Hoje venho contar um pouco da minha história e como me sinto até hoje.

Em fevereiro/2016 descobri que estava grávida ja estava a um ano e pouco sem tomar remédio então  quando vi naquele papel que realmente era positivo eu vibrei tanto, a felicidade que senti era imensa . Logo na primeira consulta a Dra deu a ultra trans e outros exames . Tentei de tudo quanto era jeito pra fazer a tal da ultra e sempre tinha algum motivo que eu não conseguia marcar de jeito nenhum e acredito muito que nada é por acaso . Quando finalmente eu consegui fazer a ultra a notícia que iria mudar totalmente minha vida, eram Gêmeos,  Eu e meu marido que desde o início me acompanhou em tudo ficamos radiantes a família toda amou a notícia. Então num belo dia(não tão belo assim) eu com minhas 19 semanas feliz que minha barriga estava começando a aparecer, os enjoos tinham parado estava começando a curtir minha gravidez gemelar estava sentada na cama me levantei e uma das bolsas simplesmente estourou do nada. Meu marido me levou pro hospital e constataram que realmente a bolsa da G1 tinha rompido , fiquei internada com repouso absoluto pq a qualquer momento eles poderiam nascer. No hospital que senti realmente as primeiras mexidas dos meus bebês e como fazia a ultra de três em três dias descobri que eram um casalsinho. A menininha que era a G1 cuja a bolsa tinha rompido estava sem líquido nenhum mas se desenvolveu bem colocamos o nome Alice( sempre quis ter uma filha com nome Alice) e o menininho que esbanjava saúde era o Pietro. 4 dias dps que descobri os sexos minha Alice não aguentou, fiquei quase duas semanas no hospital e dia 12/06 acordei com as contrações evoluindo muito rápido era a hora da Alice e o Pietro nascer estava com 21 semanas e 6 dias . Tive parto normal , Primeiro nasceu minha pequena guerreira mas infelizmente deu um suspiro e se juntou a Deus , + ou – três horas dps nasceu meu pequeno e seguiu junto com a maninha. De primeiro momento não quis ver eles mas dps aceitei e vi meus pequenos entrando pela porta nos braços da enfermeira enroladinhos e lindos. Até hj me pergunto pq não peguei eles no colo, fiz carinho nos rostinhos dos dois e pedi pra enfermeira levar eles , que dor , não tem como falar disso e não chorar . A pior parte foi sair do hospital sem os dois nos braços olhar pra trás e não ver ninguém , chegar  em casa e dois dias dps meus peitos vazarem leite e eles não estarem aqui pra amamenta-los.

Logo que fiquei grávida, algumas mulheres próximas a mim tb ficaram e com a perda dos meus filhos não queria saber notícia de ninguém.
Até hoje fez 6 meses desde a partida deles, eu sinto como se eu nn tivesse o direito de sentir a perda deles, muitos me disseram que nn era a hora , que Deus sabe o que faz , que posso ter outros filhos.  Mas ninguém pensava quanto me doia e dói até hj ouvir esse tipo de coisa. Eu sou umbandista acredito sim em vida após a morte, acredito que o que passamos em vida tem um propósito e foi pré datado antes do nosso reencarne. Mas como mãe durante um período eu desacreditei de muita coisa nn achava justo eu e meu marido perder nossos filhos. Como mãe é duro ver que pra todos eles nem existiram pelo simples fato de nn terem tido a oportunidade de ver os dois como eu e meu marido vimos. Dói quando insinuam que eu nn sou mãe sendo que eu sou sim , sou uma mãe especial que pude auxiliar na breve missão dos meus filhos.
Faz seis meses que eles partiram e queria dizer para mães que estão passando por esse momento difícil também é : sinta seu luto é o seu direito poder sentir a perda do seu filho,  nn se sinta culpada por nn ficar feliz pelos outros . Ninguém sabe da sua dor além de você todos sentem a perda mas ninguém sente como você ! Tenha seu tempo, chore quanto achar necessário e nn sinta vergonha por sentir saudade do teu filho.
Mas tenha em mente que independentemente do tempo que você teve com seu filho vcs aprenderam muito um com o outro. Ajudaram um ao outro a evoluir de alguma forma e pense assim como eu penso todos os dias, que essa saudade não é para sempre que vocês vão se abraçar de novo e poderão  preencher esse tempo que não estiveram juntos .
Depoimento enviado pela mãe Andressa Cruz
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4 comentários em “Hoje venho contar um pouco da minha história e como me sinto até hoje.

  1. Perdi minha filha nesse natal com 21 semanas e 5 dias de gestação. Também foi parto normal, cheguei ao hospital com 10 de dilatação. Sinto muito por nós todas.

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