Da Dor nasceu um Amor chamado Reviver

Em 2013 meu ano começou com tudo, logo no dia 02 de janeiro recebi a noticia que meu coração transbordou e gestou na barriga. Gravidez muito desejada e amada ….Dia 08 de março, dia das mulheres, ganho a melhor noticia: vou ter uma menina “Ana Luiza”.

Gravidez super normal e tranquila. Até que com 21 semanas (03/05), fui fazer uma ultra de rotina e, sem sentir nada anteriormente, a medica me fala que minha filha ja estava em sofrimento fetal. Descobri uma pre-eclampsia grave. A partir dali, iria se travar uma luta para salvar a vida da Analu. As ultras eram 2 x na semana, um sofrimento em vê minha bb naquele estado tão pequena e indefesa. Assim foram 5 semanas, até que um domingo não senti ela mais mexer e fui fazer a ultra e lá ouvi longe “sua bebe não tem mais batimentos cardíacos”. Estava anestesiada e fiquei assim durante um ano e dentro de mim se formasse um pacto de silencio .

Depois de quase 1 ano e meio, senti aquela vontade de explodir, de falar sobre a minha filha e de conhecer  pessoas que tambem passaram por essa msm dor. Foi assim que surgiu o tão amado grupo REVIVER. Foi onde eu percebi que não estava só.

Foi com essa necessidade que eu fundei o grupo Reviver – Grupo de mães de anjos de Teresina,PI – no dia 15 setembro de 2015. Começamos pelo WhatsApp e logo sentimos a necessidade de nos encontrar. O grupo Revier tem transformado a vida de muitas mães – hoje somos mais de 35 mães e já somos 6 mães com bebe arco iris já no forninho.

Caso tenha interesse em participar ou obter mais informações sobre o grupo Reviver, entre em contato com a Lucélia, pelos contatos abaixo:

Telefone: (86) 99947-3240

E-mail: luceliarocha1105@hotmail.com

Instagram:  @gruporeviverthe

NOSSOS TRABALHOS:

  • ENCONTROS MENSAIS
  • APOIO PISCOLOGICO
  • VISITAS AOS ORFANATOS
  • RODAS DE CONVERSAS
  • ACOMPANHAMENTO NAS REDES SOCIAIS (GRUPO DO WHATS E INSTAGRAN)

 

Relato da mãe Lucélia Rocha

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Amor para recomeçar

Juliana Gregório é psicóloga e uma das colaboradores do grupo Do Luto à Luta. No seu texto escrito para o livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”, Juliana fala sobre o grupo e sobre a possibilidade de transformar a dor da perda em amor eterno.
 “…Como psicóloga, percebo o quanto a sociedade não está e não é preparada para lidar com a partida de um ente querido, mas ao mesmo tempo, sei o quanto é possível transformar essa dor tão grande em esperança, em uma saudade construtiva, e é isso o que este grupo visa, dar apoio aos pais que sofrem, acolher, dar amor, respeitá-los e,
acima de tudo, respeitar o tempo de cada um, que é tão subjetivo, mas ao mesmo tempo mostrar que pode existir uma outra forma de lidar com essa dor, de transformá-la, de olhar com outros olhos.
 
Nós sabemos o quanto é difícil, mas não é impossível; juntas, queremos levar uma palavra amiga, uma escuta diferenciada e, acima de tudo, respeito. Respeito à dor do outro, e esperança de transformá-la em um sentimento muito maior chamado amor eterno.”
Para adquirir o livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal” clique no link abaixo da loja Kindle da Amazon e poderá comprar a versão digital ou a versão impressa.

As perdas que já tive!

IMG_20171119_123257_941Quando engravidei a primeira vez, tinha 40 anos. Nao cabia em mim de tanta felicidade. Iniciei o pre natal no dia seguinte. Fiz todos os exames iniciais e estava tudo lindo. Com 9 semanas, ouvi o coração do meu bebê e batia tao alto e tao rapido! Me senti poderosa e realizada.
Marquei o ultrassom morfologico: 11 semanas e 3 dias. Cairia no dia do aniversario do meu marido.  Entrei na sala junto com ele e nos demos as mãos. Quando o medico colocou o equipamento na minha barriga, ja pude ver que algo nao estava bem. Nao havia movimento. E ouvi um silencio ensurdecedor. Ele anunciou: o embrião veio a óbito.  Pior ainda foram as explicaçoes: isso é normal em mulheres de sua idade. Chorei tanto que perdi os sentidos.
Fui direto para um hospital tomar providências. Deram a opçao de aguardar meu corpo responder ou fazer a curetagem. Aguardar poderia demorar um pouco e nao queria esticar aquela dor. Decidi pela cirurgia.  Foi horrivel porque o Hospital nao está preparado para receber mulheres na contra mao: ao invez de dar luz, perdendo a luz.  Me colocaram junto com as gravidas, entre cardiotocos e mulheres iniciando trabalho de parto.
A medica pedia que EU entendesse a situaçao do hospital que nao tinha um lugar especial para mim. Eu so chorava e sentia alem da dor, muita revolta.  Ao acordar da cirurgia, me levaram para o andar da maternidade. Podia ouvir o choro dos bebes. Pensei em pular da janela, mas meu marido chegou.  Pedi que me transferisse de andar, mas nao tinha vaga. Passei por isso e nao desejo para ninguem.
Depois desta gravidez, tive mais 3 gestaçoes e todas nao foram adiante. Em duas, tive que passar pelo hospital e as experiências foram as mesmas. Mas Deus tem sempre um milagre e hoje ja sei o que tenho e o que me impedia de gestar. Estou em tratamento e logo mais vou realizar o sonho de engravidar de novo. Mas conto em outro post, pois como cheguei na minha medica atual foi realmente a mao de Deus! É um historia linda.
Relato da mãe Joseane Gomes

Tudo tem seu tempo!

FB_IMG_1511354932535Faltando dois dias para o final de 2012, eu e meu esposo decidimos que eu iria parar com o remédio. ..tinha chegado aquele momento. Nossa família tinha que aumentar…. ano novo…vida nova!!!

E assim fizemos!!! Dia quatro de fevereiro, veio minha primeira e ultima menstruação sem o anticoncepcional!!! No mês seguinte, nossa surpresa! POSITIVO!!!! Eu estava grávida!  Foi uma alegria sem fim…a gravidez seguiu sem nenhuma complicação. Não sentia enjoos…azia..nada.. Estava tudo perfeito.

Com 19 semanas, descobrimos que estava a caminho nosso Gabriel! E tudo seguiu perfeitamente. Até que, com 23 semanas, acordei numa madrugada de sexta feira sentindo muita dor nas costas. Um mal estar que nao sabia explicar o que era. Quando amanheceu, a dor diminuiu, mas de vez em quando eu precisava deitar para me sentir melhor.. No domingo ela aumentou e então fui para emergência. Lá fizeram exames…e nada acharam! Me mandaram pra casa. Na madrugada de domingo para segunda, a dor se multiplicou, era uma dor muito forte nas costas e agora se intensificavam na minha barriga…corri novamente pra emergência (8:30hs)! O médico me examinou, fez toque, ultra e nada! Ele disse que estava tudo bem. Voltei pra casa mais uma vez!!! As dores agora eram insuportáveis e cada vez mais intensas. Nesse momento, olhei pra minha mãe e disse: estou em trabalho de parto, ele vai nascer!

Cheguei na emergência, dessa vez de ambulância ( 11:00 hs). E gritava desesperadamente pra que não tirassem ele de mim! A caminho do hospital, a médica mandava que eu nao fizesse força, mas era como mandar eu não respirar! Lembro de pedir a Deus que me fizesse desmaiar. Mal saí da ambulância e  viram que não dava mais pra fazer nada: ele queria nascer! Eu gritava, fechava as pernas, pedia por favor pra não tirarem ele de mim. Sabia que ele ia morrer…mas não adiantou…era o momento dele…e ele tinha que  nascer! Ainda viveu por algumas horas, mas não resistiu! Não tive coragem de vê- lo e me arrependo muito disso! Queria ter ficado com ele até o último minuto, mas me faltaram forças!

Começou então a pior fase da minha vida, entrei em depressão e meu casamento quase acabou…comecei a melhorar quando fui liberada seis meses depois para tentar novamente. Parecia que tudo iria ficar bem, mas nao foi bem assim. Só engravidei 1 ano e tres meses depois, porém esse sonho logo se transformaria em pesadelo. Com nove semanas, fiz minha primeira ultra e recebi a notícia que me tirou o chão.  Sem nenhuma delicadeza a médica disse: Mãezinha seu bb está morto! E tudo desmoronou novamente. Ainda fui orientada a esperar mais uma semana e repetir a ultra, mas nem precisei. Quatro dias depois meu corpo tratou de expulsar aquele corpo estranho…de madrugada acordei com muita cólica. .e ao me levantar ele saiu…fiquei horas sentada no chão do banheiro com aquele bbzinho num pedaço de papel. (O saquinho gestacional saiu intacto e era possível ver o bbzinho tb intacto lá dentro).

Naquele momento, me senti anestesiada, não me lembro de chorar…Não conseguia mais sentir nada…nem dor, nem raiva, nada! Só queria entender pq Deus me escolheu para enfrentar tudo aquilo e só pedia que Ele me desse forças,  que Ele me mantivesse de pé!

No dia seguinte, fui para o hospital fazer a curetagem, mas antes precisei jogar aquele pedacinho de papel no lixo! Era o meu filho..era um pedaço de mim. Só consegui me desfazer daquele pedacinho de papel na última lixeira antes do hospital e foi como se tivesse jogado meu coração junto!

Depois desse dia desisti de ser mãe.  Meu marido e eu achamos melhor esquecer essa idéia. Mas, pra nossa surpresa, cinco meses depois estava grávida.  E dessa vez foi pra valer! Apesar do medo, da insegurança, tudo deu certo! Meu Bernardo veio ao mundo pra me fazer sorrir novamente!  Hj ele está com um ano e quatro meses! E é a nossa alegria! E pra essa história ficar ainda mais feliz, tem outro bb chegando! Estou grávida novamente! 14 semanas de muito amor!

Coincidências ou não, Bernardo nasceu em julho de 2016 e perdi meu primeiro bb em julho de 2013! O segundo perdi em maio de 2015 e esse que está caminho, chegará em maio de 2018! Eu aprendi que tudo tem seu tempo, seu momento, sua hora! E que Deus tem sempre algo melhor reservado para a gente! Queria que o melhor para os dois bebês que perdi fosse eles terem ficado aqui comigo! Mas o melhor para eles era estar ao lado de Deus! E os dois que Ele decidiu me dar eu prometo cuidar com todo amor do mundo!!!! E agradeço muito por Deus não ter desistido do meu sonho!

Relato da mãe Natalia Felix Machado

Empatia na perda gestacional

Queridos (as) seguidores (as)
Juliana Benevides, que é psicóloga perinatal especialista em perda e luto, escreveu um importante capítulo do nosso livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”. Em seu texto, ela aborda um dos temas mais importantes da nossa luta: a empatia.
Abaixo, transcrevemos trechos deste capítulo. Para ler o texto na íntegra e os demais capítulos do livro, você pode adquirí-lo pela loja Kindle da amazon pelo link abaixo. As versões digital e impressa do livro estão disponíveis para venda lá.
“A empatia é uma habilidade aprendida e desenvolvida pelo ser humano que consiste na compreensão dos sentimentos e emoções vivenciadas pelo outro.
…A mulher que engravida, geralmente, cria um vínculo afetivo emocional com aquela criança que está em seu ventre. Independentemente do tamanho e peso do feto, aquele ser, muitas vezes descoberto ainda com forma não definida, mas com um coração pulsante, inicia uma mudança em sua vida em vários aspectos.
…A perda gestacional interrompe todo esse processo. É como se “roubassem” o direito da mulher de ser mãe daquele ser que estava ali, que foi sentido, que foi muitas vezes desejado, que já tinha um projeto de vida imaginado para o seu futuro e uma família ávida para lhe conhecer pessoalmente. O amor até então investido naquele bebê, é retirado. De forma brusca, abrupta, o filho que muitas vezes já tinha nome, que pertencia a uma família, que já estava construindo a sua história, morre.
…Não falar sobre a perda é uma grande perda…Devemos ser sensíveis à dor do outro, respeitando-o, mas fornecendo-lhe informações sobre o que fazer, como fazer, nesse momento de fechamento de um ciclo que não é o esperado.
Que a empatia não falte na vida de ninguém. Que, enquanto seres humanos, não percamos a capacidade de abraçar, de escutar e de amparar o outro em quaisquer momentos, especialmente nesse.”

Samuel, como é grande o meu amor por você!

Samuel, amor da minha vida, luz dos meus olhos, meu pedacinho do céu, meu anjo, meu menino, meu filho do meio, hoje é o seu dia, o nosso dia 21 especial. Dois anos se passaram e até hoje não consigo mensurar o tamanho do amor e da saudade que sinto por você meu amor.
Amor e saudades que andam lado a lado, sem tamanho, impossível de controlar, impossível de medir, impossível não sentir.
Dois anos e não há um dia que não penso em você, dois anos em que te amo mais que a mim mesma, dois anos que um pedaço do meu coração bate no céu, dois anos que Sophia se tornou irmã mais velha e a melhor irmã do mundo, dois anos que você chegou, partiu e virou nossas vidas pelo avesso nos fazendo enxergar a vida por outro ângulo.
Hoje nós somos cinco, nossa família cresceu e o amor multiplicou. Gratidão por ser sua mãe! Você é um filho muito amado e sua memória será guardada e honrada para sempre. Nós te amamos daqui até a eternidade!
Feliz 2 anos no céu!
Em memória de Samuel – 21/11/2015.
Homenagem da mãe Erica Jordana Coelho ao seu filho Samuel

Nosso lindo arco-íris

Há um tempo atrás enviei minha historia e hoje quero repartir com voces a chegada de meu arco iris.

Descobri a terceira gestação no dia 12/09, bem no dia do meu aniversario. Não me cabia de alegria e tambem de medo que tudo fosse se repetir, mas, ao mesmo tempo, me apagava muito a palavra de Deus e suas promessas. Tive uma gestção tranquila até as 25 semanas, quando meu menino resolveu que queria nascer e tive que ficar de repouso absoluto.

O tempo foi passando e a expectativa de sua chegada só aumentava… com 34 semanas percebi que minha barriga parou de crescer, eu passava em consulta toda semana, pois minha primeira gestação foi bem tumultuada e minha princesa nasceu tb de 34 semanas. A medica sempre dizia o mesmo, que estava tudo bem, mais no fundo eu sentia medo de perde – lo. Fiz varios ultras e neles todos apresentavam um bebe de aproximadamente 3500kilos.

Com 39 semanas e muito angustiada como de costume, voltei na consulta e lá ele me disse que iria esperar mais uma semana, sai de arrasada, sentindo que não estava bem com ele, minha pressão acabou subindo e fui para o pronto socorro. Fui muito bem atendida e mais uma vez fui para o ultrassom, esse ja constava que meu bebe estava com 2500k e quase sem liquido. Quando voltei para passar com o medico, o plantão tinha trocado e o que me atendeu deste vez pediu para eu observar em casae voltar em 3 dias …… sai de la chorando muito, não dormi a noite, sentia que cada vez mais meu sonho estava indo embora e ninguém me ouvia.

No dia seguinte, era uma quarta feira, resolvi que não passaria de quinta e que ele teria que nascer  de qualquer forma. Ajeitei tudo em minha casa e a noite por conta propria fiz meu jejum, só pedia à Deus que colocasse um bom medico em meu caminho, pois não queria perder meu bebe. Levantei na quinta feira, como de costume levei uma filha na escola e de lá eu e meu marido fomos para o hospital. Lá encontrei uma medica abençoada que olhou meus exames e disse que ele ja deveria ter nascido e que seria aquela hora o parto!

Quanta aleria senti naquele momento!!!! meu bebe nasceu bem pequeno , com 2300kilos, foi amparado por uma excelente pediatra, que sou grata demais por cuidar com muito carinho de meus filhos. Foi um momento mais que abençoado, sentia medo e tanta felicidade juntos que em alguns momentos não sabia onde eu estava. A unica coisa que pensava em todos os minutos é que a promessa de Deus se cumpria. Ele tem um tempo para cada coisa, para cada um e que havia chegado o momento de completar novamente meu coração. Se eu esqueço daquele que Deus levou, jamais!!! Mas compreendo perfeitamente seus planos e livramentos, nada acontece sem Sua permissão.

Ver minha primogênita – Sophia – conhecendo o irmão foi algo maravilhoso, era algo que ela tambem desejava muito, meu esposo cuidando de nós com tanto amor só forteleceu ainda mai nossas vidas. Aquele momento de ir embora para casa com o sentimento de dever cumprido não sai da minha mente: vejo o corredor do hospital e nós 4 caminhando com muita alegria. E para completar, minha alta foi bem no domingo do dia das mães, caia uma chuva fina, foi mesmo para lavar a alma e quando entrei em casa, saiu um belo arco iris e aquele sol lindo.

Já sobre o meu bebe Leonardo, ele estava com 3 voltas do cordão no pescoço, sem liquido nenhum e teve uma perda de peso uterina de aproximadamente 1 kilo. Hoje ele esta com 6 meses, ilumina nossa casa e preenche nossos corações. Sinto o poder de Deus a todo momento, que Ele realmente é um milagre e que mesmo tendo um otimo plano de saude as coisas pra dar errado e destruir nossos sonhos acontecem muito rápido.

Relato da mãe Maria Mansette