Uma homenagem a outra Ângela

Queridos (as) seguidores (as)

Ao longo dos últimos meses, divulgamos semanalmente trechos de cada um dos 66 textos e relatos que compõem o nosso livro “Histórias de Amor na perda gestacional e neonatal”.  Através desses textos, nos emocionamos. Os trechos abaixo são do último texto do livro, do Epílogo, escrito  pela Ângela Rocha, jornalista e mãe das gêmeas Larissa
e Clarissa, co-fundadoras do nosso grupo Do Luto à Luta.

Com muita emoção, ela conta sua história pessoal, pois Angela foi um bebê arco-íris da sua mãe, que passou por uma dolorosa perda também.

“…Minha mãe teve uma perda gestacional. Depois de dois filhos ho-mens, finalmente uma menina que ela queria tanto. Ela era diferente dos outros, muito parecida com ela, pequenina, magrinha, morena, de cabelos cacheados. Essa menina, seu grande sonho, morreu com três anos de idade. Uma morte súbita, originária de uma febre. Diagnóstico: meningite.

Meu pai, minha avó e suas irmãs, ao verem seu choro (que não acabava mais) resolveram ajudar rasgando e jogando fora todas as fotos, roupas e lembranças da minha irmã…Dois anos depois eu nasci. Não vivenciei a sua dor, mas convivi com seus excessos de preocupação. O nome, recebi exatamente o mesmo: Ângela Maria Rocha.

…Adulta, também tive uma perda na primeira gestação, muito no começo, que não me deixou sequelas físicas nem psicológicas. Nem teria tempo. Já estava grávida das gêmeas dois meses depois. 

…Hoje, sei lá quantos anos depois, eu estava tão preocupada em ficar forte para ajudar as minhas filhas, que nem percebi que estava repetindo um mesmo modelo ultrapassado. O de passar batida pelo luto. Preocupada em ser forte, me surpreendi com a força delas. Ao invés de ensinar, aprendi. É possível sim, sofrer o tempo que for necessário, que é diferente para cada indivíduo, guardar lembranças, e seguir em frente. E, de quebra,
ainda criar um movimento para ajudar outras pessoas. Quanto orgulho!

…O título e a única foto é uma homenagem a ela, a Ângela que morreu, que deixou um enorme vazio no coração da minha mãe que eu nunca preenchi. Sim, porque um filho não substitui o outro, mesmo que tenha o mesmo nome….”

Se quiser adquirir nosso livro:

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