Do Luto à Vitória!

Há muito tempo já tinha essa vontade , de dar esse testemunho da pior experiência da minha vida: A perda de um filho tão desejado e já muito amado. Tudo aconteceu com 35 semanas, 02 semanas da data prevista para o seu nascimento.
Theozinho, meu primogênito, meu homenzinho que viveu o suficiente dentro de mim e de nossos corações para amarmos ele incondicionalmente.
Fomos pegos de surpresa com a notícia de sua partida para o Céu, mas o pouquinho que viveu dentro de mim , já me fez a mulher mais feliz do mundo, naqueles meses.
Para quem não sabe, após a perda, descobri através de muito empenho e dedicação exclusiva a causa do seu falecimento. Eu devia isso à mim, ao meu filho e à minha, até então futura filha, Lara, sua irmãzinha querida.
Foram mtas idas à médicos de diversas especialidades, muitos diagnotiscos errados. Muitos médicos, na verdade a grande maioria, me diziam sempre a mesma frase: Mãezinha , isso foi uma triste fatalidade, não tem outra explicação, porque a sua gravidez correu na mais perfeita normalidade.
Mas, eu não me conformava com o diagnóstico: Fatalidade. E assim continuaram as minhas buscas, até que graças à uma admirável e estudiosa médica veio o diagnóstico : Trombofilia.
Ahhhh????? O que é isso? Como assim?
Para quem não sabe, assim como eu não sabia, eu tenho uma Trombofilia hereditária, uma mutação genética sanguínea, que na vida comum não me traz grande problemas , exceto durante a gravidez.
Por que só durante a gravidez ela apareceu? Ela não apareceu, ela existe em meu sangue, fato.
A gravidez por ser um momento em que as mulheres ficam com uma carga maior de hormônios no corpo ela tem mais chances de acontecer.
E como acontece, o que ela provoca?
A Trombofilia provoca trombos, uma espécie de entupimento nas artérias e que por consequência, dificultam a passagem de alimento, oxigênio, sangue para a placenta, ou seja, para o bebê e esses “trombos” podem ocorrer em qualquer fase da gestação.
A Trombofilia não é causa de infertilidade, não impede a mulher de engravidar, ela pode sim, causar óbito fetal.
Então, recomeda-se o uso de uma medicação injetável, chamada Clexane (heparina), todos os dias durante toda a gestação e até um mês após o parto. Essa medicação é extremamente cara e consegui através de uma ação contra o Estado, uma medida liminar para o fornecimento imediato e gratuito.
Sim, a mulher toma uma injeção diariamente na barriga, que são anticoagulantes e ajudam a evitar que essas perdas ocorram.
A gravidez do meu Theozinho, foi uma gravidez planejada, então eu busquei antecipadamente uma ginecolista e fiz todos os exames “necessários” para ter uma gravidez segura.
Contudo, infelizmente, ainda não é protocolo da medicina brasileira a investigação de todos os tipos de Trombofilia.
Hoje, graças à Deus e a todo empenho e paciência que tive, descobri na primeira perda. Graça à Deus na primeira perda?
Sim, graças a Deus na primeira, porque infelizmente por conta do despreparo de muitos médicos, desinformação das pessoas e pouca divulgação do assunto pelo Ministério da Saúde, muitas mulheres perdem seus bebês 1,2,3,4,5 vezes até enfim descobrirem a Trombofilia.
Superar a perda de um filho tão desejado não é fácil e não é superável para uma mãe e para um pai jamais.
Contudo, Deus honrou a nossa luta e cumpriu a sua promessa em nossas vidas, nos presenteando com uma linda princesa.
A Lara é hoje a alegria de nossas vidas e o Theozinho é o nosso anjinho primogênito, mto amado e que com certeza está nos braços do nosso Pai Maior, orando e protegendo a nossa família.
Então, fica aqui o meu testemunho como um alerta as futuras mamães que planejam uma gravidez: Peçam, solicitem uma pesquisa completa de Trombofilia junto a uma hematologista especializada.
A Trombofilia é extremamente silenciosa e acontece em questões de minutos, podendo causar danos ao bebê e também à mamãe.
Então, por precaução e segurança, exijam de seus médicos a pesquisa completa de todos os tipos de Trombofilia antes de terem seus desejados bebês.
#euvenciatrombofilia, #maedeumanjinho, #maedotheo, #paisdaprincesaLara, #paisdeumcasal. #fe, #Deusnocomando.
Att.
Mamãe
Paloma Espolador e Papai Vitor Espolador
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