Morena Liz a flor mais bela do meu Jardim

Sempre quis ser mãe, esse sempre foi meu maior sonho desde criança. Enfim me casei, Deus me abençoou com um marido maravilhoso. Nós programamos até chegar o momento certo de começar as tentativas. 1 ano e 8 meses depois, veio meu positivo, um mar de felicidade invadiu nossas vidas.

Tive muito enjôo, até os outros meses passava muito mal. Mas a toda vez que isso acontecia eu me alegrava, pois sabia que meu maior amor estava dentro de mim, crescendo forte e saudável.
Quando completei 34 semanas, em uma das consultas de pré natal, descobri que minha  pressão estava um pouco alta, 13/9. Meu médico já me receitou medicação e comecei a tomar. A partir dali as consultas passaram a ser semanais. Com 35 semanas a pressão continuava um pouco alta, ficava oscilando entre 13/9 e 14/10, meu gineco aumentou a dose dá medicação, 36 semanas a pressão continuava oscilando entre 12/9, 13/9,14/10.
No dia que completei 37 semanas em uma consulta, descobri que o coraçãozinho da minha florzinha, minha princesa, meu maior amor, já não batia mais. Fiquei desesperada, meu marido não conseguia nem falar, foi o maior desespero, queria morrer junto com ela, a dor mais cruel que eu ja havia sentido.
Fui internada na maternidade de uma cidade vizinha, pois o centro cirúrgico do único hospital da minha cidade estava fechado pra reforma, nesse caso meu médico não poderia me acompanhar. Fiquei 6 dias internada, com minha filha morta dentro de mim, tomando medicação pra entrar em trabalho de parto. Como se não bastasse a dor de saber que minha filha ia nascer e eu não ia ouvir o chorinho dela, ainda tive que enfrentar, violência obstétrica, por parte dos enfermeiros e muito descaso por parte dos médicos. Meu marido precisava brigar pra que eu recebesse a medicação na hora certa. Dias terríveis de muito desespero.
Enfim, no dia 12 de agosto de 2015 as 19:50, minha princesa nasceu com 2,960 kg. Não pude conhecê-la, me informaram que como ja tinha passado alguns dias ela estava em decomposição e deformada, mas não, não era verdade, minha mãe insistiu em vê-la, e disse que ela era linda, a cara do meu esposo, mesmo a enfermeira dando pressa a ela, como se ela não fosse nossa, mesmo estando sem vida. A mesma insistiu pra que eu e meu esposo não conhecessemos nossa princesa dizendo que não ia nós fazer bem, meu esposo queria muito conhecê-la mas em meio a tanta dor e falta de esclarecimento por meio dos profissionais, ele não viu.
Hoje estamos aqui tentando, passar por essa dor, abraçando um ao outro e crendo em dias melhores.
Relato enviado pela mãe Flávia Ramos
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