Meu lindo anjo Heitor

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Neste mês de Setembro, completam-se 8 meses que perdi meu amorzinho Heitor e venho aqui contar minha história a vocês.
Meu sonho sempre foi ser mãe e durante muito tempo programei este momento. Não tive dificuldades para engravidar; logo no segundo mês após ter parado com o anticoncepcional recebi o meu positivo. Foi um momento mágico, de muitas alegrias. Nos preocupamos com seu desenvolvimento: realizei todos os exames que a médica pedia, fiz todos os ultrassons, cuidei da minha alimentação. Montei seu quartinho com todo o carinho e estava aguardando ansiosa o dia marcado para a cesárea: dia 10/03/16.
Foi então que no dia 05/02 em uma consulta de rotina do pré-natal minha PA que sempre foi 100/60 toda a gestação, estava 120/80, mas minha médica desconsiderou. Já era o princípio de Pré-Eclâmpsia. No dia 06/02 comecei a sentir fortes dores no estômago. Comuniquei a minha médica que referiu ser sintoma comum desta fase da gestação e me medicou com remédios para o estômago.
No dia 17/02, já com 35 semanas, comecei a sentir novamente a dor no estômago, que tomou conta de todo o meu quadrante superior direito; um mal estar generalizado tomou conta de mim; a dor era insuportável. Meu marido aferiu minha PA que estava 140/80. Fui para a urgência de uma Maternidade e lá fizeram exames de sangue que diagnosticaram a Síndrome de Hellp que é uma complicação da Pré-Eclampsia. Essa Síndrome é rara e por este motivo não é percebida por muitos médicos. Nesse momento sentia muitas dores na barriga. A médica resolveu me deixar em observação para acompanhar o caso. Já no outro dia pela manhã a médica que assumiu o plantão avaliou novamente meus exames e me avisou que meu quadro era gravíssimo e que faria uma cesárea de urgência para tentar salvar minha vida e a do meu filho. Apesar da hemorragia intensa durante a cirurgia resisti, mas meu filho não. Ele faleceu após 3 paradas cardíacas e nos deixou antes mesmo que pudesse conhecê-lo. Tive que ter forças neste momento pois também estava lutando pela minha vida. Fui para o CTI onde fiquei por 4 dias. Tomei várias transfusões sanguíneas, meu rim quase parou, tive derrame pleural mas graças ao Senhor estou aqui hoje.
Não é fácil entender os desígnios de Deus para nossa vida, mas hoje consigo enxergar que foi o melhor para mim, para meu esposo e para o Heitor. Hoje ele é um lindo anjo que está lá em cima cuidando, zelando pela gente.
Saudades Eternas…
Relato da mãe Janaina Lopes Miranda
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Um comentário em “Meu lindo anjo Heitor

  1. Tb fui vítima da síndrome, na 32a semana de gestação da minha filha. Minha pressão foi a 24 por 20, não se sabendo-nos eu tive um AVC. Felizmente minha filha, que nasceu com 1.400kg e 39cm está linda e forte hj com quase 11anos. Tb precisei ficar internada e não pude aconoanha-la no início da sua jornada de quase 40 dias de uti neonatal. Essa é uma síndrome rara e não se sabe a quem vai acometer, é uma loteria e nao há como prever sequer se pode ocorrer de novo. Meu obstetra se refere a ela como uma tsunami… é bem isso né? Minha solidariedade e abraço carinhoso.

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