fila dos FILHOS COM MUITA EMOÇÃO.

Em 2006 finalmente engravidei! Mas uma complicação na gestação (placenta prévia) iria impactar significativamente o curso daquela gravidez.

Com 20 semanas (+ 5 meses) minha bolsa rompeu e fomos para Maternidade, na emergência o diagnóstico era de Bolsa Rôta (quando a membrana amniótica se rompe sem que a mulher esteja em trabalho de parto, pode ser facilmente percebido pela gestante, pois uma grande quantidade de líquido amniótico irá escorrer).

Afinal o que isso significava em termos práticos? INTERNAÇÃO + RESPOUSO ABSOLUTO, o cenário não era nada animador. Havia três possibilidades para o caso, são elas:

1 – A gestante entra em trabalho de parto, o bebê nasce e morre logo a seguir. (Os pulmões não estão maduros o suficiente nessa idade gestacional, e o bebê não conseguiria respirar)

2 – A gestante infecta, por conta da ruptura da membrana amniótica rompida, e o parto é necessário para que essa infecção não tome proporções mais graves, como a perda do útero.

3 – Nenhuma das 2 opções anteriores acontecem, e a gestante fica internada em REPOUSO ABSOLUTO até o parto.

REPOUSO ABSOLUTO significa não sair da cama para nada, isso é muito mais difícil do que possa parecer. Banho e todas as necessidades fisiológicas e de higiene são feitas no leito, com ajuda de terceiros. Esse foi meu primeiro contato com a realidade que impõe ao individuo limitações, e ele precisa ser ajudado 100% por outras pessoas. Posso dizer que isso foi um aprendizado para vida!!!!

Foram 60 dias de internação. Eu tomava espartanamente quatro litros de água por dia, com o claro objetivo de produzir liquido amniótico, e tive sucesso, mas o ruim era que vazava tudo, bolsa furada não tinha como reter todo líquido produzido. A física e a gravidade são cruéis de tão lógicas. Parar a minha vida foi uma opção, uma escolha consciente mesmo sabendo que as chances eram ínfimas. Meu marido mudou-se para o hospital, era meu enfermeiro de luxo quando voltava do trabalho no fim da tarde. Dormia naquele sofá que foi projetado para apenas 2 noites no máximo, e viveu conosco a loucura que é estar internado numa unidade hospitalar. Entra e sai de técnicas de enfermagem a cada 3h para aferir, pressão, temperatura e ministrar alguns poucos medicamentos. Conhecíamos de cor o cardápio de todas as refeições, assim como a escala dos plantonistas da equipe médica e de enfermagem.

Chegamos a 29 semanas, e o parto foi agendado. Ele chegou e contrariando todas as expectativas médicas ele chorou bravo e forte, como quem tinha pulmões fortes e maduros.  Pedro, nosso Pedrinho!

Não demorou muito tempo e a hipoplasia pulmonar deu as caras, sem reservas e sem timidez. Nosso pequeno Pedro viveu dois dias, e alçou vôo para outra dimensão. Não há palavras que possam definir o que sentimos. A atitude das pessoas daquela unidade hospitalar, foi mais que empática, foi genuinamente uma demonstração de humanidade e solidariedade com nossa dor. A enfermeira chefe da UTI Neonatal nos conhecia e sabia da nossa fé Cristã e batizou nosso pequeno antes dele partir. Foi-nos permitido estar num quarto com o Pedro, pudemos dar-lhe banho e arruma-lo para o funeral. Era impossível para mim a ideia do meu pequeno ficar no local onde ficam os bebês que morrem, fiz um pedido para chefia da enfermagem da Maternidade, que ele saísse do meu colo para o carro da funerária, e foi exatamente assim… Chegado o momento, ela foi sutil e amável. Estendendo aos mãos perguntou se podia pegá-lo, e com delicadeza o levou.

Saí da Maternidade para o Funeral, numa cadeira de rodas porque não era possível andar, afinal foram dois meses sem colocar os pés no chão. Um dos momentos mais difíceis depois do funeral, foi ver o leite brotar dos meus seios e o Pedrinho não estar lá para mamar, levou um tempo para medicação que seca o leite fazer efeito.

Confesso que era bem difícil e triste a cada ano levar flores no aniversário dele, ao invés de um bolo lindo embalado pelo tradicional parabéns. Mas o tempo é o senhor da razão, e cura tudo. A saudade é imensa e eterna, mas aprendemos que existem outras formas e dimensões de amar.

Em 2009 nasce o Arthur, nosso segundo filho e irmão do Pedrinho. Lembra que falei que nossos filhos vieram com muita emoção? Pois é, Arthur infectou grave aos 17 dias de vida em casa. Batalhou para viver, foram 42 dias de UTI Neonatal, e ele sobreviveu, mas não sem sequelas…. tornou-se uma criança com deficiência, mas acredite ele é a luz das nossas vidas, nos fez ver o mundo por outra perspectiva, um mundo novo, incrível e cheio de possibilidades.

Em 2014, plantamos uma árvore com os restos mortais cremados do Pedrinho. RESIGNIFICAMOS!!! Temos a certeza que aqueles que amamos estão vivos dentro de nós, a vida tem muitas dimensões, e o amor transcende todas elas.

O Luto é necessário e individual, cada um tem seu próprio tempo, mas sofrer é opcional e uma escolha. Chorar não é sofrer, as lagrimas são a forma líquida da saudade, diferente do choro com lamento.

Ninguém pode viver nossa história….. Um copo cheio até a metade, pode estar meio cheio ou meio vazio, tudo depende da escolha que fazemos de como olhar para ele.

Costumo dizer que nossos filhos não são nossos, são jóias que o Criador nos empresta.

Somos felizes e sorrimos, porque temos a certeza que nosso Pedrinho está na companhia de nada mais nada menos que o Criador. Sua breve estada conosco foi um presente e somos gratos!

Seja feliz e sorria, essa é uma escolha que só depende de você!

 

Cris Freitas & Sandro Freitas & Pedro Freitas & Arthur Freitas

Minha História

Sou mãe da Maria Carolina de 3 anos e do João Felipe que hoje estaria com 10 meses. Planejei a gravidez dele e fiz todo o pré natal com todas as vacinas, vitaminas, alimentação saudável, ultrassom. Fiz a ultrassom morfológica que atestou a normalidade do meu bebê e deu como certo sendo um homenzinho.

Quando eu estava com 30 semanas fiz um novo exame que teve um diagnóstico de alças intestinais dilatadas que poderia ser nada como poderia ser várias doenças graves como ter o intestino em casca de maçã, nascer sem o ânus e outros, porém nunca nunca podemos prever o que aconteceria de verdade.

Entrei em trabalho de parto prematuro, fiz todas as medidas necessárias e ele nasceu dia 03.10.2017 com 34 semanas. Mesmo sendo prematuro, o parto foi complicado, ele foi para o quarto já que era aparentemente saudável.

Na hora de termos alta médica contei que ele não tinha feito cocô e vomitava muito. Com 72 hs de vida ele foi para cirurgia com suspeita de obstrução intestinal. Mas o sofrimento maior foi quando o medico me contou que ele nasceu sem o intestino, a artéria que forma o intestino era ausente.

Não nos deram esperanças. Ele foi para uti neo, usou alimentação parenteral, viveu 3 meses muito difíceis com assaduras horrorosas, 3 infecções, eu passava o dia na maternidade fiz de tudo.

Pesquisamos e tentamos levantar dinheiro para o transplante de intestino feito em Miami, mas ele não resistiu. Faz 7 meses e ainda estou destruida, sei que ele sofria e que a situação dele era quase impossível mas tenho momentos egoístas que queria ele aqui. Sofri muito com outras mães na UTI por 3 meses, elas são muito guerreiras. Sofri com a morte de um bebê que nasceu com o intestino pra fora e eu tinha me apegado muito a ele. Quando penso em força e determinação penso em mãe, e penso nas mães de UTI e tantas outras com filhos doentes.

Meu filho foi guerreiro e eu lutava muito para estar a sua altura e hoje penso e tento ter forças para continuar lutando. Lutando pela minha filha que precisa de mim e pelo que acredito como a doação de órgãos infantis. Se tivéssemos conscientização sobre isso poderíamos salvar vários filhos aqui mesmo nesse país. Os grandes médicos responsáveis por transplantes de intestino e multiviceral no mundo são brasileiros Dr Rodrigo Vianna e Tiago Berdusqui. Mas o Brasil não faz esses transplantes.

Obrigada por ter um lugar para contar a minha história, não sou só eu que passei por isso, sei que existem muitas mães sofrendo mas a minha dor pra mim é insuportável, inacreditável, dilacerante e a maior de todas. Sofro com todas, somos companheiras de dor mas vamos vencer e ficará somente a saudade.

Sou Ana Paula Prados Maia, tenho 33 anos e sou de Goiânia.

Nathalia, amada daqui até a eternidade!

Meu nome é Karla e meu esposo Wallace, Nossa Nathalia foi um presente de Deus, muito esperada, muito amada, ela foi a primeira filha, primeira neta, primeira bisneta, primeira tataraneta, primeira sobrinha… Ela sempre será a primogênita! Eu tive uma gravidez perfeita, sem complicações, quando estava com 4 meses de gestação tive uma infeção no canal do de um dente, fui ao dentista e ele me falou pra conversarmos com meu médico para fazer o tratamento do Canal, o médico por sua vez não permitiu, disse para somente limpar o canal e tampar,  ai foi o que o dentista fez, eu estava bem… até 3 dias antes da Cesária que estava marcada! Eu tive uma infeção muito forte no canal do meu dente ele estourou no meu nariz , mas eu estava bem e a neném também, já estava indo no médico uma vez por semana porque ela já tinha marcado a Cesária, fui na consulta e o médico olhou e falou que ia manter a Cesária para o dia 28/06/16. Fui pra casa me preparar para ir para o hospital no outro dia de manhã, minha família todas e juntou em casa, porque estávamos todos muito felizes e ansiosos pela chegada da minha princesa, chegou o grande dia, 28 o dia mais esperado Des de quando nos casamos, fui pro hospital, cheguei lá arrumei tudo! Lembrancinhas, livro de presença, porta maternidade… Fui pra sala da cirurgia, foi uma cirurgia tranquila até que ouvi o choro mais lindo do mundo… O que eu mais lembro, olhei pro meu esposo e foi a sensação mais maravilhosa do Mundo! A enfermeira me mostrou p rostinho da Nathalia por cima dos panos que me cobriam, quando derrapante chamaram meu esposo e saíram com a neném e ele, eu achei que era normal, só achei estranho que não tiraram aquela foto… A foto mais esperada do primeiro contato… passou um tempo, o médico chegou perto de mim é falou que minha bebê estava fazendo os procedimentos e depois ia voltar pra eu amamentar. Quando o anestesista aplicou algo em mim, acordei em sozinha na sala de recuperação, quando voltei tinha se passado 2h … me levaram pro quarto e todo mundo me falava, calma vai ficar tudo bem… mas eu não sabia se nada! Quando cheguei no quarto o médico me disse, Karla eu sei o quanto vocês esperavam esse bebê mas infelizmente sua filha morreu… Nathalia morreu por infeção generalizada, o dia 28/06/16 foi o Dia mais feliz e o mais triste de toda minha vida! Eu sei que tudo nessa terra acontece por permissão de PAPAI DO CÉU, Nathalia foi amada do início até a eternidade…
A partir daí passamos por diversas situações muito difíceis, comentários sem noção e diversas situações? Que só uma mãe e um pai de anjo passa… Meu esposo e minha família me apoiaram em tudo, hoje 2 anos praticamente 1 mês depois recebemos a graça de termos o nosso arco íris chamado Israel, nosso príncipe que está com 3 meses, somos muito felizes com nosso arco íris, mas um filho não anula o outro, sempre serei mãe da Nathalia, nossa primogênita!
Relato enviado pela mãe Karla
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