Não nasceu de mim, mas nasceu para mim!

whatsapp-image-2016-11-19-at-00-31-50Bem, vamos a minha história…. ❤

Mas antes de começar a relatá-la, gostaria apenas de adaptar a frase que está escrita na imagem que escolhi para ilustrar.

“Ser mãe e ser pai é toda pessoa que tem o coração permanentemente grávido de amor.”

Agora sim, rsrsrs!

Meus pais se casaram e depois de um tempinho começaram a tentar engravidar e não conseguiram, fizeram diversos exames, nos quais ambos seriam aptos a ter uma gravidez de forma natural, afinal não tinham nenhum problema detectado…
Mas durante 15 anos ficaram na tentativa de engravidar e simplesmente não conseguiam, e não tinham resposta para não conseguir, todos os exames de investigação tinham sido realizados, os dois tinham tudo para engravidar mas não engravidavam…
Até que a ginecologista da minha mãe, conversou com ela e disse que ela poderia optar por duas saídas, uma seria a fertilização e a outra seria a adoção…. Porém na década de 90 a ciência não lidava com fetos que tinham alguma anomalia, e minha mãe não queria correr o risco de precisar passar pelo aborto, ela queria o filho da forma que Deus mandasse, independente da criança ser fisicamente e mentalmente “perfeita” ou não…
Então, ela e meu pai preferiram recorrer a adoção ao invés da fertilização…
E foi assim que tudo começou a acontecer, meus pais entraram em lista de espera nos orfanatos, porém, como a adoção é burocraticamente complicada, eles esperam, esperaram, mas o retorno do tão sonhado filho(a) não chegava… E minha mãe começou a ficar muito abalada emocionalmente, ela sempre relatou que quando estava passeando ou resolvendo coisas do dia a dia, por onde ela passava procurava pra ver se alguma criança tinha sido abandonada na rua, e vendo que isso não estava legal, e que o sofrimento já estava se tornando insuportável, ela decidiu não ficar mais procurando e resolveu voltar aos estudos para que assim, mais adiante ingressasse na faculdade de Direito.

Até que finalmente eu cheguei para eles no dia 30/12/1992, véspera de ano novo!
Assim que minha mãe me pegou no colo pela primeira vez, eu, uma bebezinha de apenas 25 dias, abri um sorriso para ela! E foi ali que nosso encontro aconteceu e minha história com os meus pais começou…

Eu fui um bebê arco íris, cheguei depois de uma tempestade que precisou durar 15 anos, mas que se não tivesse durado isso tudo, eu não teria sido o arco íris deles!

Às vezes não entendemos o que nos acontece, não temos respostas imediatas mas precisamos procurar acalmar nossos pensamentos para que assim possamos elaborar nossas emoções!

E quando eu tinha 13 anos, minha mãe teve o primeiro infarto…
E fez um cateterismo para descobrir o porquê ela tinha infartado, e nesse exame, descobriram que ela tinha um problema congênito no coração, que foi formado de uma forma não comum a da anatomia humana… O normal em todas as pessoas é a veia do coração passar por fora, e ela tinha uma que passava por dentro do coração, ou seja, quando pressionada essa veia através de alguma emoção forte, ou esforço físico poderia causar um infarto… E foi nesse momento que a resposta chegou, se eu tivesse nascido dos meus pais, minha mãe teria morrido no parto… Porque o coração dela não iria suportar tamanho esforço durante a gestação e durante o parto…
Infelizmente ela veio a falecer em dezembro de 2013, aos meus 21 anos, de infarto fulminante!

Mas veja como é a vida, né… Surpreendente! ❤

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Mãe de três!

15046268_1162257083854972_1320396800_nEu sempre achei que seria mãe de menino. Sempre! Quando eu fazia aquelas brincadeiras do colar quando era criança(balançando pra frente e pra trás é menino, se rodar menina) sempre aparecia pra mim 3 filhos: uma menina, depois menino, depois menina de novo. Quando eu engravidei a primeira vez com 17 pra 18 anos eu disse pra todos que era um menino, mas a minha intuição se confundiu com a minha vontade. Assim eu recebi meu 1°amor, minha filha Giovana. Aí veio a faculdade, o trabalho, a casa própria, o carro, o amadurecimento e os planos para outro filho(a) foram ficando cada dia mais esquecidos… Até que em abril de 2014 eu tive um sonho. Estava eu um campo enorme, muito florido, muito calmo, parecia um Céu, e um senhor vinha falar comigo. Ele dizia: “Tem um filho esperando por você. Ele é seu. Mas manda dizer que ele tem uma alma gêmea e que se você permitir que ele venha ela virá junto”. E eu respondia: ” Mas eu não quero ficar com 3 filhos, só quero 2 e eu já tenho uma filha, então eu posso escolher só o menino ou só a menina?” E ele disse: “Não! O filho é ele, mas ela vem junto com ele”. E eu acordei bastante impressionada. Pensei que se engravidasse seria um casal de gêmeos. No ano seguinte, em julho de 2015 eu e meu marido começamos a cogitar a idéia de aumentar a família e na mesma semana em que parei o remédio eu engravidei. Foi a maior alegria da minha vida, já que a gravidez da Giovana não havia sido planejada. Dessa vez seria tudo diferente! A notícia foi comemorada e festejada. No mês seguinte me encaminhei pra minha primeira ultra, eu estava com 8 semanas de gestação e muito apreensiva, contando que iria ver na tela 2 bebês. Quando o exame começou o médico me disse: “É um único embrião e ele não possui batimento cardíaco. É um aborto retido. Sinto muito”. A maior alegria da minha vida foi também minha maior tristeza. Como isso estava acontecendo? Deus, logo comigo?! Eu ainda carreguei aquele bebê morto 15 dias na minha barriga até fazer a curetagem, e decidi que outro filho nem tão cedo… Eu estava dilacerada e não queria que o próximo filho(a) “carregasse” minha culpa, meus medos, meus anseios, minha angústia, minha desesperança…. Mas eu nem respirei. Terminei meus exames, e grávida de novo no mês posterior. Mas já? Que aflição, quanto desespero. Deus me deu uma nova vida pra cuidar e amar. Eu até costumava dizer que eu engravidei de gêmeos sim, só que eles vieram com 1 mês de diferença. E os sonhos voltaram. Eu sonhava com menino, ora sonhava com menina, 4 ultras já realizadas e nada desse bebê mostrar o que era. Até que finalmente com 24 semanas….Surpresa!!!! É outra menina. Eu teria mais uma mocinha na minha vida. Eu e minha família já estávamos ansiosamente aguardando a chegada de Isadora. Algum tempo se passou e eu fui ao Centro da Cidade naqueles ônibus de viagem, a bateria do meu celular descarregou e resolvi tirar um cochilinho(coisas de grávida). Lá estou eu dormindo e mais um sonho chegou. Eu estava naquele mesmo campo e um menino lindo, apesar de não me lembrar bem de suas expressões, com asinhas de anjo corria na minha direção. Ele não falava, apenas sorria, mas uma voz vinha na minha cabeça: “Mamãe, eu precisava ser amado. Mas ela precisava nascer. Cuida dela”. Eu acordei com lágrimas nos olhos. O meu filho é um anjo e ele sabe que foi amado, que eu vou amá-lo eternamente. Um dia ainda quero carregá-lo no colo e brincar com meu menino nesse campo florido…
Eu moro no RJ e essa semana fez muito calor por aqui. Fui até a varanda do apartamento tentar pegar um ventinho com a Isadora que estava um pouco irritada. Ela atualmente está com 3 meses de vida. Após 5 minutos começou a chover bem forte, mas só do lado direito do Céu. Do lado esquerdo fazia sol e um arco-iris apareceu. Foi então que comecei a contar um pouquinho dessa história pra ela. Disse que ela tinha um irmão que era seu anjo da guarda, sua alma gêmea, e que ele foi muito amado. E ela representava pra mim aquele arco-iris no Céu. Aquele que não apaga a dor da tempestade, mas vem pra nos mostrar que a vida continua bela. Nesse momento ela sorriu, deu um pulinho no meu colo e eu tive a certeza que ela entendeu tudo que eu expliquei a ela.
Segundo a psicanalista Françoise Dolto, ao falar com os bebês eles apresentam alterações sintomáticas mostrando que sabem falar e que compreendem nossa linguagem. Portanto precisamos contar a eles suas histórias de vida, e várias vezes, assim a criança vai compreendendo aquilo que é explicado.
E vocês, conversam com seus bebês?

Posso não vencer, mas hei de lutar até morrer

Queridos (as) seguidores (as)

Hoje compartilhamos com vocês trechos do relato da Vera Câmara, co-autora do nosso livro “Histórias de amor na perda gestacional e neonatal”. Um história de 3 perdas, muita dor, muito amor pelos seus filhos e de uma incansável luta pela maternidade.

“…Era 11 de fevereiro de 2009, o dia em que a minha vida passou por uma reviravolta – saí do Corvo para o Faial sem saber nada do que se passava comigo, apenas que tinha umas dores estranhas e que estava grávida de seis meses. Quando lá cheguei, fizeram uma série de testes e detectaram o Síndrome de Hellp. Logo de manhã, informaram-me que teria de fazer uma cesariana. Para que o meu estado de saúde voltasse ao normal, teria de interromper a gravidez rapidamente… A gravidez terminava ali!

…Passei pelo pior pesadelo da minha vida. Ter um filho sem sentir a sensação, sem ouvi-lo chorar, sem pegá-lo nos meus braços… Mas, na verdade, senti o amor por doze dias… Apesar de não poder pegá-lo, só vê-lo a reagir cada vez que lhe tocava era uma emoção enorme. Uns dos dias até me apertou o dedo – foi a melhor sensação que já senti, sentir o aperto da mão do meu filho.

…Depois de onze dias, pensava eu que o pior já tinha passado, quando o meu anjinho partiu, e no meu coração ficou um vazio e muito amor que não sabia que era tão forte. Fui Mãe apesar de ser só por alguns dias; nunca te esquecerei, e sempre te amarei como se estivesses comigo todos os dias. Love you, Isaac!

…Voltei a engravidar – mal retirei o DIU e logo engravidei… Nas 16 semanas fiz a amniocentese; a gravidez estava correndo bem e eu me sentia muito bem. Pensei: “Dessa vez dará certo, não tenho sintomas do Hellp” e a gravidez já ia avançada, a 24 semanas. Até que o resultado veio e o meu mundo desabou de novo: o meu segundo filho, contra todas as porcentagens, era doente, e eu teria de interromper a gravidez de novo.

…Exatamente no dia em que fazia quatro anos que tinha enterrado o meu primeiro filho, lá estava eu em trabalho de parto, durante oito horas. O meu filho nasceu ainda com vida, mas dez minutos depois, veio a falecer aos meus pés. Eu só pensei: “Como é que eu vou viver agora?”. A vida não fazia sentido. Como eu iria me recompor de novo? Não consegui encontrar resposta para isso, mas um ano depois, lá estava eu novamente grávida…Fui enviada ao obstetra e aí confirmou-se uma gravidez anembrionária. Fui novamente internada e induzido o aborto.

A verdade é que nunca me senti tão vazia como agora. Eu tive tudo e fiquei sem nada, a vida nunca mais foi a mesma e sei que só me sentirei realizada no dia em que pegar um filho nos meus braços, venha ele de onde vier!” 

Para adquirir nosso livro:

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Um amor chamado Guilherme!

 

Meu nome é Luciana e sou mãe do Gustavo, de 4 anos, cuja gravidez foi extremamente tranquila e saudável. Não pensava em ter outro filho depois do Gustavo. Trabalho muito e ele fica na escola desde muito pequeno e já estava satisfeita com ele. No entanto, em 2016 percebi que não queria que ele crescesse sozinho, e resolvi ter outro bebê. Tirei meu DIU em Dezembro/2016 e por surpresa em Janeiro estava grávida. No entanto a gravidez não evoluiu. Após fazer o ultrassom em três semanas seguintes, descobrimos que o embrião não evoluiu. Fui então internada em uma sexta-feira de Carnaval para fazer a curetagem. Sinceramente não senti muito esta perda. Foi tão de repente que nem deu tempo de sentir. Minha médica então me pediu uma série de exames e constatou que sou portadora de uma síndrome chama SAF (Síndrome Antifosfolípede), que forma coágulos de sangue em várias partes do corpo e causa abortos repetidos. Imediatamente comecei a tomar Aspirina e a médica já me liberou para engravidar novamente. Meu novo positivo veio no fim de Junho de 2017. Ficamos muito felizes e desta vez ouvimos o delicioso som do coraçãozinho batendo no primeiro ultrassom. Toda a gestação passou sem grandes percalços. Com 15 semanas descobrimos que teríamos outro menininho e ficamos muito felizes. Seu nome seria Guilherme! Eu sempre me cuidei muito, e durante toda a gestação engordei pouco, me alimentava bem e praticava exercícios. Tinha uma super disposição! Foi quando ao fazer um ultrassom de rotina às 36 semanas foi detectado um polidramnio, aumento da quantidade de líquido amniótico. Fiquei apavorada ao pesquisar a respeito na internet, mas minha médica, excelente profissional, me disse pra não me preocupar, pois não havia nada de errado com o bebê. Muitas vezes o aumento de líquido não tem causa determinada, e o máximo que poderia acontecer era a bolsa romper e termos que antecipar o parto. Aquela era a semana pré carnaval e eu iria viajar para a casa de um primo em Porto Feliz. Fui na sexta e estava tudo ótimo. Por conta do excesso de líquido o Guilherme mexia demais. Por vezes me acordava a noite de tanto que mexia. Na segunda feira de carnaval acordei e me lembro de tê-lo sentido mexer. Durante a manhã fiquei na piscina, caminhei, brinquei com o Gustavo. Próximo a hora do almoço deitei para tomar sol e me dei conta que o Guilherme não estava mexendo. Comentei com a minha irmã, minha prima e meu marido. Fomos almoçar, pois eu estava a algum tempo sem comer e então ele mexeria. Mas não mexeu…. Mandei uma mensagem pra minha médica. Ela me pediu pra comer um chocolate e deitar de lado. Se não mexesse deveria procurar um hospital. Eu não imaginava o pesadelo que estava começando na minha vida. Resolvi ir até o posto de saúde dentro do condomínio onde eu estava. As médicas tentaram auscultar o coração do bebê com um esteto e disseram ter escutado, mas ele não mexia. Comecei a ficar muito preocupada. Então decidirmos tomar um banho e ir até um hospital da Unimed em Sorocaba, que seria o mais próximo. Chegando lá, após o tempo de espera de praxe fui atendida por um médico muito seco. Primeiro me colocou em um aparelho para escutar o coração, depois me colocou no cardio toco. Lá não deixaram meu marido entrar comigo. Fiquei quase uma hora deitada alí. Havia um coração batendo e um médico, uma médica e uma enfermeira se revezavam para olhar o monitor. Ninguém me dizia nada. Então perguntei o que estava acontecendo e ele me disse que o batimento estava baixo, mas a frequência boa. Até que resolver me levar pra fazer um ultrassom. Ao colocar o aparelho na minha barriga eu olhei para o monitor e vi o que estava acontecendo… não havia mais batimentos. Então veio uma das frases que nunca esquecerei: “Chame a Dra e o marido”. E então eu disse ao médico: “Não tem batimentos não é Dr?”. E ele me respondeu secamente: “Não. Os batimentos que estávamos escutando eram seus”. Ao entrar na sala meu marido desmoronou. Pedi pra que ele ligasse pra minha médica e pra minha irmã, e eu teria que esperar um ultrassonografista para laudar o ultrassom. Saímos de lá 4 horas depois de chegarmos. Ainda passei na casa do meu primo pra dizer ao meu filho mais velho que ficaria uns dias fora e viemos para São Paulo, para tirar meu bebezinho morto. Minha médica já estava me esperando no hospital, mas ainda demorei pra conseguir ser internada, vi mães na emergência com dor, pressão alta. E eu alí, eu que não tinha tido um problema sequer tinha perdido meu caçulinha, meu menininho. Fiz um outro ultrassom com uma médica bem carinhosa, apenas para confirmar o que estava confirmado e fui então para a sala de cirurgia. Como já tinha uma cesárea minha médica não quis induzir meu parto, para poder preservar meu útero, e fui então para outra cesárea. Meu marido não entrou comigo e pedi para que me fizessem dormir. Me lembrei naquele momento do parto do meu primeiro filho, da alegria quando entrei naquela sala, da ansiedade em ouvir seu primeiro chorinho, ver seu rostinho. Daquela vez o sentimento era oposto… tristeza, inconformismo. Quando acordei já havia acabado. A médica me perguntou se eu queria vê-lo, e imediatamente respondi que não. Eu não me via em condições de pegar um bebê sem vida em meu colo. Não queria ter aquela imagem na cabeça. Preferi ter a imagem dos inúmeros ultrassons que fiz. Por vezes me questiono se essa foi a decisão correta, mas naquele momento não conseguia… Minha médica me disse que ele ainda estava rosinha, havia morrido há pouco tempo. Tinha quase dois quilos e meio e era grandinho, segundo ela. No dia seguinte meu marido foi com meu cunhado cuidar da papelada para o enterro. Graças a Deus tive anjos que me ajudaram muito. Meu primo doou a campa do cemitério, meu cunhado passou o dia esperando os procedimentos legais e acompanhou o enterro. Apenas quando fiquei sozinha alí naquele quarto que minha ficha começou a cair. Comecei a contar para as pessoas e chorei, como chorei a cada mensagem que enviava e a cada uma que recebia. Tudo aquilo parecia um grande pesadelo. Nunca, eu nenhum momento imaginei que aquilo pudesse acontecer comigo. Foi feita a autópsia do Guilherme, e ele era um bebezinho perfeito, sem nenhum problema. Veio então a desconfiança de que houve uma trombose no cordão, pseudonós, ou falsos nós, como se costuma dizer, e assim o bebê ficou sem oxigênio e morrou subitamente. Como houve essa trombose no cordão ela passou pra mim, e tive que tomar injeção de anticoagulante por um mês. Graças a Deus o quartinho do Guilherme ainda não estava pronto. O berço e o papel de parede chegariam naquela semana, então deu tempo de cancelar. As roupinhas que estavam lavadas coloquei rapidamente, sem pensar dentro de uma das malas com o enxoval dele. Comprei TUDO! Ele tem roupinhas para até os 9 meses. Continua tudo dentro das malas, sinceramente ainda não sei o que fazer com tudo isso. As fraldas que ganhei no meu cha de bebê foram todas doadas para o interior do Ceará, onde muito gente precisa. Hoje fazem pouco mais de dois meses que tudo isso aconteceu. Estou bem. Vivendo um dia depois do outro. Tive que tirar a licença de 4 meses do trabalho. No começo foi muito difícil. Mas agora voltei a fazer esportes e trabalho de casa. Agradeço muito a Deus por ter meu filho mais velho, sem ele sem dúvida seria muito mais difícil. Nunca aceitei a explicação física. Mas aceito a explicação espiritual de que tinha como missão ser a morada do Guilherme por quase 9 meses para que ele pudesse sentir o amor de uma família, e ele sentiu. Este era o tempo que ele tinha pra cumprir e eu amei e sempre vou amá-lo incondicionalmente. Acredito que a passagem dele em minha vida tenha que ter um significado, e por isso me esforço em evoluir, mudar coisas em minha vida, ser uma pessoa diferente, dar valor ao que realmente importa. Também penso muito em ajudar pessoas que passaram por isto, conversar, dar conforto. Não tenho raiva, nem inconformismo. Aceito a vontade de Deus. Sei que nunca vou me esquecer do Guilherme e de tudo isso que passei, mas sei que a dor vai melhorando e que vou conseguir seguir adiante e voltar a ser feliz. Terei para sempre um anjinho no céu olhando por mim e um dia estaremos todos juntos!

 

Nosso Pequeno Klaus

Queridos (as) seguidores (as)

Postamos hoje trechos do relato da Vanessa Gomes Zechner, mãe do Klaus, seu filho que teve uma missão linda com ela em 2015. O relato completo está no nosso livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”, que pode ser adquirido nas formas digital e impressa, conforme abaixo:

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“…Estava grávida! Uma vitória, uma conquista, um sonho realizado! Eu estava com 41 anos, com chances muito remotas, para não dizer quase nulas, de engravidar de forma natural, sem nenhuma intervenção médica. Mas aconteceu. Que momento mágico! Nunca pude me imaginar tão feliz.

…No dia 27 de julho, exatamente quatro meses depois da grande notícia, a minha pressão subiu muito, e corremos para o hospital. Diagnóstico: Doença Hipertensiva Específica da Gravidez Grave. Fui internada às pressas, com o risco de um Acidente Vascular Cerebral… “Seu caso é muito grave, por isso assumi. Você pode perder seu bebê a qualquer momento”.

…Ele iniciou os procedimentos e, depois de poucos segundos, desligou o aparelho e simplesmente disse para mim: “Óbito fetal. Quando quiser, pode se levantar”. Fui do céu
ao inferno em cinco segundos. Me faltou o ar, o chão… Não sabia se chorava, se levantava ou se gritava. Nunca me senti tão desamparada. Como se dá uma notícia
dessas assim, sendo que eu estava ali por problemas de hipertensão?

…Mas nada melhor que o TEMPO… O tempo é o melhor remédio. Ele não cura a saudade – essa nunca passa – mas ameniza a dor. Hoje, quase cinco meses depois da maior perda da minha vida, sei que sou MÃE de um ANJO, um anjo lindo chamado Klaus, que veio e cumpriu sua missão. Eu o devolvi para Deus.

…Não poderei mais engravidar, pois, além da idade, estou com algumas complicações em minha saúde. Mas, no meu coração, sou mãe.

…O ano de 2015 se encerra com dor, saudade, sonhos interrompidos, mas com a certeza de que ser mãe é maravilhoso e que a esperança precisa habitar em nossos corações, assim como a alegria.”

 

Minha pequena Gabriella

Dia 25 de junho faz 2 meses que perdi minha princesa Gabriella ela nasceu prematura com 6 meses de gestação, infelizmente viveu só 7 horas de vida e se foi junto com meus sonhos…

Muito difícil perder era meu primeiro filho. Tão desejada por todos tão sonhada a nossa menina se foi. Hoje meu coração esta despedaçado estou tentando erguer forças para seguir em frente…  mas tem horas que não resisto.

Debora

#anjoGabriel

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Estou compartilhando com vcs minha perda. Vivi os piores momentos da minha vida carreguei dentro de mim um #anjoGabriel quando completou 38 semanas de gestação não senti mas os movimentos dele quando fui ao médico não tinha mas batimentos do meu 👼 Gabriel tive trombofilia e não sabia meu anjo faleceu de trombose umbilical dia 19 dezembro há um buraco dentro de mim !!! 😢 Tenho um filho que chama Everthon Alexandre de 7 anos e nele que ainda arrumo força pra prosseguir a vida !!! Vocês tem me ajudado muito com as postagens obrigada !!

Relato enviado pela mãe Simone

Meu pedacinho do Céu!

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No dia 13 de abril de 2017 às 7:35 da manhã minha bolsa estourou.. Era pra ser o dia mais feliz da minha vida, mas se tornou um divisor águas na minha história: Minha vida antes da Maria Ellena e depois que ela se foi… Um dia antes eu sentia ela mexendo, na manhã seguinte o médico me olha nos olhos e diz que minha bebê está morta dentro da minha barriga… Eu ouvi as palavras e ela eram como facas me cortando em pedaços.

Hoje me resta as lembranças boas de uma gestação cercada de amor e esperança. E uma saudade daquilo que não vivi com minha linda bebê.

Deixou algo aqui, um vazio nos braços, mas não no coração. Como esquecer? Como administrar essa dor? Não há como expressá-la! Sei que Meu pedacinho do Céu está bem, mas a dor em meu peito não quer entender isso!
Jamais pensei que não iria usufruir da sua linda companhia por muito tempo. Eu nem sei que cor eram seus olhos… Mas tenho certeza que eram lindos, assim como você. Eu ainda te amo e você será pra sempre minha Filha, desejada e amada

Relato enviado pela mãe Laís

Oi, morte, muito prazer. Você acabou de passar aqui na minha frente e nem fomos apresentadas…

Ursula Guirro é co-autora do nosso livro coletivo “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”. Através do seu relato, cujos trechos transcrevemos abaixo, ela fala da sua experiência com a morte e com a perda gestacional como médica.

“E foi assim que conheci a morte. Uma tarde de calor, uma aluna do terceiro ano de medicina e um senhor vítima de infarto… Naquele dia, entendi que médico não pode parar. Outras muitas mortes vieram. Idosos, crianças, doentes, acidentes…

…Anos mais tarde, eu estava de plantão em uma madrugada fria em São Paulo, e caía aquela chuvinha preguiçosa… Deparei-me com uma mulher que não falava bem o português, com sangue pelas pernas e um barrigão que me parecia pronto para nascer. O obstetra gritou para mim as palavras mais temidas do plantão de obstetrícia: descolamento de placenta, feto sem batimentos cardíacos! …Não tivemos sucesso. As palavras “óbito fetal” rondavam a minha mente.

…Percebi que a urgência, a necessidade de dar assistência médica, faz da gente um ser humano prático, em resumo, faz o que tem que fazer na hora. Mas eu também tenho medo, também fico preocupada, quero o melhor para aquele ser humano que está sob meus cuidados – no entanto, o médico não tem espaço para chorar, sofrer ou demonstrar insegurança na sociedade moderna.

…Este caso tem mais de dez anos. O tempo me ensinou que o meu melhor pode não ser o melhor para o outro. Aprendi a perguntar mais “O que este paciente quer e o que deseja da vida?”. Sou uma curiosa!

…PS: Na saída do centro obstétrico, havia apenas um homem com olhar apreensivo, aguardando informação. Com um sotaque diferente, ele me perguntou: “Como ela está? E bebê? Como está bebê?”. Eu chorei.”

Para ler este relato na íntegra, você pode adquirir nosso livro:

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