Minha História de Amor – BENJAMIM

Sempre sonhei em ter dois filho, e meu segundo filho queria quando o meu primeiro tivesse 5 anos de idade, mais como nem sempre a nossa vontade é a vontade de Deus. No dia dos namorados do ano de 2015, estava fazendo uma consulta de rotina e descubro que seria mãe pela segunda vez, meu coração se encheu de alegria, teria um bebezinho em casa nosso ou nossa segunda misturinha, cheguei e contei ao meu esposo e meu filho que tanto queria um irmãozinho, a felicidade tomou conta de nos todos, Imediatamente comecei o pré natal, e ai foi seguindo tudo nos conformes, ultrassons todos normais a emoção de escutar o coraçãozinho do meu bebê, e a ansiedade de saber o sexo para começar a fazer o enxoval, na família do meu esposo fizeram ate bolão para ver quem adivinhava o sexo do neném, Em setembro estava com mais ou menos 5 meses e não sentia meu bebê mexer achava estranho pq na minha primeira gestação lembro que senti bem no inicio da gravidez, mais não me preocupei, pq as vezes o bebê demoravam mais e nenhuma gestação é igual a outra, nesse mesmo mês comecei a ter muitas dores de cabeça que afetaram ate minha visão, ia para o pronto-socorro e me medicavam a pressão sempre normal, e voltava para casa, e as dores so aumentavam paralisava sempre um lado do corpo e os médicos diziam que era enxaqueca, e como sempre voltava para casa sem uma resposta, e assim foi passando os dias ate que no inicio de outubro resolvi pagar uma ultrassom para saber o sexo do meu bebê, cheguei todo empolgada no consultório, comi chocolate, estava alegre tinha ido sozinha, pq meu esposo não podia se ausentar do trabalho, entrei na sala do medico e o mesmo começou a fazer a ultra, vi que ele ficava no mesmo lugar próximo ao coração e não dizia nada, fiquei preocupada e ele me disse: -Mãe suas outras ultras davam normal? Lembro que na hora meu corpo congelou e disse pq doutor? Ele me disse mãezinha seu bebê é todo mal formado, só perguntei eu tenho como cuidar? Ele me disse, o seu bebe é incompatível com a vida, e é do sexo masculino, na hora só levantei e minha vontade era sair correndo, mais tinha que ficar esperando o laudo para levar a minha médica, sair de La liguei para o meu esposo que mais que depressa veio me encontrar para juntos resolver o que fazer.

No outro dia tinha consulta do pré natal com a minha medica que me internou, para investigar o que estava acontecendo, fui transferida para um hospital maior, e na internação peguei uma medica que me tratou como se eu tivesse culpa o que estava acontecendo, perguntei o pq daquilo tudo e ela me respondeu, – mulheres obesas não deveriam engravidar, ai falei da quantidade de remédios que tomei por causa da dor de cabeça ela disse que grávida tinha que aguentar toda a dor e não tomar nenhum, remédio. Essas palavras ecoa em minha cabeça todos os momentos. Ai começaram as investigações encontrei pessoas maravilhosas em meu caminho. e u, dia falei mesmo que o meu bebe vai partir ele tem que ter um nome, tem que fazer parte de mim, pq ele esta aqui agora e coloquei o nome de BENJAMIM, meu bemjinho.

Foram varias internações e um dia eu em casa me bateu uma tristeza tão grande só chorava e pedia para que o Benjamim mexesse queria que ele mostrasse que estava ali, mais nada estava de 26 semanas esperando uma vaga no hospital das clinicas, e na madrugada de quarta para quinta tive um sonho que estava induzindo o meu parto e nãotinha o bebe, acordei assustada, levantei tomei café e senti que minha barriga estava estranha sentia um vazio tão grande, sentei no sofá e fiquei acho que uns 30 minutos pensando, escutei uma voz nítida me dizer. “NÃO TEMAS, POIS ESTOU CONTIGO” levantei e fui ao posto de saúde, tinha uma enfermeira que foi um anjo nesse processo e sempre muito atenciosa me disse vamos escutar o BEM, tentou por 30 minutos e nada não me desesperei, pois sabia que aquilo iriaacontecer, fui para casa liguei para o meu esposo e fomos para o hospital, ai meu Deus que dia triste, que dia dolorido, começaram a indução, foram exatos 1 mês desde que descobri a má formação ate a perda, foram 18 horas de trabalho de parto, e apenas 2 vezes que vi meu anjo, não pude pega ló, sofro ate hoje por causa disso, sei que Deus fez a sua vontade, pq nenhum momento questionei a Deus, meu filho mais velho o chamava de Abelhinha e assim ele sempre é lembrado nossa Abelinha, Abelinha Benjamim, ate hoje não sei o que causou a Hidropsia fetal, a hidrocefalia e a Acite no Benjamim, como também ate hoje se a dor de cabeça teve alguma relação, me senti culpada por diversas vezes, muitos dias não quis levantar da cama, mais tinha meu filho, meu esposo e minha mãe que sempre me ajudaram, hoje penso no BEM com alegria e saudade, saudade daquilo que não vivemos, não sofro mais com a perda e sim so ficou a saudade.

Mês que vem vai fazer 1 ano que perdi meu filho, mais sei que Deus me preparou para ser forte pq fazem exatos 2 meses que minha mãe foi cuidar do Benjamim lá no céu para mim.

Não vivo, eu sobrevivo.

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Um comentário em “Minha História de Amor – BENJAMIM

  1. Olá! Descobri esse site pq há 3 semanas atrás perdi a minha Lis pelo mesmo motivo: hidropsia fetal avançada, inicialmente ascite. Ela se foi no dia 19 de outubro. Por acaso entrei hoje e decidi por na busca o motivo da sua morte e veio a história de ontem. Descobrimos no dia 14, até dia 07 de outubro ela mexia normalmente. Tudo absolutamente normal até a 21a semana. Os médicos já me diziam que era raro a sobrevida, tivemos 5 dias de sofrimento com as palavras; mas pelo menos, por sorte, pelos médicos e enfermeiros não houve culpabilização. Pelo contrário, sempre me diziam que eu não tive culpa de nada, que isso acontece mesmo, e a natureza se encarrega de selecionar quem nasce e quem morre. Meu médico da ultra, que se tornou meu médico do coração, foi um anjo! Junto a médica do hospital que induziu meu parto… meu médico do pré-natal que eu nunca mais quero ver! Ele foi insensível, só queria se isentar de fazer o que deveria.
    No meu caso foram 36h de parto induzido, medicação incorreta colocada. Mas no fim, minha Lis foi e penso ter sido melhor assim. Não conseguia dormir pensando como ela estava sofrendo, em coma e o coraçãozinho parando aos poucos sem podermos fazer nada. Não a vi. Quis guardar comigo os seus chutes e mexidas, a fome incontrolável que sentia de madrugada. A gestação conturbada com todos os sintomas que temos direito… Também tive muita dor de cabeça e na pelve. Tomava dipirona, como o médico pediu. Não sei se tinha relação. Até pq os resultados não sairam ainda… Mas a suspeita é de parvovírus ou zika (esse mais recente descoberto como causador da hidropsia fetal).
    A dor é grande, a saudade maior ainda… mas me apego às lições que minha vida me deixou na sua curta jornada.
    Caso queira me adicione no Facebook. Meu nome é Evelyn Mata, residente em Macaé RJ.
    Beijos e muita força pra nós!!!

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