Você pode ir em paz

Queridos (as) seguidores (as)

O nosso livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal” é composto por mais de 60 textos e relatos emocionantes, de mães, pais, e também profissionais de saúde. Continuamos a publicar semanalmente frases desses relatos e textos, pra que conheçam ainda mais o nosso livro coletivo.

Abaixo, frase do relato “Carta para o meu bebê” da co-autora Lilian Mello

Lilian Mello

Para ler os textos e relatos completos, adquira o nosso livro ” Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal através do link da loja Amazon below:

Minha trajetória com o amor da minha vida

Amor de mãe é a mais elevada forma de altruísmo. (1)Gestação do Henry Gabriel.
      O meu filho foi planejado, deixei de tomar anticoncepcional em agosto de 2018 e iniciei o ácido fólico em outubro de 2018. Recebi meu positivo no dia 23 de fevereiro de 2019. Que expectativa, eu e meu esposo ajoelhamos, oramos e agradecemos. Já logo marquei minha primeira consulta de pré-natal. Tive um pequeno sangramento antes da consulta e corri para o pronto socorro. Entendi que era normal aquele pequeno sangramento, pois o óvulo estava se alojando nas paredes uterinas. Fiz o primeiro ultrassom e repeti o Beta HCG, estava tudo dentro do normal, havia um saco gestacional com o tamanho correto para a 6° semana e o Beta estava altíssimo, comemoramos. Ainda assim, por prevenção, o médico receitou Utrogestan e já aproveitou para alterar a dose do meu remédio de hipotireoidismo, que tenho há muito tempo.
      Na 9° semana começaram os indesejados enjoos, fortíssimos, e comecei a tomar Vonau Flex 4 mg por indicação da obstetra, essa fase durou bastante. Na 12° semana o ultrassom da translucência nucal, quanta ansiedade, quantas dúvidas, quantos receios, mas graças a Deus tudo estava bem com meu bebê e seu coraçãozinho batia cerca de 150 tumtuns por minuto. Foi o som mais lindo que ouvi e ver o pai dele chorar de emoção encheu meu coração de alegria.
        Tudo corria bem, eu continuava enjoando, sentia um sono gostoso, aproveitava para cochilar após o almoço, só curtindo meu momento. Na 16° semana fiz outro ultrassom para tentar descobrir o sexo do meu bebê, o médico não quis revelar, mas por precaução já havia feito um exame de Sexagem Fetal e naquela noite, recebemos um chá de revelação organizado por pessoas muito especiais, com muito carinho, e descobrimos que meu príncipe estava a caminho, meu Henry.
        Todos os exames em dia, todos os medicamentos em dia, todas as vacinas em dia, fazendo tudo com o maior zelo. Na 22° semana o tão esperado ultrassom morfológico, saímos de lá radiantes ele estava perfeito, com um peso ótimo e um tamanho bom, com tudo para ser um bebê grande, gordinho e saudável. Na consulta foi detectado apenas uma pequena irregularidade com minha pressão diastólica, ela estava se mantendo em 90, a obstetra resolveu então passar um medicamento para auxiliar o controle.
         Na 23° semana, numa terça feira, dia 17/07, eu estava particularmente inchada e ao fim do dia eu estava assustadoramente inchada, aferi minha pressão estava 15.10. Me encaminhei ao pronto socorro e já estava 16.9, fiquei em observação tomando medicamento intravenoso, fiz protocolo de pré eclampsia e deu negativo. Porém no ultrassom do dia seguinte começou minha angústia. O resultado demonstrou uma alteração no líquido amniótico, a placenta amadureceu 1 grau e minhas artérias uterinas apresentaram incisura.
      Numa ligação sincera, minha obstetra que já estava a par dos resultados me explicou que a gravidez era de alto risco, que eu havia adquirido hipertensão gestacional, que a situação era delicada e o acompanhamento seria bem mais próximo. A partir daí começou minha luta com minhas emoções, muitas orações e uma montanha russa de sentimentos, ora estava tranquila, ora em prantos.
    Resolvi eliminar o sódio da minha vida naquele momento, aumentei o consumo de água, fiquei mais quieta e comecei a fazer drenagem linfática. Eu não sou uma pessoa disciplinada, apenas com motivação e o Henry se tornou minha maior motivação da vida até hoje. Para tranquilizar meu coração também comprei um monitor de batimentos cardíacos fetal, foi o melhor investimento que fiz, pois sempre que eu ouvia o coraçãozinho dele, e eu ouvia ao menos duas vezes no dia, ficava em paz, alegre e minha pressão até amenizava. O grande problema é que toda essa mudança era boa pra mim, para não ganhar mais peso, para evitar o inchaço. Mas para a pressão não fazia muita diferença, pois os vasos sanguíneos da minha placenta haviam se formado de forma “irregular”, dificultando o fluxo de nutrientes e oxigênio para o bebê, pressionando as artérias e provocando o aumento da pressão.
     Fiz mais ultrassons, na semana 24° e um na semana 26°, os problemas continuavam, porém estáveis. Seguir na minha mudança de hábito, no repouso e na oscilação sentimental, nunca deixamos de sentir medo. Repeti o ultrassom com doppler na 27°, soube que meu útero já estava ficando desconfortável para meu filho, o fluxo sanguíneo estava centralizando, fiquei internada em observação, repeti o protocolo de pré eclampsia e dessa vez deu positivo. Recebi alta no dia seguinte e fiquei de repouso.
      Retornei para outro exame ultrassom na semana seguinte e meu bebê estava com restrição de crescimento. Fiquei novamente internada, tomei uma dose da injeção de corticoide para amadurecer o pulmão do Henry e no dia seguinte me aplicaram a segunda dose. Eu sonhava com as fotos da gestação e elas estavam previamente agendadas para aquela semana, exatamente para o dia seguinte. Mas como estava internada me vi obrigada a cancelar.
      Então tive uma ideia que não saía da mente, eu faria as fotos lá mesmo e com o celular. Liguei para meu esposo pedi que levasse uma roupa e minha maquiagem, liguei para minha cunhada e pedi que ela fosse lá no horário em que meu esposo chegasse para ser nossa fotógrafa. E assim aconteceu, com autorização para ir somente na cadeira de rodas, procuramos alguns locais mais alegres e bonitos do hospital e fizemos nossas sonhadas fotos num momento de descontração e diversão.
    No terceiro dia de internação me informaram que a gestação seria interrompida, fiquei feliz de ter feito as fotos na noite anterior. Entrei em jejum às 7:30 da manhã, coloquei um cateter urinário e um medicamento intravenoso que iria correr até durante o parto. Tudo foi conversado comigo, compreendi que eu e o Henry estavamos enfrentando muitos obstáculos juntos já há 5 semanas e meu ventre já não era mais seguro para ele, a partir dali continuaríamos nossa jornada lado a lado. Jornada essa que só foi possível chegar até aqui com a bondade de Deus e o apoio extraordinário da minha família que mudou a rotina do dia-a-dia para estar comigo e do papai do Henry que enfrentou a dieta, cuidou da casa, das nossas visitas aos médicos e de nós com todo amor que pudemos receber.
      Mesmo esclarecida e sendo cuidada não deixei de sentir medo, angústia, ansiedade e meu corpo resolveu descarregar uma adrenalina tão forte que eu só consegui tremer, meu tremor começou umas 8:30 da manhã e só parou cerca de 19:00.
       Foi no dia 15/08/19 às 16:05 da tarde, que meu Henry chegou, foi uma cesária de emergência, um prematuro extremo com 28 semanas e 6 dias, com 840 gramas, mas que superou expectativas. Assim que nasceu ele chorou, foi uma emoção indescritível, eu e meu esposo nos olhamos e choramos de alegria, ele pode levantar e ir ver o Henry e tirar uma foto. Conforme combinado, se ele estivesse bem eu poderia vê-lo rapidamente. Como eu já citei sobre as expectativas, com um apgar de 8 e depois 9, a médica trouxe aquele serzinho ao lado do meu rosto e pude ver seus olhinhos encantadores. Foi um minutinho só, mas muito intenso e logo o encaminharam para a UTI Neonatal. Durante todo o procedimento eu conseguia sentir a presença de Deus e as boas vibrações das orações que os familiares e amigos faziam.
     Ainda anestesiada, me lembro de sempre tentar mexer as pernas, toda hora testava e me esforçava um pouco, estava com muita vontade de vê-lo novamente. Minha anestesia acabou umas 22:00, a enfermeira veio me ajudar a levantar, tomar um banho e me alimentar um pouco. Com tudo em ordem peguei meus assessórios (o soro e a bolsa de urina) e fui para a UTI Neonatal. Ofereceram uma cadeira de rodas, mas sentar e levantar no pós parto é bem desagradável, resolvi seguir andando bem devagar e fomos lá, eu e meu esposo reencontrar nosso pequeno grande amor.
     No dia seguinte era dia de registrar o pequeno, meu esposo sempre teve o hábito de passar na capela do hospital assim que chegava e antes de ir embora. Em um momento de oração, ele sentiu de acrescentar um segundo nome ao nosso anjo, ele voltou conversou comigo e então nosso filho passou a se chamar Henry Gabriel, que significava anjo forte do Senhor.
     Mãe de UTI Neonatal não tem muito resguardo, vai na UTI, vai no banco de leite, volta na UTI, enfim, anda um pouco. Graças a Deus minha recuperação estava ótima e eu tinha forças para tudo isso, ganhei alta no segundo dia do pós parto, ainda na parte da manhã, mas eu voltaria ainda algumas vezes, afinal eu fui e o Henry ficou.
     As expectativas continuavam boas, os exames do Henry Gabriel apresentavam normais, e sempre dentro do esperado. Exames de sangue, raio-x, eletro cardiograma, exames neurológicos, teste do pezinho. Um pequeno guerreiro, nosso Henry Gabriel.
      A mamãe e o papai estavam sempre presentes, ouvindo atentamente  as orientações, conversando com ele, nós contávamos das irmãs peludas, das primas que ansiavam conhecê-lo, dos avós que ligavam e mandavam beijos, da família e dos amigos que perguntavam por ele sempre. Nós orávamos com ele todos os dias, eu já o estava habituando ao “Pai Nosso”. Quando o papai precisava sair eu ficava só com ele e vive versa, e tínhamos nossos longos momentos de conversa e também de silêncio.
       Esse período também me proporcionou ver ele trocar as fraldinhas (tão pequenas pareciam da boneca baby alive rsrsrsrsrs), ver ele se alimentar mesmo que pela sondinha, ver alguns exames, ver a fisioterapia, a limpeza da sonda e ver o quão ele se agitava e tinha personalidade. Num belo dia ele levou a mãozinha ao tubo de oxigênio, segurou firme e puxou. Tivemos que interferir, segurar as mãozinhas e conversar com ele enquanto a enfermeira preparava um remedinho sedativo. Quando ela foi colocar o remedinho no acesso dele, mais uma vez ele bateu a mãozinha e espirrou remedinho para todos lados, ficamos batendo um papo com ele para acalmá-lo porque não podia fazer mais medicação por um tempo.
     A primeira vez que eu o vi de bruços ele estava com 5 dias de vida, mesmo com esse pouco tempo, ele tentava se virar sozinho e num dado momento ele conseguiu levantar a perninha e erguer o bumbum por alguns segundos, fiquei impressionada. Todos os momentos que passamos com ele eram especiais, até mesmo observar o seu soninho, tocar ele, sentir ele segurar meu dedo com toda sua pouca força, eu amava paquerar seu pezinho, foi um aprendizado único.
     Com tantas boas notícias e progressos eu não tinha expectativas diferentes de recuperação, de logo poder pegá-lo no colo, cerca de dois meses trazê-lo pra casa. Não imaginava que no dia 22/08 eu sentiria a maior impotência que alguém possa sentir. Logo na madrugada desse dia meu filho começou a passar mal em decorrência de uma bactéria tardia e esse foi o dia mais angustiante de toda minha vida.
      Foram ministrados antibióticos, mas a bactéria resistia e afetou os rins do Henry comprometendo-os completamente. Com os rins paralisados, ele começou a perder batimentos cardíacos, a equipe médica batalhou muito e eu os vi fazendo tudo que podiam. Eu sempre tinha visto meu filho com um tubo de oxigênio e um acesso no braço e nesse dia ele tinha mais 5 acessos e um curativo de punção na barriga, é uma dor imensa ver seu filho tão pequeno passando por tanta coisa.
      Me lembro de ter chorado muito por muito tempo, ter orado muito por muito tempo, ter ficado na rampa da UTI abraçada ao meu esposo tentando entender tudo, enquanto realizavam procedimentos no Henry, ter tentado barganhar com Deus, aumentar a fé, descer a fé.
       Quando voltei pra dentro da UTI, o médico autorizou que chamássemos a família para nos apoiar e ofereceu para pegarmos ele no colo. Aquele momento eu entendi que a única solução era um milagre, se assim Deus quisesse.
       Pode parecer clichê dizer que os bebês reconhecem os pais e eu acredito nisso, quando colocaram ele no meu colo e eu e o pai dele choramos com ele relembramos os nossos planos com ele e oramos com ele. Seu coraçãozinho voltava aos batimentos normais e não aguentava descia novamente. Eu sempre fui apaixonada no pezinho dele, então quando ele estava nos braços do pai dele, eu descobri seu pezinho e dei um beijo, nesse momento seus batimentos foram a 118 e depois voltou a descer. Nosso amor realmente aquecia o seu pequeno coração.
      Fomos rapidamente em casa tomar um banho e voltamos, quando o olhei novamente seu coração já batia bem mais fraco que mais cedo e ele já estava bem pálido, por um instante pensei que o que estava mantendo seu coração era algum medicamento, pois ele ainda estava com os acessos. Chamei uma enfermeira e perguntei quando ia acabar de correr o medicamento e ela então perguntou: “qual medicamento? Ele está recebendo apenas soro, o medicamento que colocamos mais cedo não surtiu o efeito esperado, então ele foi cortado”. Ali eu vi que era o coração dele mesmo, demostrando toda sua vontade de viver, eu e meu esposo nos olhamos surpresos levantamos nos declaramos pra ele mais uma vez e oramos.
     Eu já estava exausta e ainda tomando vários remédios do pós parto inclusive os de pressão arterial, a minha cabeça pesava, pedi para irmos embora. Então meu esposo falou que queria ver ele vencer aquele dia, que era seu 8° dia de vida e combinamos que à meia noite iríamos embora.
      Mais uma vez levantamos e conversamos com ele, ele precisava de paz, dissemos assim:
      – Filho nós gostaríamos muito que você ficasse, você é o grande amor da nossas vidas. Nós te desejamos muito e te amamos muito, mas se estiver difícil pra você saiba que você pode ir em paz, não queremos ver você sofrer. Mamãe e papai te ama.
       Sentamos ao lado dele novamente e aguardamos, quando deu 00:00 no relógio levantamos para ir embora. Nos despedimos dele e assim que íamos sair vimos no monitor cardíaco que seu fraco coraçãozinho parou de vez, a médica veio avaliou, mais uma outra veio e confirmou. Seu óbito foi decretado dia 23/08/19 às 00:05.
     Ele foi valente, foi amado, sentiu isso e também nos amou incondicionalmente. Vimos ali que mesmo com o coraçãozinho fraco ele atendeu o pedido do pai dele e venceu aquele dia e assim que o dia encerrou ele se sentiu livre para ir.
     Foi uma semana e um dia de vida, um período pequeno, porém muito intenso. Intensidade de sentimentos, de aprendizado, de força. Foi uma período que Deus nos deu a honra e nos capacitou como pais, que vivenciamos experiências e um amor que nunca imaginamos.
     O Henry Gabriel fez jus ao nome escolhido e foi um anjo forte do Senhor, porque mesmo nos dias em que estava tranquilo e os exames com bons resultados, um bebê quando nasce quer colo de mãe, de pai, carinho, mamar e aconchego, mas o Henry teve uma encubadora, um acesso na veia, um tubo de oxigênio e uma sonda na boca. Sua força e vontade de viver sempre foi nossa maior motivação.
     Um dia li que às vezes hipnotizamos a morte postergando sua chegada, Deus tinha um propósito maior na vida do Henry Gabriel e Ele nos ajudou a vencer todos os obstáculos e nos amou nos pequenos detalhes, Ele permitiu seu desenvolvimento por mais 5 semanas em meu ventre desde que descobrimos o quão grave havia se tornado nossa jornada. Também permitiu uma assistência boa e competente para nós, permitiu vivenciarmos um parto de alegria e de sucesso e, o mais importante, nos deu a oportunidade de conviver com Henry por 8 dias.
    A dor da saudade nunca irá embora, mas a alegria de tê-lo tido e a certeza de que ele é um anjo no céu alivia o coração. Em todo esse processo tivemos a presença de Deus e o apoio da nossa família e amigos, pessoas realmente especiais que oraram, se importaram, nos ajudaram e também amaram muito nosso Henry Gabriel.
      Filho amado te agradeço por tudo e espero um dia te reencontrar. Deus é bom o tempo todo!

Recomecem!

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Abaixo, frase do relato “Do fim ao recomeço” da co-autora Liliane Morgado.

Liliane Morgado

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Bernardo, meu primeiro amor.

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Olá, me chamo Fabiana tenho 24 anos e sou mãe do anjo Bernardo, que faleceu com 36 semanas de gestação.
A dor da perda é indescritível, a pior dor que já senti na vida. Bernardo foi muito desejado por mim e pelo meu marido, estávamos felizes com a chegada dele, mas infelizmente nos deixou. Não sabemos os planos de Deus em nossa vida, mas sei que Deus não faz nada em vão e Deus não dá nenhum fardo na qual não possamos carregar.
Minha vida realmente mudou desde quando descobri que carregava ele, e meu amor por ele é muito mais que o infinito.
Hoje completa 17 dias que eu o entreguei para Deus! Mas sei que na eternidade vamos nos encontrar!
Bernardo sempre sera meu primogênito, meu primeiro amor!
Foi o Bernardo que me mostrou o que realmente significa a palavra amor.
Carreguei você por 9 meses, e foi umas das maiores sensações que eu tive na vida! Eu tive o privilégio de carregar o AMOR DA MINHA VIDA!
No momento em que eu conheci você,  eu senti o que era o amor! Eu precisava conhecer você, pegar você, beijar, e eu tive a oportunidade, oportunidade de me despedir de você, foi o nosso momento, entre mãe e filho! No momento em que eu peguei você, eu descobri o que era o AMOR. O amor que eu guardei pra você.
relato enviado e autorizado pela mãe Fabiana

Tive medo de morrer de tristeza

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Abaixo, frase do relato “A nossa filha morreu” da co-autora Márcia Rodrigues, mãe da Luíza.

Marcia Rodrigues

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Um céu de distancia

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Gostaria de compartilhar com vocês um pouco da minha história!

Em 2013 eu sofri um aborto sem causa aparente.

No mesmo ano engravidei novamente e minha filha está com 5 anos.

Em 2017 de tanto a Tata pedir um irmãozinho, resolvemos dar um irmãozinho a ela mais em 14/03/2018 ele faleceu por sofrimento fetal.

Erro médico, não fizeram a cesárea

Ser mãe de anjo é viver entre sonhos e pesadelos!

A gente sonhou desde a formação daquele grãozinho que descobrimos com 7 semanas, 3• gestação e mau sabia que seria meu 2 bebê do céu…

Uma gestação com alguns altos e baixos esperados…

E os 9 meses e exatamente 38 semanas chegou….

E com 38 semanas e 3 dias o meu pequeno Johnatan entrou em sofrimento fetal… assim que percebi que ele não estava com movimentos corremos para o hospital mais infelizmente após 36 horas de espera e vendo o quanto ele estava lutando pela própria vida… ele se despediu de mim por volta de 12:15 do dia 14/03/2018 ele CHUTOU! Eu gostaria de ter sentido esperança mais a única coisa que consegui dizer foi: – filho vai em paz, a mamãe te ama muito!

As 14:39 minutos essa despedida se confirmou, ali estava meu filho sem vida!

Um lindo e grande bebê, meu ursinho, meu querido John, meu sonho em forma de pessoa!

Um sonho que não se concretizou!

Ahhhh como eu o amo e como gostaria de estar vivendo todos os momentos difíceis e cansativos da maternidade novamente, como eu gostaria de não ter que explicar a morte para a irmã dele aos 3 anos de idade, como eu gostaria q só fosse um pesadelo e que acordaria e nada disso estivesse acontecido, porém já se passaram 17 meses e por mais doloroso que seja estamos seguindo em frente, entre lágrimas e sorrisos eu seguirei te amando com 1 céu de distância!

enviado pela mãe Jessica