Quebrando o silencio

Apresentamos este espaço de escuta, acolhimento, esclarecimentos, dúvidas emocionais, respeito, empatia e solidariedade a sua dor do luto na perda gestacional e neonatal, através das respostas escritas em forma de texto pelas psicólogas Mariana Bayer e Paula Leverone, sócias-fundadoras do Trilhar”, um Instituto de Psicologia em Curitiba focado no atendimento psicológico e assessoria em situações de perda e luto.

Iremos lançar enquetes referentes a temas relacionados a perda gestacional e neonatal mensalmente, com a opção de sugestões, a partir do tema vencedor, as psicólogas vão se dedicar a escrever um texto sobre tal assunto, afim de auxiliar na autorização e legitimação do seu luto!

Vamos quebrar o silêncio e o tabu sobre a nossa perda!

Aguardamos as respostas de vocês para prepararmos com muita dedicação, carinho, profissionalismo e empatia a nossa coluna!

Mariana Bayer e Paula Leverone são psicólogas graduadas pela PUC-PR, com formação em Terapia Familiar e Individual Sistêmica, aprimoramento em Luto e Emergência, extensão em Tanatologia e sócias-fundadoras do Trilhar Instituto de Psicologia.

(www.institutotrilhar.com.br)

(https://www.facebook.com/Trilhar-Instituto-de-Psicologia-699833616810429/?fref=ts)

Apresentamos o resultado da nossa enquete abaixo, com o tema escolhido “sentimentos comuns no enlutado”! Agradecemos a participação de todos na nossa enquete e comunicamos que as nossas colunistas irão elaborar o texto referente ao tema eleito, que será postado numa coluna mensal!

Gostaríamos de lembrar que após a divulgação do primeiro texto iremos elaborar uma nova enquete para que vocês possam decidir qual será o assunto da coluna seguinte e assim sucessivamente!

Desejamos desta forma, através de um espaço democrático de escolha de temas ou sugestões, falar sobre o que os nossos seguidores anseiam e precisam saber, nos aproximando cada vez mais de vocês!

Acompanhem as colunas mensais e as nossas enquetes para que possamos dar voz a sua dor do luto na perda gestacional e neonatal!

IMG-20160408-WA0022.jpg

Sentimentos comuns do enlutado

Diante do luto muitos se questionam se o que estão sentindo é normal ou não.

As emoções presentes são variadas e oscilam com uma intensidade que foge do estado “conhecido”, de quando o indivíduo não está enlutado.

Quem perde um bebê durante a gestação ou neonato rompe com planos, sonhos e expectativas, rompe também com um vínculo que se constrói desde a barriga. A perda impossibilita o exercício dos papéis que foram se desenvolvendo ao longo dessa gestação: de mãe, pai, irmã(o), avós, tios e etc.

Perder um bebê é definitivamente algo que quebra com o esperado pela ordem natural do ciclo vital e por essas e outras razões pode dar origem a um processo de luto.

O rompimento de um vínculo importante traz a DOR, tanto emocional quanto, por vezes, física, como falta de ar, taquicardia, dores no peito e outras partes do corpo. Sentir-se com humor deprimido, falta de motivação e TRISTEZA é algo comum nesse processo. Chorar, buscar coisas que remetem ao filho perdido ou experimentar um certo isolamento social, são reações ligadas à essa dor.

Muitos enlutados descrevem também um sentimento de CULPA e responsabilidade pela perda, e passam a questionar: “E se eu tivesse feito isso ou se eu tivesse evitado aquilo?”.

É possível também sentir ALÍVIO. Quando a gestação vem em um momento muito difícil ou indesejado, quando o ambiente não comporta a chegada de um bebê ou dificultaria planos em curso, pode surgir essa sensação, nem sempre autorizada socialmente, e que pode gerar mais uma vez a culpa por sentir esse alívio diante de uma morte.

Além da dor, do alívio e da culpa é natural sentir RAIVA. Na perda gestacional ou neonatal esse sentimento muitas vezes é atribuído à equipe médica, às pessoas que não reconhecem ou acolhem o luto e inclusive a Deus e outras entidades religiosas.

O MEDO e a insegurança, principalmente em relação a uma nova gravidez, quando isso é possível, são esperados nesse processo, pois diante da perda ocorre a ruptura do mundo presumido, ou seja, uma quebra com o mundo que conquistamos, que conhecemos, o que sabemos ou pensamos saber. Ao perder um ente querido, o mundo presumido muda e um novo mundo será construído a partir de então (Parkes, 1998). Esse caminho de reconstrução pós-perda traz o receio e a insegurança do que pode ser encontrado pela frente: o desconhecido.

A SOLIDÃO e sensação de DESAMPARO são parte do vazio deixado pela perda, a pessoa se sente sozinha na sua dor e não pertencente à alguns contextos com os quais se identificava anteriormente, até encontrar um novo lugar e significado para sua experiência. Os lutos por perda gestacional ou neonatal têm um agravante para esses sentimentos de solidão e desamparo, por serem comumente invalidados e pouco reconhecidos pela sociedade.

 O enlutado pode ir da ANSIEDADE/AGITAÇÃO para a FADIGA/CANSAÇO sem se dar conta das razões pelas quais seus sentimentos alternam com tanta frequência. O luto é algo muitas vezes confuso e perturbador, mas, apesar de todo o desconforto, é um trajeto necessário para ocorrer a elaboração.

Tudo é possível no luto, mesmo aquilo que não faz parte do entendido como o “normal” para a pessoa antes da perda, mas quando a dor torna-se intolerável e ultrapassa qualquer recurso possível de enfrentamento, o enlutado ou a rede de apoio devem buscar ajuda especializada.

Paula Leverone (CRP 08/18775)

Mariana Bayer (CRP 08/19103)

images

Nova enquete para nossa coluna mensal “Quebrando o silencio”

Apresentamos nossa segunda enquete para que as psicólogas Mariana Bayer e Paula Leverone possam se dedicar a elaboração do texto do tema mais votado por vocês!

Dando continuidade ao nosso espaço de escuta, acolhimento, esclarecimentos, dúvidas emocionais, respeito, empatia e solidariedade a sua dor do luto na perda gestacional e neonatal, através das respostas escritas em forma de texto pelas psicólogas Mariana Bayer e Paula Leverone, sócias-fundadoras do Trilhar”, um Instituto de Psicologia em Curitiba focado no atendimento psicológico e assessoria em situações de perda e luto.

Nossos próximos temas a serem votados estão na enquete abaixo, colocamos os dois temas menos votados da anterior junto com um tema sugerido por uma seguidora na apresentação do artigo “Sentimentos comuns no enlutado”.

Continue colaborando através da votação na enquete abaixo, enviando sugestões de temas para os próximos artigos, pois somos uma construção coletiva, nosso trabalho é feito conjuntamente com vocês, nesta linda relação de vínculo e parceria!

Mariana Bayer e Paula Leverone são psicólogas graduadas pela PUC-PR, com formação em Terapia Familiar e Individual Sistêmica, aprimoramento em Luto e Emergência,extensão em Tanatologia e sócias-fundadoras do Trilhar Instituto de Psicologia.

Anúncios

5 comentários em “Quebrando o silencio

  1. Eu perdi meu filho de 36 anos que não era filho do meu atual companheiro e nossa relação está muito difícil porque ele perdeu um amigo e eu um filho ..sofro muito mas ele não ..é acha que seis meses já tenho que reagir ..e fazer sexo etc ..só que é muito difícil voltar ao normal não sei como agir e acho que vou acabar me separando ! Me ajudem

    Curtir

    1. Querida Ina, boa tarde, como está?
      Se quiser podemos te indicar as psicólogas da equipe da nossa inteira confiança, para que possam fazer terapia de casal.
      Além disso vc pode se sentir a vontade para ir ao nosso próximo encontro presencial, no dia 30 de abril, no Largo do Machado, de 09 : 30 às 11 : 30 hs.
      Sentimos muito pelas suas perdas! Sinta-se abraçada e acolhida por nós!
      Se pudermos ajudar de alguma outra forma é só falar.
      Conte conosco, querida!
      Junos somos mais fortes!
      Um forte abraço, equipe Do Luto à Luta

      Curtir

    2. O sexo deve ser um prazer. Primeiro: vc está nao apenas se punindo, mas ao seu companheiro. Por isso, nao quer fazer amor. Vc quer sinalizar a ele que sua dor nao tem parametros com nemhuma outra dor (no caso, a dele, qdo perdeu um amigo). Vc está sendo muito má. Essa atitude nao vai resolver a sua dor e a sua perda. Está causando mais dor e vai trazer mais uma perda! Cuidado!

      Curtir

  2. Eu perdi meu Samuel há um mês atrás,ele nasceu de 36 semanas e não resistiu a um problema no sangue por conta do meu rh ser negativo. Me sinto tão sozinha as vezes,todo mundo parece ter seguido em frente e eu não consigo,nao posso pensar no meu filho e no que vivemos pq simplesmente me deprimo se o fizer e então sou recriminada pelo meu esposo,mas como evitar em pensar em alguém que estava comigo há tão poucp tempo e 24h por dia e agora não está mais,é dificil demais,sinto uma falta dele sem tamanho e não posso chorar muitas vezes pq estou buscando ficar triste mas não é o caso,estou triste pq perdi um pedaço de mim. E muitas vezes sinto que vou esquecer ele se não pensar e isso dói demais. Me sinto perdida. Gostaria de saber se tem uma rede de apoio que vcs indiquem em Porto Alegre ou Canoas /RS. Teve um encontro em PoA há uns fim de semanas atrás mas não puder ir. Agradeço pelo apoio e carinho de vcs.

    Curtir

    1. Olá, querida Julieine, bom dia, como está?
      Sentimos muito pela sua perda! Sinta-se abraçada e acolhida por nós! Segue o contato que temos em RS, PSICÓLOGA SABRINA TAFAREL – ROMPENDO O SILÊNCIO: GRUPO DE LUTO
      MATERNO GESTACIONAL E NEONATAL (Caxias do Sul / RS)
      Formação em Aconselhamento psicológico em Situações de Luto pela Luspe Clínica
      e-mail: sabrina.tafarel@gmail.com
      Telefone: 54 96042109
      Esperamos estar ajudando de alguma forma, msm que virtualmente!
      Conte conosco!
      Juntos somos mais fortes!
      Um forte abraço, Equipe Do Luto à Luta

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s