Dia do Finados : como lidar com minhas lembranças?

 

Hoje, dia 2 de novembro, é Dia dos Finados no Brasil. Em nossa sociedade este dia pode ser visto como um momento de tristeza, de dor e saudade. Mas nem todas as culturas veem assim. No México, por exemplo, este é um dia de celebração, onde os mortos vêm visitar os parentes e, por isso, as pessoas enfeitam suas casas com flores, velas e incensos e preparam as comidas preferidas daqueles que já partiram. No vestuário, fazem máscaras de caveira, vestem roupas com esqueletos pintados ou se fantasiam de morte.

Este pode ser um importante momento de conexão com àqueles que já se foram, entrando em contato com os sentimentos de ter tido essa pessoa com você e o que você sente agora. É uma oportunidade de conversar com os amigos e familiares sobre isso, e incluir as crianças nestas discussões. Encontrar pessoas com quem você se sinta confortável para falar sobre sua perda e ser confortado em sua saudade. Procure não ficar muito sozinho(o), mas respeite o seu tempo para isso.

Podem ser feitos rituais, como ida ao cemitério, escrever um carta, acender uma vela, fazer um poesia, rezar, ouvir uma música, dar um passeio… encontrar algo que tenha sentido para você, afinal, o tamanho da saudade é o tamanho do amor investido no seu bebê! Aqui todas as emoções podem e dever ser expressadas: choro, alegria, tristeza, ansiedade, dor, angústia, medo, arrependimento, esperança, desespero, questionamentos, gratidão… Deixe que elas saiam e se tornem concretas através da fala ou da escrita.

Eu sinto muito que você tenha perdido alguém especial e espero que hoje e sempre você possa estar em contato com todo amor que esta pessoa deixou com você e que hoje te faz ter tanta saudade. Seguimos juntos, tá?!

Um abraço carinhoso,

Érica Quintans
Psicóloga Clínica
Mestranda PUC-Rio
Email: ericatq.psi@gmail.com
Página no Facebook: http://www.facebook.com/psicologaericaquintans/
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Um comentário em “Dia do Finados : como lidar com minhas lembranças?

  1. Confesso que no finados, 14 dias da notícia da morte da minha pequena Lis, de rosto desconhecido, tentei não pensar nela mas ser mãe da Mariana, minha mais velha, que por não ter tido aula, ficou em casa e precisava de atenção. Mas ontem, dia 3, estive irritadiça, nervosa e vi que nada mais era que saudade. Me permiti chorar, sentir falta, me questionar.

    Hoje, a data é só uma lembrança pra não esquecermos de quem amamos. Mas há como esquecer um filho tão amado e desejado? Acho que nunca.

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