O fortalecimento através das perdas

Trechos extraídos do relato de Clara Veloso, co-autora do livro “Histórias de amor na perda gestacional e neonatal”
“Tenho três estrelinhas no  céu… Quando eu e meu marido decidimos ter um filho, nem acreditei na velocidade em que engravidei. Exatamente no mês em que parei de tomar anticoncepcional, já engravidei. A velocidade com que nosso filho veio, foi a mesma com
que nos deixou. Perdi meu filho(a) com seis semanas de gestação, em um aborto espontâneo.
Realmente, engravidei rápido; foi após quatro meses da perda…
… Quando estava com dezesseis semanas, fui fazer uma ultrassom para confirmar o sexo do bebê. A médica que me atendeu, uma amiga minha, ficou um bom tempo muda olhando para a tela do computador enquanto fazia o exame. Eu achei que era porque ela não estava conseguindo ver o sexo. Foi então que ela me falou que o coração não estava batendo. Meu mundo desabou! Eu não acreditava no que estava acontecendo.
… Tive que ficar três meses sem tentar engravidar por causa da curetagem. No primeiro mês depois desse intervalo, engravidei. Nem acreditei! Alegria sem fim! Desta vez, fiquei com mais medo ainda…
…Fui para o hospital. A médica que me atendeu fez o toque e, pela sua expressão, vi que algo estava errado. Foi quando ela disse: “Seu bebê está nascendo”. … O pior de tudo: o bebê estava vivo… Escutamos seu coração, mas não havia nada o que fazer para salvá-lo, pois a bolsa já tinha saído completamente do útero e, pela idade gestacional do bebê, ele não sobreviveria.
…Depois de três meses sem tentar engravidar devido à curetagem, demorei mais seis meses para engravidar novamente. Demorou (comparado às outras vezes), mas eu pensava: não importo que demore a engravidar, mas quero que dê certo desta vez
… Assim que engravidei, a tensão começou, pois não queria passar por tudo novamente. Com onze semanas, fiz a cerclagem, um procedimento que “costura” o colo do útero para ele não abrir antes da hora. Fiquei de repouso quase absoluto das onze às vinte semanas. Ficava só deitada e levantava apenas para ir ao banheiro. Saía de casa só para ir ao médico.
…No dia 6 de setembro de 2015, meu presente de Deus nasceu! Alice chegou ao mundo apressadinha, com 36 semanas, mas super saudável! Não precisou ficar no CTI, o que me deixou aliviada.
…O que me fez escrever esse depoimento foi a vontade de ajudar quem está passando por tudo isso e ainda não conseguiu ter seu bebê. Durante as minhas perdas, li muitos depoimentos e isso me deu muita força ao saber que não estava sozinha. Quando lia “finais felizes”, me animava muito! Espero que meu “final feliz” fortifique quem está passando pelos tempos difíceis.
…Desejo que todas possam viver a felicidade que estou vivendo! O amor é infinito!
Clara Araujo Veloso Amaral
17/9/15″
Trechos extraídos do relato de Clara Veloso, co-autora do livro “Histórias de amor na perda gestacional e neonatal”
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