Minha pequena Gabriella

Dia 25 de junho faz 2 meses que perdi minha princesa Gabriella ela nasceu prematura com 6 meses de gestação, infelizmente viveu só 7 horas de vida e se foi junto com meus sonhos…

Muito difícil perder era meu primeiro filho. Tão desejada por todos tão sonhada a nossa menina se foi. Hoje meu coração esta despedaçado estou tentando erguer forças para seguir em frente…  mas tem horas que não resisto.

Debora

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#anjoGabriel

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Estou compartilhando com vcs minha perda. Vivi os piores momentos da minha vida carreguei dentro de mim um #anjoGabriel quando completou 38 semanas de gestação não senti mas os movimentos dele quando fui ao médico não tinha mas batimentos do meu 👼 Gabriel tive trombofilia e não sabia meu anjo faleceu de trombose umbilical dia 19 dezembro há um buraco dentro de mim !!! 😢 Tenho um filho que chama Everthon Alexandre de 7 anos e nele que ainda arrumo força pra prosseguir a vida !!! Vocês tem me ajudado muito com as postagens obrigada !!

Relato enviado pela mãe Simone

Meu pedacinho do Céu!

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No dia 13 de abril de 2017 às 7:35 da manhã minha bolsa estourou.. Era pra ser o dia mais feliz da minha vida, mas se tornou um divisor águas na minha história: Minha vida antes da Maria Ellena e depois que ela se foi… Um dia antes eu sentia ela mexendo, na manhã seguinte o médico me olha nos olhos e diz que minha bebê está morta dentro da minha barriga… Eu ouvi as palavras e ela eram como facas me cortando em pedaços.

Hoje me resta as lembranças boas de uma gestação cercada de amor e esperança. E uma saudade daquilo que não vivi com minha linda bebê.

Deixou algo aqui, um vazio nos braços, mas não no coração. Como esquecer? Como administrar essa dor? Não há como expressá-la! Sei que Meu pedacinho do Céu está bem, mas a dor em meu peito não quer entender isso!
Jamais pensei que não iria usufruir da sua linda companhia por muito tempo. Eu nem sei que cor eram seus olhos… Mas tenho certeza que eram lindos, assim como você. Eu ainda te amo e você será pra sempre minha Filha, desejada e amada

Relato enviado pela mãe Laís

Oi, morte, muito prazer. Você acabou de passar aqui na minha frente e nem fomos apresentadas…

Ursula Guirro é co-autora do nosso livro coletivo “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”. Através do seu relato, cujos trechos transcrevemos abaixo, ela fala da sua experiência com a morte e com a perda gestacional como médica.

“E foi assim que conheci a morte. Uma tarde de calor, uma aluna do terceiro ano de medicina e um senhor vítima de infarto… Naquele dia, entendi que médico não pode parar. Outras muitas mortes vieram. Idosos, crianças, doentes, acidentes…

…Anos mais tarde, eu estava de plantão em uma madrugada fria em São Paulo, e caía aquela chuvinha preguiçosa… Deparei-me com uma mulher que não falava bem o português, com sangue pelas pernas e um barrigão que me parecia pronto para nascer. O obstetra gritou para mim as palavras mais temidas do plantão de obstetrícia: descolamento de placenta, feto sem batimentos cardíacos! …Não tivemos sucesso. As palavras “óbito fetal” rondavam a minha mente.

…Percebi que a urgência, a necessidade de dar assistência médica, faz da gente um ser humano prático, em resumo, faz o que tem que fazer na hora. Mas eu também tenho medo, também fico preocupada, quero o melhor para aquele ser humano que está sob meus cuidados – no entanto, o médico não tem espaço para chorar, sofrer ou demonstrar insegurança na sociedade moderna.

…Este caso tem mais de dez anos. O tempo me ensinou que o meu melhor pode não ser o melhor para o outro. Aprendi a perguntar mais “O que este paciente quer e o que deseja da vida?”. Sou uma curiosa!

…PS: Na saída do centro obstétrico, havia apenas um homem com olhar apreensivo, aguardando informação. Com um sotaque diferente, ele me perguntou: “Como ela está? E bebê? Como está bebê?”. Eu chorei.”

Para ler este relato na íntegra, você pode adquirir nosso livro:

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História da gravidez

Vou começar falando que nunca imaginei passar por tudo que passei, meu nome é Isadora tenho 23 anos. Final de 2017 foi o pior momento da minha vida, tinha parado de tomar meu anticoncepcional porque já estava me fazendo mal, no mês de outubro comecei a ver que meu rosto estava muito sujo, mas estava menstruando normal como eu malhava ao invés de emagrecer eu estava engordando, minha mãe insistiu muito pra mim fazer o teste de gravidez de farmácia, então fiz quando vi aquela listra bem clara meu mundo caiu por um momento, eu não acreditava que ia ser mãe entrei em desespero.  Então decidi fazer a ultrassom pra ver o bebê, fui no médico e ele disse que eu não estava grávida e meu útero já estava escamando pra menstrua.
Então no dia 27 de outubro eu menstruei e deixei pra lá a possibilidade de estar grávida já que o médico não viu nada.
Na terça feira uma semana depois comecei a sentir muita dor do lado esquerdo no pé da barriga, então fui ao hospital o médico pediu um exame de sangue e lá estava meu positivo já tinha aceitado a ideia de ser mãe, estava bastante feliz já ficava imaginando se seria menino ou menina só queria que viesse com saúde. Então decidi fazer uma ultrassom novamente na maternidade, chegando lá eu mal sabia que ia começar os piores dias da minha vida, o bebê estava na trompa esquerda eu estava com hemorragia por que ele rompeu a minha trompa. meu mundo simplesmente caiu, eu só sabia chorar e perguntar a Deus porque ele tirou meu bebê de mim eu ia ser uma boa mãe, amo criança.
Grávida aos 3 meses tive que dá adeus pra um serzinho que eu nem cheguei a conhecer, um serzinho que me ensinou que nosso amor  vai além dessa vida, que ele me trouxe paz, me trouxe fé.
Que pra sempre eu vou ser mãe, que pra sempre eu vou amar esse anjinho, que eu sou capaz de suportar qualquer coisa por ele e sei que ele está a cuidar de mim.
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Parada no tempo

 

Hoje venho por meio deste relato falar como através da perda tive de amadurecer… passar por todo o processo sozinha em silêncio.

Esse ano fará cinco exatos anos que perdi minha princesa, quando engravidei tinha 18 para 19 anos, era uma jovem sonhadora, que vivia no mundo da fantasia, esperando o tão dito nas histórias infantis o “príncipe encantado”, estava em um relacionamento com uma pessoa mais 10 anos mais velha que eu, me sentia protegida, amparada, e tinha inúmeras expectativas; desconfiei de estar gravida pois estava sentindo inúmeros enjoos então, comprei um simples teste de farmácia e nossa ele deu POSITIVO, estava tão mais tão feliz que não conseguia parar de rir, como uma sonhadora que era já fui logo imaginando a vida perfeita que teria, mal sabia que esse sonho que tanto tinha e queria ia se tornar um pesadelo.

Dei prosseguimento a minha gravidez sem contar para ninguém, nem para meu parceiro, na minha cabeça eu estava esperando o momento certo, comecei a fazer o acompanhamento com o ginecologista e estava tudo indo muito bem, e assim foi um, dois, três meses de gestação, nesse terceiro mês meu coração se encheu mais e mais de alegria pois já escutava o coraçãozinho dela, forte e rápido como deveria ser… eu estava um pouco preocupada pois já estava com 19 semanas e minha barriga estava praticamente zero, mas quando recebi a notícia que transbordou meu coração “ É uma garotinha” disse o médico, radiante foi a forma que saí do consultório, com o nome já decidido minha pequena Beatriz, naquele dia decidi que iria contar para todos, coloquei o ultra na bolsa e no outro dia encontraria com o pai da minha pequena Bia, infelizmente tivemos uma discussão e antes que eu contasse ele disse que eu tinha que amadurecer, recebendo essas palavras eu não o vi mais e decidi prosseguir sozinha eu e minha princesa.

Quando completei 20 semanas de gestação eu não estava me sentindo bem, sentia umas dores, umas pontadas, mas cheguei à conclusão que poderia ser da gravidez então, não dei a devida importância e fui dormir por estar me sentindo extremamente cansada, quando acordei naquela manhã estava com um sangramento fui o mais rápido possível para o hospital, no caminho eu já sentia que nada poderia ser feito, quando cheguei a médica que estava de plantão me informou “infelizmente você está abortando e devido algumas complicações iremos fazer uma curetagem” eu já não estava ali mais, só pensava que não poderia deixar que me arrancassem assim a minha vida, porque a Bia era a minha vida, não a tinha visto mais a amava e amo mais que a mim mesmo, eu senti a vida se esvaindo de mim.

Depois do procedimento, a médica me disse que o procedimento tinha sido um sucesso, me senti tão desamparada naquele momento, pra mim não era um sucesso, aquele dia foi o meu maior fracasso, sair daquele hospital sem pronunciar uma palavra só conseguia relembrar o dia em que descobri que era uma menina e nada mais. O motivo não sabiam ao certo talvez teria sido porque eu tinha anemia e meu corpo não conseguiu dar prosseguimento a gestação, deixei de me importar pelo motivo e só me afundei em dor e angústia, culpei meu parceiro por não estar ali comigo, e por fim me culpei e me culpo até hoje mesmo passado cinco anos, continuo parada, presa, buscando motivos para seguir todos os dias, já tentei mas não consigo esquecê-la e imaginar que ela estaria me chamando de mamãe, correndo pela minha casa, não consigo deixa-la ir, não estava pronta para a partida dela e acho que nunca vou estar, sigo minha vida, hoje estou em um relacionamento bacana, um companheiro de fato, mas sinto a falta dela.

Eu sou uma pessoa sorridente e pouquíssimas pessoas sabem da minha perda, mas eu até hoje sangro por dentro me perguntando se algum dia isso vai passar.

Relato da mãe Keren Castro

Tudo tem seu tempo

Queridos (as) seguidores (as)

Thiago e Marília são pais da Lívia, que partiu com quase 20 semanas de gestação. Os dois escreveram um relato que faz parte do nosso livro coletivo ” Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”.  Um relato que mostra muito amor, muita força para seguir vivendo após a perda da sua filha.

“Nossa amada e tão esperada Lívia, então com dezoito semanas, apresentava várias malformações e já havia muito pouco movimento fetal… Os médicos foram enfáticos quando nos alertaram sobre a incompatibilidade com a vida e, confirmando todos os prognósticos, uma semana e meia depois, após vários exames e incertezas, nossa princesinha voltou para a casa do Pai.

Induziram o parto e nenhuma dor física se compara à dor emocional que vivemos. Estávamos saindo do hospital com nossos braços vazios; o silêncio que nos acompanhava era enlouquecedor. E a vida, cheia de surpresas, em meio a tanto desatino, nos revela que temos que seguir. Diante dos fatos, a única escolha que tínhamos era viver. Reinventar nossa vida, refazer nossos planos. 

…Ela não precisou existir fisicamente por tanto tempo. Ela só precisou vir. Ela nos mostrou o amor incondicional, um amor humanamente inexplicável. Nos fez fortes, humildes na aceitação, nos fez pais e pessoas melhores.”

Para ler o relato por completo e os demais textos do livro, você pode adquiri-lo através de 2 formas:

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