Não nasceu de mim, mas nasceu para mim!

whatsapp-image-2016-11-19-at-00-31-50Bem, vamos a minha história…. ❤

Mas antes de começar a relatá-la, gostaria apenas de adaptar a frase que está escrita na imagem que escolhi para ilustrar.

“Ser mãe e ser pai é toda pessoa que tem o coração permanentemente grávido de amor.”

Agora sim, rsrsrs!

Meus pais se casaram e depois de um tempinho começaram a tentar engravidar e não conseguiram, fizeram diversos exames, nos quais ambos seriam aptos a ter uma gravidez de forma natural, afinal não tinham nenhum problema detectado…
Mas durante 15 anos ficaram na tentativa de engravidar e simplesmente não conseguiam, e não tinham resposta para não conseguir, todos os exames de investigação tinham sido realizados, os dois tinham tudo para engravidar mas não engravidavam…
Até que a ginecologista da minha mãe, conversou com ela e disse que ela poderia optar por duas saídas, uma seria a fertilização e a outra seria a adoção…. Porém na década de 90 a ciência não lidava com fetos que tinham alguma anomalia, e minha mãe não queria correr o risco de precisar passar pelo aborto, ela queria o filho da forma que Deus mandasse, independente da criança ser fisicamente e mentalmente “perfeita” ou não…
Então, ela e meu pai preferiram recorrer a adoção ao invés da fertilização…
E foi assim que tudo começou a acontecer, meus pais entraram em lista de espera nos orfanatos, porém, como a adoção é burocraticamente complicada, eles esperam, esperaram, mas o retorno do tão sonhado filho(a) não chegava… E minha mãe começou a ficar muito abalada emocionalmente, ela sempre relatou que quando estava passeando ou resolvendo coisas do dia a dia, por onde ela passava procurava pra ver se alguma criança tinha sido abandonada na rua, e vendo que isso não estava legal, e que o sofrimento já estava se tornando insuportável, ela decidiu não ficar mais procurando e resolveu voltar aos estudos para que assim, mais adiante ingressasse na faculdade de Direito.

Até que finalmente eu cheguei para eles no dia 30/12/1992, véspera de ano novo!
Assim que minha mãe me pegou no colo pela primeira vez, eu, uma bebezinha de apenas 25 dias, abri um sorriso para ela! E foi ali que nosso encontro aconteceu e minha história com os meus pais começou…

Eu fui um bebê arco íris, cheguei depois de uma tempestade que precisou durar 15 anos, mas que se não tivesse durado isso tudo, eu não teria sido o arco íris deles!

Às vezes não entendemos o que nos acontece, não temos respostas imediatas mas precisamos procurar acalmar nossos pensamentos para que assim possamos elaborar nossas emoções!

E quando eu tinha 13 anos, minha mãe teve o primeiro infarto…
E fez um cateterismo para descobrir o porquê ela tinha infartado, e nesse exame, descobriram que ela tinha um problema congênito no coração, que foi formado de uma forma não comum a da anatomia humana… O normal em todas as pessoas é a veia do coração passar por fora, e ela tinha uma que passava por dentro do coração, ou seja, quando pressionada essa veia através de alguma emoção forte, ou esforço físico poderia causar um infarto… E foi nesse momento que a resposta chegou, se eu tivesse nascido dos meus pais, minha mãe teria morrido no parto… Porque o coração dela não iria suportar tamanho esforço durante a gestação e durante o parto…
Infelizmente ela veio a falecer em dezembro de 2013, aos meus 21 anos, de infarto fulminante!

Mas veja como é a vida, né… Surpreendente! ❤

Mãe de três!

15046268_1162257083854972_1320396800_nEu sempre achei que seria mãe de menino. Sempre! Quando eu fazia aquelas brincadeiras do colar quando era criança(balançando pra frente e pra trás é menino, se rodar menina) sempre aparecia pra mim 3 filhos: uma menina, depois menino, depois menina de novo. Quando eu engravidei a primeira vez com 17 pra 18 anos eu disse pra todos que era um menino, mas a minha intuição se confundiu com a minha vontade. Assim eu recebi meu 1°amor, minha filha Giovana. Aí veio a faculdade, o trabalho, a casa própria, o carro, o amadurecimento e os planos para outro filho(a) foram ficando cada dia mais esquecidos… Até que em abril de 2014 eu tive um sonho. Estava eu um campo enorme, muito florido, muito calmo, parecia um Céu, e um senhor vinha falar comigo. Ele dizia: “Tem um filho esperando por você. Ele é seu. Mas manda dizer que ele tem uma alma gêmea e que se você permitir que ele venha ela virá junto”. E eu respondia: ” Mas eu não quero ficar com 3 filhos, só quero 2 e eu já tenho uma filha, então eu posso escolher só o menino ou só a menina?” E ele disse: “Não! O filho é ele, mas ela vem junto com ele”. E eu acordei bastante impressionada. Pensei que se engravidasse seria um casal de gêmeos. No ano seguinte, em julho de 2015 eu e meu marido começamos a cogitar a idéia de aumentar a família e na mesma semana em que parei o remédio eu engravidei. Foi a maior alegria da minha vida, já que a gravidez da Giovana não havia sido planejada. Dessa vez seria tudo diferente! A notícia foi comemorada e festejada. No mês seguinte me encaminhei pra minha primeira ultra, eu estava com 8 semanas de gestação e muito apreensiva, contando que iria ver na tela 2 bebês. Quando o exame começou o médico me disse: “É um único embrião e ele não possui batimento cardíaco. É um aborto retido. Sinto muito”. A maior alegria da minha vida foi também minha maior tristeza. Como isso estava acontecendo? Deus, logo comigo?! Eu ainda carreguei aquele bebê morto 15 dias na minha barriga até fazer a curetagem, e decidi que outro filho nem tão cedo… Eu estava dilacerada e não queria que o próximo filho(a) “carregasse” minha culpa, meus medos, meus anseios, minha angústia, minha desesperança…. Mas eu nem respirei. Terminei meus exames, e grávida de novo no mês posterior. Mas já? Que aflição, quanto desespero. Deus me deu uma nova vida pra cuidar e amar. Eu até costumava dizer que eu engravidei de gêmeos sim, só que eles vieram com 1 mês de diferença. E os sonhos voltaram. Eu sonhava com menino, ora sonhava com menina, 4 ultras já realizadas e nada desse bebê mostrar o que era. Até que finalmente com 24 semanas….Surpresa!!!! É outra menina. Eu teria mais uma mocinha na minha vida. Eu e minha família já estávamos ansiosamente aguardando a chegada de Isadora. Algum tempo se passou e eu fui ao Centro da Cidade naqueles ônibus de viagem, a bateria do meu celular descarregou e resolvi tirar um cochilinho(coisas de grávida). Lá estou eu dormindo e mais um sonho chegou. Eu estava naquele mesmo campo e um menino lindo, apesar de não me lembrar bem de suas expressões, com asinhas de anjo corria na minha direção. Ele não falava, apenas sorria, mas uma voz vinha na minha cabeça: “Mamãe, eu precisava ser amado. Mas ela precisava nascer. Cuida dela”. Eu acordei com lágrimas nos olhos. O meu filho é um anjo e ele sabe que foi amado, que eu vou amá-lo eternamente. Um dia ainda quero carregá-lo no colo e brincar com meu menino nesse campo florido…
Eu moro no RJ e essa semana fez muito calor por aqui. Fui até a varanda do apartamento tentar pegar um ventinho com a Isadora que estava um pouco irritada. Ela atualmente está com 3 meses de vida. Após 5 minutos começou a chover bem forte, mas só do lado direito do Céu. Do lado esquerdo fazia sol e um arco-iris apareceu. Foi então que comecei a contar um pouquinho dessa história pra ela. Disse que ela tinha um irmão que era seu anjo da guarda, sua alma gêmea, e que ele foi muito amado. E ela representava pra mim aquele arco-iris no Céu. Aquele que não apaga a dor da tempestade, mas vem pra nos mostrar que a vida continua bela. Nesse momento ela sorriu, deu um pulinho no meu colo e eu tive a certeza que ela entendeu tudo que eu expliquei a ela.
Segundo a psicanalista Françoise Dolto, ao falar com os bebês eles apresentam alterações sintomáticas mostrando que sabem falar e que compreendem nossa linguagem. Portanto precisamos contar a eles suas histórias de vida, e várias vezes, assim a criança vai compreendendo aquilo que é explicado.
E vocês, conversam com seus bebês?

Ao ajudá-las, ajudarei a mim mesma a seguir adiante

Trechos de um relato do livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”
Autora: Maíra Fernandes – mãe de Antonio Henrique
“Em dezembro de 2014, eu me descobri grávida e comecei a viver aqueles que foram, até o momento, os meses mais felizes da minha vida…
…Passei a ser monotemática, como quase toda grávida. Assisti a inúmeros vídeos na internet, fiz cursos, li livros. Carreguei o marido para uma aula de seis horas de duração sobre parto normal, onde aprendemos técnicas de massagens, respiração e exercícios. Queria que o Antônio Henrique viesse ao mundo da forma mais natural possível, mas devidamente acompanhado por uma boa equipe médica em um renomado hospital. Aprendi sobre mamadas e fraldas, sorrisos e choros de madrugada…
Tudo isto, porém, ficou na teoria. Na reta final da tranquila gravidez, minha pressão começou a oscilar e a médica anunciou que seria prudente antecipar o parto, por precaução. Eu estava muito confiante e segura. Conversávamos sobre isso no consultório, quando comecei a sentir as primeiras contrações. Ela colocou as mãos na minha
barriga e determinou: “Vamos para a Casa de Saúde São José, Maíra, esse menino quer nascer!”. Antes de sair do consultório, pude ver uma última vez o Antônio na minha barriga, pela ultrassonografia que ela fez. Ele estava com 37 semanas, três quilos e todo formado. Lindo!…
…Por volta de sete horas da manhã, após uma noite inteira monitorada pela equipe médica, o coração do Antônio Henrique parou de bater. Segundo o laudo pericial, houve um infarto na placenta, na base do cordão umbilical, que interrompeu a passagem de sangue e
oxigênio e vitimou o meu bebê. Nada conseguiu salvá-lo: nem a cesárea de urgência, nem mesmo todo o empenho do pediatra que, sem descanso, tentou ressuscitar o Antônio, por quarenta minutos, e recebeu o reforço de toda a equipe do hospital….
…Naquele momento, eu me senti mãe e me transformei para sempre. Marcello, meu marido, traduziu o amor em palavras e comunicou a todos o falecimento com o seguinte texto: “Era para ser o dia da maior alegria. Quase nove meses de espera, de planos e doação. Mas ele não veio. Nosso menino se foi, sem nada explicar. Nos fez amá-lo muito, mas não pôde ficar. E, por todos esses meses, fomos intensamente felizes, como quaisquer pais. No momento mais difícil, nos fez jurar trocar nossas vidas para poder vê-lo rapaz. E, hoje, uma dor dilacerante corta todas as camadas da nossa alma e encontra a fossa abissal da humanidade, um lugar onde não existem disputas, inveja ou vaidade, só a paz e a solidariedade. Nossa dor é do tipo que procura entender o incompreensível, as vítimas do acaso, é dor que dói junto e não é diferente das demais. É das que fazem corar a soberba sensação de controle e nos resignar. Nos questionamos se poderíamos salvá-lo, mas talvez ele é que tenha aguardado chegar ao hospital para a sua própria mãe salvar.Hoje, um pedaço arrancado e amputado de nós sangra copiosamente. Mas temos amigos e família, e esses nunca nos faltaram. E deles ouvimos e sentimos cada mensagem de apoio e amor, onde quer que seja dita ou repetida. Olha por nós, anjinho da nossa vida. Porque contigo e a cada novo desafio, seus pais se unirão cada vez mais.”
 Os dias se seguiram lentamente. Sem meu filho, as dores físicas da cesárea de emergência se somaram a uma dor emocional quase enlouquecedora, e a uma obsessiva culpa, que me corroía por completo: “Se ele morreu dentro de mim, a culpa é minha. Eu não consegui salvá-lo”. Não sei quantas vezes repeti essa frase, para mim mesma e para todos ao redor. Nada mais torturante. Não bastasse isso, eu acreditava ser a única no mundo a passar por tamanho pesadelo, até ser apresentada ao grupo Do Luto à Luta, por uma querida amiga de
faculdade, e acolhida pelo Grupo de Apoio às Mães de Anjos.
Solidarizei-me demais com aquelas mulheres e com a dor adicional – inteiramente desnecessária – à qual elas haviam sido submetidas. Decidi, então, contribuir para que esse tema saísse da invisibilidade. Essa seria uma forma de homenagear meu filho e de transformar aquela dor profunda que eu estava sentindo em algo bom para a sociedade….
…Ainda hoje, me emociono ao saber que impulsionamos uma alteração legal tão significativa, que ajudará a vida de inúmeros servidores do Rio de Janeiro. Em resumo, a PEC alterou os artigos 83 e 92 da Constituição Estadual, que diz respeito aos direitos dos funcionários públicos e militares do estado, estabelecendo, dentre outras mudanças, que:
i) em caso de nascimento prematuro, a licença-maternidade de 180 dias passe a contar a partir da data da alta da UTI do bebê prematuro; ii) em caso de perda gestacional, a mulher tenha licença de 30 a 120 dias, a depender do tempo de gestação; iii) em caso de perda gestacional, também o pai tenha direito a licença-paternidade, que pode chegar a 30 dias. Inesquecível conquista!…
 …Ninguém espera perder um filho. Não há dor maior do que essa. É a inversão da ordem natural da vida, drama para o qual ninguém está preparado. Após meses de investigações médicas, exames, consultas a hematologistas e obstetras, não sei por que isso aconteceu
 comigo. Mas sei o que posso fazer com meu luto: transformá-lo em algo que honre a memória do Antônio Henrique, que informe e acolha muitas mulheres. Se eu conseguir ajudá-las, ajudarei a mim mesma a seguir adiante.”
Trechos de um relato do livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”
Autora: Maíra Fernandes – mãe de Antonio Henrique
Para comprar um exemplar do livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”, acesse: http://livraria.bookstart.com.br/historiadaperdagestacional

Hoje comemoraríamos o 1 ano da minha Lívia!

Boa tarde a todos do grupo…
Hoje comemoraríamos o primeiro ano de minha Lívia…
Ela nasceu 05/03/2016 e partiu 07/03/2016…
Foi uma gravidez planejada, muito amada, tranquila e saudável… Lívia nasceu com 3.600kg de 41 semanas…
Onde tudo estava sendo planejado para ser tranquilo, assim que ela nasceu, minutos após sua primeira respiração, ela teve uma Pneumotórax espontânea… Uma fatalidade muito rara que aconteceu com a gente…
Ela passou por cirurgia para por o dreno no pulmão, mais a falta de oxigenação agravou e ela teve uma hipertensão cardíaca…
Essas 48h que a pude ter comigo, eu não a peguei no colo, não dei de mamar, ela não usou nenhuma roupinha de seu enxoval…
Apenas ficava na Uti olhando e agradecendo e orando muito…
Ficava inconformada de ver aqueles bebezinho tão pequenos, muitos não tinham nem 1kg, e eu a via lá.. Enorme, não cabia nem na incubadora…
A saudade é muito grande, o amor nunca irá deixar de existir…
Mais acredito que ela cumpriu sua missão, sua vinda foi repleta de amor e cumplicidade, Lívia sempre será nossa princesinha e agora nosso anjo no céu…
Hoje, 1 ano de recomeço, de reconstrução e muita sabedoria…
Aproveito, e compartilho meu texto e uma oração que me ajudou muito nos momentos mais difíceis.
Devia ser proibido se despedir…
Abraçar já sentindo saudades, dizer tchau sem saber quando dirá oi novamente…
Despedidas doem, e a dor justamente na vontade de querer ficar.
Não há ter comigo, é viver se despedindo, é viver tendo esse aperto no coração, essa vontade de chorar, essa vontade de ficar e abraçar muito.
Devia ser proibido se despedir… Mas se a vida não tivesse saudade, talvez não tivéssemos essa força de viver para reencontrar.
Hoje 01 ano…
Obrigada amigos e familiares por todo apoio, carinho e compreensão que recebi.
“A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me deem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho…
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.” 05/03/2016 – 07/03/2016
Lívia, minha filha amada!
Eu te amei desde o primeiro instante, você foi um bebê planejado e muito desejado por nós!
Meu pequeno anjo, ainda é muito dolorido, mas agora você não está sofrendo mais… Deus está ao seu lado e você sempre continuará em nossas vidas!
Você fez sua passagem, nos deu sua alegria e está nos ensinando a ter sabedoria!
“Me sinto só, mas sei que não estou Pois levo você no pensamento, meu medo se vai, recupero a fé e sinto que algum dia ainda vou te ver Cedo ou Tarde”
Mamãe te ama muito e sente muita saudades.
Relato enviado pela mãe Maria Eugenia Campos

QUANDO NASCE UM ARCO ÍRIS?

aro iris
Quem nunca senu medo de uma tempestade? Do barulho ensurdecedor do vento e
dos trovões? Mas quem, um dia, acreditou que ela dura para sempre? Por maior que seja o
nosso medo, a certeza de que a chuva passa e o sol volta a brilhar nos dá segurança e coragem
para enfrenta-la.
Assim é na natureza…assim é na vida! A tormenta chega, e vai.
A perda de um ‘lho é mais que uma tempestade: é furacão devastador! Tudo sai do
lugar, perdemos o norte, as forças e a coragem. Dizem que o ‘lho que chega depois é um bebê
arco íris, uma alusão a esta bênção luminosa que vem depois da tempestade. Mas você já
parou para pensar se seu arco íris já não nasceu?
O meu vem sendo pintado aos poucos. Quando relembro os momentos mais felizes da
minha vida é como se uma cor fosse sendo acrescentada a esta pintura: quando realizei meu
sonho de concluir a faculdade, quando conheci o pai das minhas ‘lhas, quando nos
casamos…depois veio o primeiro posivo, o chorinho da nossa bebê, a primeira vez que a
peguei no colo…o dia em que vi o rosnho perfeito da nossa segunda ‘lha pelo ultrassom.
Sete momentos lindos completando as sete cores deste arco íris!
Ele não é o primeiro que se completa, nem o úlmo que construo, porque a vida é
assim: cheia de momentos incríveis que muitas vezes deixamos serem encobertos pelas nuvens
escuras de um dia di2cil.
E como tudo na natureza é cíclico, na nossa vida também será: dias calorosos de muito
amor e paz, dias frios de angúsas, novos dias bonitos, outros tantos di2ceis. Mas quem aí
contempla as calamidades? Quem gosta de aproveitar a praia em dia de tempestade?
Eu pre’ro lembrar dos dias bons, das alegrias, das cores que colorem minha vida.
Façamos nascer um arco íris…não vamos esperar a tormenta chegar para colecionar
cores novas!
O meu arco íris já nasceu, e daqui há alguns meses outro lindo arco colorido se formará
e chamará outros e outros para as nossas vidas

Registro do nosso encontro – o olhar teórico e a vivência

Trechos do texto do livro “Histórias de Amor na Perda gestacional e neonatal”

Autora – Érica Quintans

Queridos (as) seguidores (as)

Hoje trazemos pra vocês trechos de mais um texto do nosso livro entitulado “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”. Este texto foi escrito pela psicóloga colaboradora do nosso grupo – Érica Quintans. Érica faz uma reflexão teórica sobre o luto após a condução de um grupo de apoio para mães que passaram pela perda de seus filhos. O texto fala sobre a dificuldade de amigos, familiares e pessoas próximas de darem apoio e conversarem sobre o tema com quem sofreu a perda.

“A morte de um bebê pode ser especialmente difícil por se tratar de algo como uma inversão da ordem natural das coisas; é visto como um fato antinatural. E, como se quiséssemos nos poupar deste sofrimento, adotamos uma postura de não falar sobre isto para não sofrer, e não mencionamos o assunto para não relembrar os pais, em, talvez, uma tentativa de cuidado.

Mas, para o grupo, o não falar é muito mais difícil e doloroso do que lembrar do(a) filho(a) que se foi.”

Para ler este texto completo e os demais 65 relatos e texto dos livro, compre um exemplar do mesmo na livraria virtual da Bookstart: http://livraria.bookstart.com.br/historiadaperdagestacional

 

Trechos do texto do livro “Histórias de Amor na Perda gestacional e neonatal”

Autora – Érica Quintans

Gabriel, obrigada por me escolher como mãe!

Hoje dia internacional das mulheres e semana em que meu primeiro filho nasceria, melhor presente para uma mulher! Gostaria de compartilhar minha dor e recuperação da perda.

   Meu nome é Giovana, tenho 38 anos, deixei a maternidade para último plano na minha vida. Não porque não quisesse ser mãe, mas preferi investir na minha vida profissional e ter uma vida financeira estável, para poder oferecer coisas boas ao meu filho.
   Infelizmente não obtive sucesso profissional,  a vida financeira é no limite, mas o relógio biológico nos alerta para a realidade. Ser mãe, sempre foi sonho, mas também sempre desejei que pudesse ser da melhor forma possível,  com uma pessoa que pudesse dar orgulho ao meu filho, de chamá-lo de pai.
   No dia do meu aniversário de 38 anos, eu e meu marido Tiago, resolvemos que seria o momento de parar com o remédio e tentarmos uma gravidez. Me preocupava o fato de demorar para engravidar, mas minha ginecologista havia orientado que o ideal seria 1 ou 2 anos de tentativas, mas para mim, ela daria 6 meses, antes de entrar com medicação para estimular a ovulação.  Comecei a controlar meu ciclo, nesse tempo, atualizei minha carteira de vacinação,  a médica receitou um remédio para verme, iniciei com alimentação bem mais saudável,  dei início a ingestão do ácido fólico. Em 2004 passei por uma cirurgia de gastroplastia, esse fato faz com que eu necessite de complementos de vitaminas e controle de anemia.
   Em dois meses eu estava grávida! Dias antes do ciclo menstrual,  fiz o teste de farmácia e constatou o positivo. Ainda tive dúvidas, pois não acreditava, no exame de sangue eu ainda tinha desconfiança do resultado, mas felizmente era verdade, eu seria mãe!
   Tive que trocar de médico e com indicação de uma amiga, agendei minha primeira consulta. Meu novo médico é maravilhoso,  não tenho palavras para agradecer o quanto ele me cuidou e ajudou nesse momento de “ausência de vida”. Iniciei meu pré-natal, vários exames e minha carteira gestante. Estava tão fantástica com a idéia de ser mãe,  que começamos a anunciar o motivo da nossa felicidade. Era tão gostoso sentir a alegria das pessoas em ver a nossa alegria!
   Sempre que pensava que um dia seria mãe,  imaginava ser mãe de menino, e seu nome seria Gabriel! Nome de anjo, para um presente de Deus.
   Eu e o Tiago,  sempre conversamos sobre nosso filho, como gostaríamos de educá-lo, o que faríamos nos finais de semana, enfim, planejamento de família (semelhante ao filme A estranha vida de Timothy Green, sugiro assistirem). Opinamos por não saber o sexo do bebê,  queria uma surpresa para aumentar nossa felicidade. Foi difícil no começo para comprar algumas coisas, hoje é tudo rosa e azul! Mas nosso bebê era tão sapeca, que não guardou segredo, precisou se mostrar. Infelizmente para mostrar que não ficaria em nossas vidas, somente deixaria lembranças e saudades.
   Com 24 semanas, feliz com os movimentos do meu bebê,  fui realizar o exame morfológico. Na sala do exame tudo estava bem, tudo na normalidade, mas o médico disse que gostaria de ver melhor algumas partes do abdômen do bebê,  mas precisava que ele se virasse. Pediu para que eu fosse caminhar e voltasse. Confesso que me assustou,  mas ele disse de forma normal, meu marido brincava dizendo que o bebê era sapeca já na barriga e estava brigando com o médico. Fomos almoçar e voltei para a clínica. Na verdade,  passei a tarde toda na clínica aguardando a realização completa do exame.
   Novamente na sala, o médico insistia em uma única localização com o aparelho,  meu sentimento era de que havia algo, mas as expressões dele, não me convencia de que não era nada de mais. Depois de muito insistir, ele iniciou o diálogo, daquele jeito que ninguém gosta quando é um médico falando.
   Nos disse que precisava falar sobre o exame, mas seria difícil de explicar porque não queríamos saber o sexo do bebê. Nessa hora meu mundo rachou, o sexo do bebê não nos importava nesse momento. Assim, descobrimos que nosso bebê era o nosso anjo Gabriel!
   No exame foi visto que a bexiga do Gabriel estava dilatada, com dilatação ureteral bilateral e discreta dilatação renal. Os rins estavam com alterações, tudo compatível com o problema de obstrução da válvula de uretra posterior. Resumo do médico, é um problema que normalmente ocorre com os meninos, pois a uretra é maior, é grave podendo levar o bebê ao óbto, pois ele ingere o líguido amniótico mas não elimina urinando, a bexiga cheia se dilata e dilata os canais dos rins e eles. O médico pediu para caminhar para que o Gabriel se virasse e pudesse ter certeza do diagnóstico para nos esclarecer.
  Nesse dia o abismo se abriu. O médico foi muito claro em suas palavras, nosso Gabriel poderia nos deixar. Sai da clínica em prantos.
  Cada vez que o Gabriel mexia, me sentia realizada. Sabendo que era um menino,  minha mãe já correu comprar a primeira roupinha azul, confesso que no meu devaneio o Gabriel não chegaria a usar. Não sou pessimista e sim realista, se existe um fator, é 50% de acerto. Mas busquei forças e curtia ainda mais minha gravidez. Sempre conversa com o Gabriel,  brincava com ele quando estava se mexendo, dizia o quando eu o amava e que não queria que ele sofresse pelo meu egoismo de tê-lo conosco. Pedia perdão por qualquer coisa que poderia ter feito. No banho sempre cantava Aquarela para ele, se fosse por pouco tempo, que fosse o melhor tempo da sua vida!
   Meu médico pedia ultrassom a cada 2 semanas, para analisar a quantidade do líquido amniótico,  pois a tendência com esse problema, seria  diminuição do líquido. Não havia o que fazer, o Gabriel não tinha nem 1kg, se chegasse a nascer correria risco, por esse motivo, meu médico decidiu seguir normalmente com a gravidez.  Em todos os exames a normalidade do líquido se mantinha, o Gabriel ganhava peso, tudo seguia, mas a dilatação da bexiga permanecia presente.
   O Tiago sempre me perguntava se eu estava tranquila com os resultados dos exames, eu respondia que só ficaria em paz, quando o Gabriel nascer e saber que ele ficará bem!
   Com tudo (teóricamente) correndo bem, já estava tudo pronto para receber nosso filho. Faltava o papai pintar o quartinho, já tinha a tinta azul. No dia 25 de Janeiro 2017 fomos para mais um ultrassom,  até a vovó foi dessa vez. O desespero que antecedia cada exame, depois de saber o problema,  não estava diferente. No dia 02 de Janeiro, havia feito minha consulta de pré-natal, meu obstetra sempre perguntava sobre os movimentos do bebê,  tudo estava bem. Em seguida no dia 14, com ajuda dos nossos familiares e amigos, fizemos o Chá de Boas Vindas ao Gabriel. Tudo veio na minha cabeça antes do exame.
   Quando o médico colocou o aparelho na barriga, ele de imediato colocou pra ouvir o batimento cardíaco,  eu estava olhando para o monitor, não vi, nem ouvi nada. Olhei para ele, nosso olhar se encontrou, meu coração disparou. Mais uma tentativa de ouvir o coração e nada, minha visão escureceu, perguntei ao médico se o meu Gabriel tinha me deixado, foi o pior sim da minha vida!
   O chão se abriu e me engoliu, fiquei ausente em minha própria vida.  Mas sei que além do meu marido e minha mãe,  Deus estava me amparando. O médico me encaminhou para a urgência ginecológica do hospital para que providências fossem tomadas, me pediu para não sair desesperada, pois eu estava bem e agora teria que manter a calma, mesmo sendo difícil. Saimos da clínica fui para casa, arrumar minha mala, pois ficaria internada. Chegando na urgência,  a recepcionista disse que meu médico já estava me esperando, pois o médico do ultrassom havia ligado para ele. Isso já me deixou tranquila,  eu sabia que estava em boas mãos. Conversamos e optei por realizar a cesariana na manhã do dia seguinte, pois já passava das 20:00hs e ficaria internada o mesmo tempo, resolvi passar a noite em casa, com meu marido e minha barrigona…foi o velório que tivemos. Ainda amparados por Deus, fomos até a funerária cuidar de tudo, para o descanso do nosso Gabriel.
Na manhã do dia seguinte,  nublado, chuvoso, pudemos conhecer nosso filho. No centro cirúrgico,  tudo muito preparado, profissionais dedicados, respeitando minha dor de ao mesmo tempo, ter e não ter um filho. Ali na sala tinha um bercinho, para receber meu filho. Desde o começo da gestação,  não tive problemas,  nada de enjoar,  inchar, tive uma gravidez saudável e tranquila. Durante a cirurgia,  sentia dor…na alma! Quando senti que tiraram meu filho do meu ventre, fiquei esperando que ele ainda pudesse chorar. Olhei para o Tiago e disse que tinham tirado o Gabriel,  mas ele não chorou!
   A enfermeira me perguntou se queria vê-lo, e trouxe nosso anjo. Era lindo, perfeito, uma mistura da mamãe e do papai,  estava dormindo. Não pude carregar meu filho, não pude beijá-lo, só consegui tocar por um instante seu rostinho, suas bochechas gostosas. Quando fui para a recuperação, meu marido estava sempre comigo, ouvir os bebês chorando,  nos machucava. Meu médico pediu para me deixar na pediatria para que eu não precisasse conviver naquele momento, com outras mães que acabaram de ter seus bebes. No dia seguinte tive alta, no hospital tomei medicação para não descer o leite e tive as mamas enfachadas para manter apertadas. Sair do hospital com os braços vazio não foi fácil sempre a dor da alma apertava.
   Chegar em casa com o quarto vazio também machucou. No hospital depois que o médico me liberou para ir para o quarto, meu marido foi para o cemitério, enterrar nosso filho. Depois ele foi para casa e guardou tudo, para quando eu chegar, não encontrar o quartinho como era. Em casa meu leite desceu, desesperador o leite pingar do meu peito e meu filho não estar comigo para mamar.
   Foi muito sofrimento, nas semanas seguintes eu só dormia, tivemos o apoio de nossos familiares, amigos, muitas orações, isso nos ajudou a superar. É lógico que uma nova gravidez, ( que Deus nos abençoe novamente) não irá suprir a saudade que temos do Gabriel, nada vai substituí-lo, mas temos que conviver, nos acostumar com a falta. Sempre senti que ele não ficaria conosco, desde que descobrimos o problema, mas sei que, cada um de nós temos um tempo de vida para nos redimir de muitas coisas, acredito que ele também tenha tido o dele. E que teria como missão, nos fazer feliz, me ensinar o maior amor do mundo.
   Sou mãe! Os anjos escolhem suas mães e o Gabriel me escolheu, fico feliz em poder ser mãe de anjo. Hoje, entendo que ele não poderia ficar, mas me fez muito feliz enquanto pode. Todas as noites olho para o céu, agradeço e digo que o amo.
   Te amo eternamente meu filho Gabriel!
   Depoimento enviado pela mãe Giovana Lima

Para sempre Henry

imageMeu nome é Estefani tenho 19 moro em São Paulo , e sou a mãe do anjo Henry.
Minha gravidez não foi planejada mais sinceramente mesmo sem ter estabilidade naquele momento eu amei me senti a mulher mais feliz do Mundo.
Em junho de 2016 fui parar na emergência , estava com hemorragia há duas semanas no primeiro momento me falaram que era um cisto e ficaria internada pra tratar fiz exames e quando a médica veio falar comigo me disse que estava grávida e que o bebê tinha parado nas trompas, uma gravidez ectópica e que no dia seguinte iriam fazer uma cirurgia pra tirar a trompa para que eu pudesse parar de sangrar , eu estava tão avoada que não tive reação .. fiquei triste mais me recuperei rápido .
Então em agosto minha menstruação atrasou e fiz o teste e deu positivo meu olhos encheram de lágrimas pois deus tinha me dado outro bebê ele tinha me devolvido , a cada dia que passava eu esperava ansiosa pra ver a barriga crescer sentir os chutes e eu cada consulta ouvir o coração do meu Henry.
Só que em janeiro comecei a sentir muita dor nas costa fui ao médico na primeira vez e ele diz que não era nada de mais e me mandou pra casa , mais parece que mãe já sente no dia seguinte voltei e passei com outra médica e ela me diz que eu estava com 1 dedo de dilatação e eu estava apenas com 6 meses ela me recomendou repouso de uma semana , se passou essa semana e eu voltei passei com a minha obstetra e ela me internou me medicou por 2 dias pra conter o trabalho de parto antecipado, mais ela me disse que tinha que tirar o remédio pra ver como meu corpo reagia .. passei a sexta de manhã muito bem , mais à noite veio uma cólica eu tinha entrado em trabalho de parto novamente passei a madrugada inteira esperando a dilatação chegar aos 10 dedos e as 7:55 do dia 21.01.2016 meu Henry nasceu tão lindo tão cabeludinho perfeito .
Ele foi direto pra incubadora e foi entubado visitei ele à noite e no dia seguinte começou minha tristeza
Estourou uma veia no pulmão dele e ele não estava conseguindo respirar , mais eu estava confiante que ele iria conseguir já sonhava com nós indo pra casa com tudo que já tinha comprado pra ele , mais à noite ele teve uma parada respiratória e faleceu, eu não queria comer não queria dormir eu só queria que tivesse mais tempo , queria que ele tivesse ficado dentro de mim , hoje eu estaria com 30 semanas
Mais infelizmente deus quis levar ele é hoje só oque me resta é saudade dele da minha barriga .. mais eu ainda sonho em ser mãe e se Deus quiser eu vou conseguir ..
Eu vou ser sempre sua mamãe e você sempre será meu Henry! Eternamente amado.

Depoimento enviado pela mãe Estefani

Quatro Letras

Trechos do relato “Quatro Letras” do livro Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal

Autora: Flavia Camargo

Logo no início das tentativas, em 2014, engravidei. Como tinha planejado tudo nos mínimos detalhes, assim que recebi o resultado positivo do teste, comecei a escrever cartas para o meu bebê com o objetivo de registrar sua história desde a época da concepção. Não tive enjoos e a gestação do Igor transcorria sem problemas. Eu me consultava periodicamente com a obstetra e a nutricionista, seguia adequadamente as recomendações e meus exames estavam ótimos. Só que fui surpreendida na 33a semana, e o que estava perfeito, se transformou no extremo oposto.

No dia 7 de janeiro de 2015, preocupada com o fato de o bebê estar quieto desde o dia anterior, dei entrada no hospital para fazer uma ultrassonografia. Eu me sentia muito bem e não teria buscado atendimento se não fosse unicamente por causa da diminuição dos movimentos fetais. Depois de um tempo, fiquei sabendo que ir ao hospital foi o que salvou a minha vida. Quando passei pela triagem da emergência, minha pressão estava 13×8 e, quarenta minutos depois, pulou para 24×7. Nesse pequeno intervalo, senti uma dor abdominal muito forte e meu fígado rompeu. O Igor precisou nascer imediatamente – com sete meses e meio – pesando 1,4 quilo e medindo apenas quarenta centímetros.

….

Mães e pais que perdem um bebê tão prematuramente tendem a se considerar culpados, mas eu decidi não adotar essa conduta, porque ela só pioraria as coisas. Estou certa de que não deixei de fazer nada que estava ao meu alcance e concedi a mim mesma o direito de não carregar uma culpa que não me pertence. Depois de um tempo, constatei que usufruir dessa liberdade e enxergar as coisas assim, foi essencial para manter o meu equilíbrio.

A morte do Igor nos fez descobrir que ser mãe e pai é maravilhoso, independentemente de quanto tempo essa experiência dure. Ele nos fez conhecer um amor incondicional, que não precisa ser retribuído para permanecer pulsando. Um amor que ultrapassa as barreiras físicas e nos faz enxergar além do efêmero e circunstancial. Esses aprendizados são muito preciosos! Perceber que as perdas também provocam ganhos é uma lição que podemos tirar até mesmo das situações mais duras da vida; assim, elas se tornam leves.”

Trechos do relato “Quatro Letras” do livro Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal

Autora: Flavia Camargo – que também é autora do livro “Quatro Letras”

Para comprar um exemplar do livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”acesse: http://livraria.bookstart.com.br/historiadaperdagestacional

Para comprar um exemplar do livro “Quatro Letras”, acesse: http://livraria.bookstart.com.br/quatroletras

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