Não nasceu de mim, mas nasceu para mim!

whatsapp-image-2016-11-19-at-00-31-50Bem, vamos a minha história…. ❤

Mas antes de começar a relatá-la, gostaria apenas de adaptar a frase que está escrita na imagem que escolhi para ilustrar.

“Ser mãe e ser pai é toda pessoa que tem o coração permanentemente grávido de amor.”

Agora sim, rsrsrs!

Meus pais se casaram e depois de um tempinho começaram a tentar engravidar e não conseguiram, fizeram diversos exames, nos quais ambos seriam aptos a ter uma gravidez de forma natural, afinal não tinham nenhum problema detectado…
Mas durante 15 anos ficaram na tentativa de engravidar e simplesmente não conseguiam, e não tinham resposta para não conseguir, todos os exames de investigação tinham sido realizados, os dois tinham tudo para engravidar mas não engravidavam…
Até que a ginecologista da minha mãe, conversou com ela e disse que ela poderia optar por duas saídas, uma seria a fertilização e a outra seria a adoção…. Porém na década de 90 a ciência não lidava com fetos que tinham alguma anomalia, e minha mãe não queria correr o risco de precisar passar pelo aborto, ela queria o filho da forma que Deus mandasse, independente da criança ser fisicamente e mentalmente “perfeita” ou não…
Então, ela e meu pai preferiram recorrer a adoção ao invés da fertilização…
E foi assim que tudo começou a acontecer, meus pais entraram em lista de espera nos orfanatos, porém, como a adoção é burocraticamente complicada, eles esperam, esperaram, mas o retorno do tão sonhado filho(a) não chegava… E minha mãe começou a ficar muito abalada emocionalmente, ela sempre relatou que quando estava passeando ou resolvendo coisas do dia a dia, por onde ela passava procurava pra ver se alguma criança tinha sido abandonada na rua, e vendo que isso não estava legal, e que o sofrimento já estava se tornando insuportável, ela decidiu não ficar mais procurando e resolveu voltar aos estudos para que assim, mais adiante ingressasse na faculdade de Direito.

Até que finalmente eu cheguei para eles no dia 30/12/1992, véspera de ano novo!
Assim que minha mãe me pegou no colo pela primeira vez, eu, uma bebezinha de apenas 25 dias, abri um sorriso para ela! E foi ali que nosso encontro aconteceu e minha história com os meus pais começou…

Eu fui um bebê arco íris, cheguei depois de uma tempestade que precisou durar 15 anos, mas que se não tivesse durado isso tudo, eu não teria sido o arco íris deles!

Às vezes não entendemos o que nos acontece, não temos respostas imediatas mas precisamos procurar acalmar nossos pensamentos para que assim possamos elaborar nossas emoções!

E quando eu tinha 13 anos, minha mãe teve o primeiro infarto…
E fez um cateterismo para descobrir o porquê ela tinha infartado, e nesse exame, descobriram que ela tinha um problema congênito no coração, que foi formado de uma forma não comum a da anatomia humana… O normal em todas as pessoas é a veia do coração passar por fora, e ela tinha uma que passava por dentro do coração, ou seja, quando pressionada essa veia através de alguma emoção forte, ou esforço físico poderia causar um infarto… E foi nesse momento que a resposta chegou, se eu tivesse nascido dos meus pais, minha mãe teria morrido no parto… Porque o coração dela não iria suportar tamanho esforço durante a gestação e durante o parto…
Infelizmente ela veio a falecer em dezembro de 2013, aos meus 21 anos, de infarto fulminante!

Mas veja como é a vida, né… Surpreendente! ❤

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Mãe de três!

15046268_1162257083854972_1320396800_nEu sempre achei que seria mãe de menino. Sempre! Quando eu fazia aquelas brincadeiras do colar quando era criança(balançando pra frente e pra trás é menino, se rodar menina) sempre aparecia pra mim 3 filhos: uma menina, depois menino, depois menina de novo. Quando eu engravidei a primeira vez com 17 pra 18 anos eu disse pra todos que era um menino, mas a minha intuição se confundiu com a minha vontade. Assim eu recebi meu 1°amor, minha filha Giovana. Aí veio a faculdade, o trabalho, a casa própria, o carro, o amadurecimento e os planos para outro filho(a) foram ficando cada dia mais esquecidos… Até que em abril de 2014 eu tive um sonho. Estava eu um campo enorme, muito florido, muito calmo, parecia um Céu, e um senhor vinha falar comigo. Ele dizia: “Tem um filho esperando por você. Ele é seu. Mas manda dizer que ele tem uma alma gêmea e que se você permitir que ele venha ela virá junto”. E eu respondia: ” Mas eu não quero ficar com 3 filhos, só quero 2 e eu já tenho uma filha, então eu posso escolher só o menino ou só a menina?” E ele disse: “Não! O filho é ele, mas ela vem junto com ele”. E eu acordei bastante impressionada. Pensei que se engravidasse seria um casal de gêmeos. No ano seguinte, em julho de 2015 eu e meu marido começamos a cogitar a idéia de aumentar a família e na mesma semana em que parei o remédio eu engravidei. Foi a maior alegria da minha vida, já que a gravidez da Giovana não havia sido planejada. Dessa vez seria tudo diferente! A notícia foi comemorada e festejada. No mês seguinte me encaminhei pra minha primeira ultra, eu estava com 8 semanas de gestação e muito apreensiva, contando que iria ver na tela 2 bebês. Quando o exame começou o médico me disse: “É um único embrião e ele não possui batimento cardíaco. É um aborto retido. Sinto muito”. A maior alegria da minha vida foi também minha maior tristeza. Como isso estava acontecendo? Deus, logo comigo?! Eu ainda carreguei aquele bebê morto 15 dias na minha barriga até fazer a curetagem, e decidi que outro filho nem tão cedo… Eu estava dilacerada e não queria que o próximo filho(a) “carregasse” minha culpa, meus medos, meus anseios, minha angústia, minha desesperança…. Mas eu nem respirei. Terminei meus exames, e grávida de novo no mês posterior. Mas já? Que aflição, quanto desespero. Deus me deu uma nova vida pra cuidar e amar. Eu até costumava dizer que eu engravidei de gêmeos sim, só que eles vieram com 1 mês de diferença. E os sonhos voltaram. Eu sonhava com menino, ora sonhava com menina, 4 ultras já realizadas e nada desse bebê mostrar o que era. Até que finalmente com 24 semanas….Surpresa!!!! É outra menina. Eu teria mais uma mocinha na minha vida. Eu e minha família já estávamos ansiosamente aguardando a chegada de Isadora. Algum tempo se passou e eu fui ao Centro da Cidade naqueles ônibus de viagem, a bateria do meu celular descarregou e resolvi tirar um cochilinho(coisas de grávida). Lá estou eu dormindo e mais um sonho chegou. Eu estava naquele mesmo campo e um menino lindo, apesar de não me lembrar bem de suas expressões, com asinhas de anjo corria na minha direção. Ele não falava, apenas sorria, mas uma voz vinha na minha cabeça: “Mamãe, eu precisava ser amado. Mas ela precisava nascer. Cuida dela”. Eu acordei com lágrimas nos olhos. O meu filho é um anjo e ele sabe que foi amado, que eu vou amá-lo eternamente. Um dia ainda quero carregá-lo no colo e brincar com meu menino nesse campo florido…
Eu moro no RJ e essa semana fez muito calor por aqui. Fui até a varanda do apartamento tentar pegar um ventinho com a Isadora que estava um pouco irritada. Ela atualmente está com 3 meses de vida. Após 5 minutos começou a chover bem forte, mas só do lado direito do Céu. Do lado esquerdo fazia sol e um arco-iris apareceu. Foi então que comecei a contar um pouquinho dessa história pra ela. Disse que ela tinha um irmão que era seu anjo da guarda, sua alma gêmea, e que ele foi muito amado. E ela representava pra mim aquele arco-iris no Céu. Aquele que não apaga a dor da tempestade, mas vem pra nos mostrar que a vida continua bela. Nesse momento ela sorriu, deu um pulinho no meu colo e eu tive a certeza que ela entendeu tudo que eu expliquei a ela.
Segundo a psicanalista Françoise Dolto, ao falar com os bebês eles apresentam alterações sintomáticas mostrando que sabem falar e que compreendem nossa linguagem. Portanto precisamos contar a eles suas histórias de vida, e várias vezes, assim a criança vai compreendendo aquilo que é explicado.
E vocês, conversam com seus bebês?

Uma estrela no Céu

Queridos (as) seguidores (as)

Hoje trazemos trechos de um breve, mas emocionante relato da Mirlene Lima, mãe do Pedro Henrique e uma das co-autoras do nosso livro coletivo “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”.

“…Tudo corria muito bem… até que eu e meu esposo quase sofrermos um acidente. Estávamos indo em direção a uma vaca e, para não bater nela, quase batemos em um poste, mas Deus nos livrou. Naquela ocasião, estava com cinco meses de gestação, mas não sofri nada, foi somente um susto. Depois de duas semanas, comecei a sentir contrações, mas não imaginava que meu filho estava prestes a vir ao mundo.

…Pedro Henrique nasceu com 598g e 30cm….Pedro Henrique me ensinou o verdadeiro significado da palavra AMOR e da palavra MÃE. Ele fez com que eu me tornasse uma mulher mais forte, uma mulher mais conhecedora da palavra de Deus; ele me fez sempre querer ser melhor a cada dia.

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Estamos em processo de reimpressão da segunda tiragem do livro. Caso queria contribuir para a vaquinha online que estamos fazendo, clique neste outro link abaixo. 100% dos recursos arrecadados com a venda dos exemplares depois de impressos serão utilizados para ações de divulgação do livro e demais ações voluntárias do grupo Do Luto à Luta.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/nova-tiragem-historias-de-amor-na-perda-gestacional-e-neonatal

 

 

Amor além da vida

Queridos (as) seguidores (as)

Valentina foi uma borboletinha linda (com seus pais a chamavam) que passou rapidamente por aqui, mas deixou um amor imenso para sua família e transformou  a Micheline em mãe. Abaixo você poderá ler esse relato de uma co-autora do nosso livro coletivo “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”  – Micheline Silveira Rocha.

Junto com o relato dela, você pode também ler outros 62 textos e relatos do livro comprando a versão virtual pela loja Kindle da Amazon abaixo;

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“…Não houve justificativa médica para o parto prematuro, pois meu acompanhamento estava sendo feito normalmente e os exames estavam todos ótimos, e os da Valentina também estavam em conformidade. O que teríamos que aguardar era somente a
evolução do pulmãozinho.

…Mas a felicidade daquela quinta-feira em que sentimos a evolução dela tornou-se tristeza no dia seguinte, quando ligaram da Maternidade solicitando que fôssemos até lá, pois o médico queria conversar com a gente. O trajeto de casa até a maternidade foi silencioso. O mundo caiu naquela hora, e a dádiva do nascimento virou luto em apenas cinco dias.

…A passagem dela aqui na Terra foi rápida, mas fico feliz e agradeço pela sua vinda, por ela ter nos escolhido como pais, por ter me transformado em mãe, por emanar o amor puro e lindo que ela repassou, e por nos transformarmos em pessoas melhores.

A Valentina é o presente mais lindo que Deus nos deu, e o nosso amor vai muito além da vida.” 

 

Perda dos meus anjos!

Me chamo Iara

2015 resolvemos engravidar. Com poucos meses de tentativa, já veio o positivo pra nossa alegria. Marquei o pré natal e na primeira ultrassom com quase 8 semanas. Pra nossa maior infelicidade, não havia batimentos. Foi um baque, uma dor sem fim. Me vi com o coração vazio naquele momento. Sofremos e como sofremos. O médico disse apenas que foi má formação. Passei por todo processo de curetagem. Enfim os dias, meses foram passando e aquelas dor de certa forma foi amenizando.
Em 2017, resolvemos então tentar novamente, só fiz um transvaginal o ginecologista disse que estava tudo bem, poderia tentar. E aí seguimos com as tentativas. Em março, no dia 21 de abril fiz o teste e pra minha surpresa, com apenas 4 duas atrasados meu positivo. Fiquei muito feliz. Enfim Deus havia enviado meu milagre. Fiz exame de sangue ,corri no posto de saúde marquei o pré natal fiz minha primeira ultrassom estava com 10 semanas,tudo ótimo bebê está muito bem. Tirei todas as minhas dúvidas,afinal estava com muito medo de perder-lo (a).
As semanas foram passando e quando fiz 16 semanas senti um mal estar, uma cólica, aquilo já me espantou. No dia seguinte fui ao postinho que me acompanhava,e o ginecologista me receitou um remédio pra dor,e me liberou. Meu pré natal era depois de dois dias,eu fiquei com o coração apertado e quis fazer uma ecografia,vi várias mamães que estavam lá,vendo seus  bebês,sabendo  o sexo,e eu dando palpites com meu esposo de qual seria o sexo. Chegando lá a médica colocou o aparelho na barriga e não conseguia ouvir os sinais. Então pediu que eu tirasse a parte de baixo da roupa que ela iria fazer uma transvaginal. Eu entrei no banheiro e meu mundo caiu. Pedi a Deus que fizesse um milagre, pois eu sabia que meu bebe não estava mais ali. Quando voltei pra sala, fiz a ultra e a médica meio sem saber como falar, me disse: olha o feto está muito pequeno pra 4 meses, está como se estivesse com 12 semanas e ele também não tem mais batimentos cardíacos! Meu corpo paralisou, eu fiquei sem chão, minhas lágrimas rolaram, minhas pernas tremiam, eu já nem sabia o que fazer.
Hoje passaram 6 meses e só me resta saudade. Dias eu lembro muito, dias eu lembro e sofro, dói! E eu sigo vivendo dia após dia.
Fizeram biópsia do feto, mostrei pro médico tudo ok, não tinha nada de anormal. Mas uma vez foi má formação. Estou fazendo consulta com uma psicóloga,e isso tem me ajudado bastante lidar com essa dor.
Espero que logo em breve Deus envie o meu milagre pra nós fazer felizes aqui na terra!
Relato da mãe Iara Santos

Esther, Minha Passarinha que voou cedo demais

Meu nome é Poliane e começo meu relato falando que, luto todos os dias para não ser o que me aconteceu. Mas para ser o que eu quiser ser.

 Em junho de 2014,ao 29 anos, após planejar e desejar a gravidez, peguei meu Bhgc positivo. Eu e meu marido quase explodimos te de felicidade. Meu Deus, quanta alegria!
 Na minha primeira consulta, com 7 semanas, o médico notou um pequeno sangramento, “nada preocupante”, e prescreveu um medicamento que deveria ser usado (colocava  os óvulos dentro da vagina todas as noites) até a 16 semana, e também já fui encaminhada ao pré natal de risco devido à hipertensão arterial, que eu já tinha desde os 25 anos. Fazia o acompanhamento direitinho, tomava todas as medicações de maneira correta. Esse obstetra então substituiu as medicações.. O pré natal de risco e a troca de medicamentos para pressão  já eram esperados. Depois tive outros 2 pequenos sangramentos, sempre ia para maternidade e nada de anormal era encontrado.
A gravidez corria bem, até que com 24 semanas tive uma hemorragia… Desespero, choro, medo….corri para maternidade, fiz uma ultrassonografia e nada que justificasse foi encontrado, não tinha descolamento de placenta, nada…. Os exames de sangue estavam normais mas com todo cuidado que a situação merecia o obstetra me internou. O sangramento parou no segundo dia, mas por precaução foram 12 dias de internação e nada de anormal foi encontrado, fui pra casa, o médico pediu que eu fizesse certo repouso, eu fazia ultrassonografia a cada 15 dias. Descobri já no quinto mês que esperava uma menina, mesmo com tantas  ultrassons, ela sempre estava de perna fechada, ou numa posição que era difícil ver o sexo. As semanas iam passando e graças a Deus Esther estava bem! Peso, tamanho, quantidade de líquido…. tudo bem. Perfeita minha Passarinha! Os cuidados com a pressão eram tomados devidamente.
Fui ao pré natal com 30 semanas e meu médico por precaução decidiu me dar atestado de 40 dias, por  causa do meu ritmo nos plantões noturnos e diurnos e pediu para ir vê-lo semanalmente e assim eu fiz.
 Ja estava com 34 semanas era 26/12, fui a consulta e  pedi autorização para fazer minhas fotos de gestante, que seriam no dia seguinte caso ele liberasse. A consulta foi normal, ele viu a última ultra feita naquela semana, ouvimos o coração e lá estava minha Passarinha! Forte! Então ele me liberou e fiz as fotos em 27/12. O ensaio não durou mais que 2h por orientação médica,fui  pra casa…  O dia 28/12 estava muito calor e eu bem cansada, muito mesmo, inchada, mas foi um dia normal.
29/12 acordei e Esther não mexia. Conversei com ela, mexi na barriga e nada. Um aperto no peito, sentimento estranho liguei para meu marido que já estava no trabalho, ele tentou me acalmar mas eu sabia, lá no fundo, que algo estava errado. Fui para maternidade ( onde já era conhecida) e lá encontrei com meu marido. Fui atendida logo, e na sala de pre parto a obstetra de plantão tentou ouvir os batimentos e só havia o  silêncio, fomos para o ultrassom e eu de olhos fechados pedindo a Deus que fosse mentira de mãos dadas com meu esposo, então alguns minutos depois a tão cruel notícia: Minha Passarinha estava sem vida.
Acabou. Como doía, Meu mundo desabou. Minha alma sangrava, meu sonho tinha morrido junto com minhas esperanças. Enquanto chorava junto com meu marido tínhamos que decidir sobre o parto, Eu mesmo sendo enfermeira e sabendo dos riscos pedi uma cesariana. Queria que aquilo acabasse logo. Mas a plantonista, um anjo, disse que ela não faria pois havia riscos para mim, e ligou pro meu médico que foi até o hospital e  me convenceu a fazer uma parto normal.
Eu estava internada de novo…. Começaram a indução, eu estava em choque. Fiquei sozinha com meu marido em um quarto durante todo o processo. Foram 5 dias de indução, minha alma doía muito mais que as contrações. Até que no dia 02/1/15 Esther nasceu de parto natural. Não sei descrever a dor física e mental até hoje. Eu a vi na sala de parto eu a toquei, observei cada detalhe… Minha Passarinha. Meu marido resolveu tudo sobre o enterro enquanto eu estava internada. Enterramos nossa bebê no dia 04/1 pois Fiz questão de ir ao cemitério.
Fui pra casa, com os braços e o coração vazios.  Achei que fosse morrer tamanha era a dor. Precisei do período de licença maternidade para me recuperar e dar conta de voltar a rotina. Doamos algumas coisas dela, algumas ainda tenho guardada. Não consigo me desfazer.
Hoje 3 anos após ainda não tentei uma nova gravidez por medo de passar por toda dor de novo. Vivo um dia de cada vez. Tenho dias bons outros ruins… A dor diminui, mas está aqui. Apenas aprendi a conviver.
Obrigada por criarem esse espaço que tanto nos ajuda.
Relato da mãe Poliane de Almeida

Meu relato!

Me chamo Giovanna tenho 22 anos e gostaria de compartilhar minha historia pois sigo a página e a cada história que leio sinto q não estou sozinha e vejo q é possível seguir em frente e isso vem  me dando forças.
Em outubro 2016 descobri que estava grávida, meu “feijãozinho” como eu chamava era muito esperado pela família como um sinal de esperança pois minha tia (muito amada por todos) e meu pai descobriram que estavam com câncer com diferença de alguns meses.. Todos ficaram muito felizes com a notícia especialmente minha tia e meu pai e o desejo de ambos era conhecer meu feijãozinho, mas quando eu estava de 3 meses minha tia infelizmente foi morar com Deus, um choque para todos.
Minha gestação correu normal, sem problemas, descobrimos que o “feijãozinho” era uma menina, que alegria, minha Manuella!
Manu estava prevista para chegar dia 06/06 mas no dia 19/05 minha bolsa estourou as 08:00 da manhã fui para o hospital tomei remédios pra dilatação e nada, 23:12 Manu nasceu com seus 2,250kg e 47cm bem roxinha e com dificuldade pra respirar, fizeram aspiração e deixaram ela com O2 por alguns minutos, fomos para o quarto e tentei dar de mamar mas ela não conseguia respirar direito e foi levada para UTI, no outro dia eu tive alta e tive q sair do hospital sem minha pequena.
Os médicos não sabiam o que impedia a Manu de respirar direito foram feitos vários exames que não apontavam nada, foram chamados 3 otorrinos que a examinaram e disseram q ela tinha uma estenose nasal (um lado do narizinho dela era praticamente fechado e não passava ar) e isso dificultava a respiração, falaram q isso iria melhorar com o tempo conforme ela fosse crescendo e deram alta pra ela, que alegria minha filha finalmente em casa depois de 25 dias na UTI.
Foram 15 dias em paz só nos 3 eu, a Manu e meu marido, eu amava cuidar dela, amava dar banho, dar de mamar e trocar as fraldas, amava fazer qualquer coisa pra ela, mas um dia durante a madrugada Manu parou de respirar do nada, eu entrei em pânico entreguei ela para meu marido e liguei pra emergência, antes do resgate chegar ela voltou a respirar mas estava muito fraca, o Samu levou ela pro hospital la foram feitos exames de sangue e urina e descobrimos uma bronquiolite o que estava tornando a respiração dela mais difícil ainda, Manu foi internada de novo em um quarto onde eu ficava 24 hr com ela, eu comia  e “dormia” no hospital não desgrudava o olho dela pra nada, tinha dias que eu não me aguentava em pé o cansaço junto com a preocupação não me deixava dormir e eu me sentia um zumbi, em um desses dias de esgotamento meu marido até saiu do trabalho e foi passar a noite com a Manu para eu poder descansar um pouco. Até que uma noite aconteceu de novo, Manu parou de respirar, eu apertei a campainha que alertava os enfermeiros mas não vinha ninguém, que desespero, meu Deus! A minha sorte foi que no mesmo quarto estava uma enfermeira com o filho dela internado no mesmo quarto que eu e a Manu, se não fosse ela,  eu teria perdido minha filha naquele momento. Quando finalmente os enfermeiros chegaram eu pedi pra falar com o médico responsável, depois de uma conversa ele transferiu a Manu para a UTI novamente, eu não podia acompanha-la 24 hrs na UTI como no quarto mas fiquei mais tranquila pois já conhecia o trabalho das enfermeiras de la e confiava nelas, sempre estavam de olho. E depois disso se passou 1 mês na mesma rotina de UTI  hospitalar e minha filha sem um tratamento, depois de eu insistir resolveram transferir minha filha de hospital por falta de recursos, nos 3 eu meu marido e a Manu fomos de Sorocaba onde moramos pra Campinas.
Que diferença, tivemos q nos adaptar a tudo, aos novos horários de visita da UTI, as regras do hospital e a cidade onde nós não conhecíamos nada e nem ninguém.
Os médicos descobriram que a solução para o problema da Manu era muito simples, uma microcirurgia no nariz, e no mesmo dia já foi agendada, ficamos tão felizes finalmente iria ver minha filha respirando sem esforços e ia ter ela em casa onde eu  pensava ser o lugar dela. Mas depois da cirurgia houve complicações ela teve que ser intubada pq o pulmão dela estava parando de fazer a troca gasosa, ficou com anemia, pneumonia, teve q fazer transfusão de sangue, ela ficou tão inchada eu nem reconhecia minha filha.
A médica disse que o caso dela era muito grave e que não tinha mais o que fazer, ali parecia q eu ja tinha perdido minha filha, me senti caindo em um buraco sem fim. Uns  3 dias depois recebi uma ligação do hospital as 4:15 da manhã pedindo para irmos para la. Chegando la recebemos a pior notícia q alguém pode ouvir, Deus tinha levado minha filha, com falência múltipla nos órgãos.
Peguei ela no colo uma última vez, ela já estava gelada mas parecia que estava num sono gostoso, ela tinha desinchado, tinha voltado a ser minha princesinha fiquei olhando para ela vendo todos os detalhes que eu amava, as dobrinhas dos dedinhos das mãos, os pezinhos gordos e compridos, e o rostinho tão parecido com o do pai, ela era tão linda, olhava pra ela sem entender o porquê. Tudo perdeu o sentido vi meu marido carregando nossa filha sem vida e me zanguei com Deus, como ele pode permitir que minha filha tenha passado por tanta coisa, sofrido tanto e ter tirado ela de mim?
Deixa-la lá gelada e sozinha para resolver os assuntos do velório e da casa que tínhamos alugado foi a coisa mais difícil e dolorosa que já fiz na minha vida.
Hoje em dia era pra ela estar completando 9 meses, faz 6 meses que ela se foi, faz 6 meses  q perdi o rumo da minha vida, até agr não sei direito o que fazer , tem dias insuportáveis que não tenho vontade de nada, tem dias que durmo e acordo chorando, e tem dias que estou mais em paz, penso q ela esta la no céu onde realmente é o lugar dela sendo cuidada pela minha tia e pelo meu pai e cuidando de nos.
Hoje estamos começando a planejar um irmãozinho(a) pra Manu espero que ela goste da ideia e que Deus nos abençoe e abençoe você também que está lendo!
Obrigada pela atenção, é muito bom desabafar !
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A nossa história de Amor…a trajetória dos nossos anjinhos, as estrelas que nos iluminam do céu

Desde o momento em que fiz o teste de farmácia eu aceitei minha gravidez
como um presente de Deus, tive medo pois nessa época não estava com plano de saúde,
mais confiei que Deus estava no controle e se ele havia decidido que era esse o
momento nós o aceitamos com muito amor e muitas expectativas.
Eu, meu marido Celso Luís e nossa filha Luísa Elen (que na época tinha apenas
3 anos) ficamos muito felizes com a ideia de aumentar nossa família, ela queria muito
ter um irmão e sempre que beijava minha barriga dizia…são dois mamãe, meu
irmãozinho e minha irmãzinha.
Lembro que a primeira coisa que fiz foi marcar uma consulta com um obstetra
para iniciar o pré – natal e tomar vitamina e ácido fólico, me sentia muito cansada e
tentei diminuir o ritmo de trabalho e ter os cuidados necessários recomendados para o
primeiro trimestre de gestação.
Com exatamente doze semanas de gestação fui fazer o ultrasson do 1º trimestre,
estava sentindo uma dor que estava aumentando mais como não era intensa e eu
costuma sentir apenas a noite pensei que se tratasse da posição na hora de dormir.
Estávamos todos juntos na sala eu, meu marido e minha filha e no início do exame
tivemos uma surpresa quando o médico disse que eu estava esperando dois bebês, uma
felicidade em dose dupla que durou poucos instantes.
Eu sempre tive vontade de ter gêmeos, estava eufórica até perceber que a
fisionomia do médico havia mudado e ele exclamou: nossa…sinto muito mãe, tem algo
de errado com os bebês, seguido da notícia de que um dos bebês havia morrido com 9
semanas e o outro estava sem batimentos cardíacos como se estivesse terminando de
morrer naquele momento, foi um desespero, pedi que ele repetisse o exame, fizesse um
dopler, uma transvaginal…tudo foi feito e o laudo confirmou óbito fetal.
Me desesperei, todos choramos muito e eu precisei me controlar para acalmar
minha filha, muita coisa passava pela minha cabeça naquele momento, sentia um vazio
imenso, uma sensação de impotência, medo e mal sabia eu que meu sofrimento estava
apenas começando, a noite fui para uma maternidade pública onde me examinaram e me
mandaram voltar no outro dia pois não havia leito, no dia seguinte voltei e só consegui
ser atendida no final da tarde, fui internada e lá passei as piores horas da minha vida,

tive meu sofrimento intensificado pelo descaso dos profissionais, fiquei o tempo todo
em contato com gestantes e bebês.
Um grande sofrimento para mim que havia perdido os meus, passei por tudo
sozinha pois não permitiram que eu tivesse um acompanhante, a noite após aplicarem a
medicação comecei a sentir muita dor e cólicas, foram horas de espera e idas ao
banheiro até não ter mais condições de levantar, estava perdendo muito sangue e a dor
estava insuportável, de madrugada eles nasceram, eu os vi e os coloquei um ao lado do
outro sobre o absorvente, estavam perfeitos aos meus olhos de mãe, eu chamei a
enfermeira e ela ao me ver chamou o médico que ao me examinar prescreveu ocitocina
para eliminar os coágulos e ele poder avaliar se seria necessário ou não fazer a
curetagem, a medicação aumentou a dor e segui perdendo ainda mais sangue a
madrugada toda, sem camisola, enrolada num lençol sem poder me mexer de tanta dor.
A enfermeira me perguntou se eu queria levar os bebês, fiquei assustada com a
pergunta e ao mesmo tempo aliviada, respondi que sim, claro que eu queria os meus
filhos, ela os levou e depois os trouxe dentro de um vidro de maionese com formol e os
colocou em uma prateleira ao lado da minha cama, lamento que não tive reação de ver o
sexo, tanta coisa estava passando em minha cabeça naquele momento, eles estavam ali
comigo e eu não conseguia olhar pra eles sem chorar.
Passei a madrugada toda olhando para eles, meus dois anjinhos, tão pequenos e
indefesos, orei pela alma deles e pedi a Deus para os receber e lhes dar o descanso,
chorei muito, foi inevitável pensar em como tudo poderia ter sido diferente se eu tivesse
o privilégio de vê-los nascer com vida e pudesse sair daquele hospital com os nos meus
braços.
Eu estava em um tipo de enfermaria e ao meu lado uma mãe gritava de dor para
parir, eu orava e cantava hinos para ver se eu não ouvia aqueles gritos, eu também
queria gritar pois a minha angústia e minha dor só aumentavam, era uma mistura de dor
física e emocional, assim amanheci quase desfalecendo de tanta dor.
Precisei fazer a curetagem, mais para ter acesso ao procedimento tive que
entregar meus bebês para serem incinerados e vivenciei outro momento de sofrimento,
lá na sala de cirurgia mais descaso do médico e sua equipe, cheguei a ser retirada da
mesa para dar vez a uma cesárea de emergência, parecia que pouco importava para eles
o fato de eu estar correndo risco de ter complicações pela demora na espera do
procedimento, me levaram para um quarto onde estava uma grávida de gêmeos…outra
tortura pra mim.

Após o procedimento demorei muito para conseguir acordar…o filme da minha
vida passou diante de mim, uma experiência angustiante, ao acordar eu estava na sala de
recuperação cercada de mães e seus bebês, tudo o que eu queria era sair dali antes que
eu perdesse o resto de sanidade mental que ainda tinha, eu parecia estar invisível,
ninguém falava comigo, não me explicavam nada, até que algumas horas depois tive
alta.
Em casa após a perda tenho travado diariamente uma luta pela sobrevivência,
perdi dois pedaços de mim, um vazio imenso tomou conta de mim, tentei seguir sempre
em silêncio, pois ninguém queria me ouvir falar dos meus filhos, eu tinha que ser forte,
comecei a trabalhar exaustivamente em três turnos para ocupar minha mente e o
resultado enfrentei uma terrível depressão que se arrastou por cerca de dois anos e meio.
Nessa batalha de tentar vivenciar o luto pela perda dos meus filhos vivi muitos
momentos de angústia, dor e solidão, as pessoas ao nosso redor não aceitam que
sofremos com a perda de um bebê que ainda estávamos gerando, como se eu precisasse
de permissão de alguém para amar meus filhos e sentir saudade deles, serão sempre
meus filhos, pedaços de mim, meus anjinhos.
Passe o tempo que passar eles sempre vão ser meus filhos, as estrelas que estão
me esperando no céu e para mim essa saudade e esse vazio irão me acompanhar para
sempre, com o passar dos anos, agora três anos após a perda percebo que meu amor por
eles só aumenta, sempre que olho gêmeos imediatamente penso em como seria se eles
estivessem aqui comigo e hoje ao escrever esse relato tenho a intenção de homenagear
meus anjos, meus filhos amados.
Hoje encontro –me gestante com 28 semanas, a espera do nosso bebê arco – íris,
nossa Heloísa, uma gravidez cercada de medos e angústia, engravidar após uma perda
gestacional é um grande desafio, sentimos muito medo e ao mesmo tempo muito amor e
expectativa, só descansarei meu coração quando ela estiver em meus braços mais o
espaço que meus anjinhos deixaram continua aqui, nenhum filho substitui o outro, ela
está vindo pra trazer um pouco de cor e esperança para nossas vidas, um arco – íris que
surge após uma grande tempestade.

Relato enviado pela mamãe Laydyanne Vaz

Um amor que transcende a vida física

Sou Dayana Moura, ou melhor não me sinto mais esta, o título que me enobrece é que sou a mãe da Dyana Moura Melo.

Após quase cinco anos de relacionamento, no auge dos meus 30 anos, eu e meu marido Wendel, passamos a planejar a nossa gravidez.
Meados de fevereiro de 2017 fiz exames, consultas, interrompi o anticoncepcional e para a nossa felicidade, com a graça de Deus em julho obtivemos o positivo!!!
O papai ficou irradiante, comunicamos as familias, amigos, era só alegria!! E muita gratidão a Deus…
Fizemos o chá revelação, e com a surpresa, soubemos que esperavamos uma menina, a Dyana. Nome parecido com o da mamãe mesmo, brincavamos que era uma dupla sertaneja.
Eu não tive irmã, foi um sonho nao realizado, mas saber que agora tinha minha filha, minha amiga eterna, parte de mim, foi surreal. Me sentia nas nuvens, sabe como adolescente bobo, apaixonado? Entao, me sentia ainda pior, era um mundo de magia!
Logo comecei a fazer o enxoval, ganhamos tantos presentes, passava horas imaginando aos vestidinhos com meu recheio dentro!
Pré natal, exames, vitaminas, tudo na mais perfeita ordem.
Até que em 13/11, sàbado  acordei me sentindo mal, muita dor nas costas, mas tinha consulta com o médico do pré natal no mesmo dia, entao optei por nao ir ao hospital. Ao passar no médico, o mesmo afirmou que era normal, a barriga estava começando a pesar e o estômago era queimação, fui medicada, passei o dia com dor, mas durante a noite a dor amenizou e passei o domingo bem, descansando.No mesmo dia fomos presenteados pela família com um lindo chá de bebê surpresa, um encanto!
Na segunda feira, voltei ao hospital pois a dor voltou, o médico pediu ultrasson e foi constatado que o ILA ( liquido amniotico) tinha baixado muito, era para estar a 15, o meu estava a 1.
Ali permaneci internada por 15 dias, em total repouso, dias dificeis, de luta mas tinhamos esperança que os dias de glória chegariam.
Desenvolvi uma pré eclampsia e insuficiencia placentária. Os médicos nos informaram que se ela nascesse antes de 26 semanas, não seria um bebê viavel, e a possibilidade de vida seria pequena.Nis ultrasson feitos diariamente constava que nossa filhinha infelizmente piorava a cada dia, estava em sofrimento fetal e centralizada.  Eu e meu marido nos apoiamos no nosso amor e na nossa fé, conversamos muito com a nossa filhinha, com Deus, pediamos a todo instante que ele so permitisse que acontecesse o que fosse melhor para a nossa filha.
Pois acreditamos que amor de pai e mãe é isso, querer o melhor para o filho mesmo que nos doa, nosso amor era infinitamente maior que o nosso egoísmo, somos seres evoluídos espiritualmente e cremos que tudo tem um propósito.
Dia 25/  11 às 01:00 da manhã com 23s e 2d, com o quadro agravado, minha saúde e da minha filhinha em risco, foi iniciado a indução de parto.
Parto normal, durante, pela dor fisica  cheguei a pensar que iria morrer, mas eu dizia a Deus e ao meu marido que tudo acompanhou que se eu precisasse morrer para ficar com a minha filha, que eles me permitissem ir em paz.  A dor psicologica e emocional eu não consigo explicar, sentia perder parte de mim!
Há anos um padre me disse que quando perdemos o nosso pai ou mãe, nos tornamos órfãos…
Quando falece o  cônjuge nos tornamos viuvos,
Mas não há palavra que denomine quando uma mãe/ pai perde um filho.
Hoje entendo isto.
Pois no dia 25/11 por volta de 20:30, nossa filhinha veio ao mundo sem chorar, pois ela nasceu já sem batimentos cardíacos.
Eu e meu marido optamos por que eu nao a visse, ficasse com a imagem dela como eu sonhava, meu marido a viu, a descreveu para mim, eu perguntei dos dedinhos, das perninhas, e com os adjetivos que ele falava eu reproduzia sua imagem em minha memória.
Despedi-me dela, atraves de oração, e disse sem olha la, Adeus minha filha, você nunca vai morrer em meu coração.
Em 25/11 sinto que fui transformada, desde que recebi o positivo sentia-me mãe, mas nesta data, emponderei-me do titulo.
Ainda no hospital eu e meu marido aceitamos a partida da nossa princesa, e nós tivemos que dar apoio aos nossos familiares, principalmente a minha mãe.
Hoje escrevo dois meses depois, sinto me outra pessoa, hoje vivo por mim e por ela, rezo por ela e para ela todos os dias, a saudade corrói, os planos que tinha para ela, desde ve la vestida nas roupinhas, não foi concretizado.
Para mim a minha dor é a maior de todas, porque é minha, mas sei que outras maes passam por isso, e estas irão me entender.
Encerro deixando o meu registo para a minha eterna e amada filha…
Dyana, a nossa filha primogenita,você sempre será, e nosso amor é tao grande que você nao precisou viver para senti-lo. Nosso elo é de alma, nos três estamos ligados de forma que transcende o carnal.
Nascida com 375 gramas, o peso mais forte que já vi, tão pequena e tão poderosa, pois mudou a vida da mamãe e do papai.
Nós achavamos que cuidariamos de você, você quem cuida de nós…
Achavamos que te ensinaríamos, você quem é nossa professora…
Gratidão minha filha por ter nos escolhido para sermos eternamente os seus pais.
Eu renasci, renasci uma mãe, de colo vazio.
A saudade é gigante, o amor imensurável ,mas saber que fomos escolhidos para juntamente com a nossa filha cumprir uma missão, sentido o amor puro e genuíno que temos por ela, nos faz ainda assim agradecer a Deus por ter nos capacitado para em tão pouco tempo darmos todo o amor que ela precisava para seguir a evolução espiritual, ela  habita o nosso emocional e psicológico e nos faz sermos pessoas melhores pela existência dela,o nosso Sol, nossa luz, a nossa guardiã celestial, a nossa DYANJA.
Relato enviado pela mamãe Dayana Moura