Nosso pequeno anjo Arhur

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Olá somos Daniela e William somos pais  do pequeno anjo Arthur,  nossa história começa no dia 20de fevereiro de 2016,com o positivo  do teste de gravidez, misturado com grandes emoções e também com alguns medos pois já tinha tido 2 abortos, um por gravidez ectopica e outro espontâneo. Mas, mesmo assim, estamos muito felizes pois um filho é sempre uma bênção de Deus,começamos o pré Natal,  meu marido sempre acompanhando tudo de perto, minha gravidez era considerada de risco devido às outras perdas, foi quando com 2meses tive um deslocamento de placenta e tive que redobrar os cuidados, mais sempre com a certeza que Deus não iria me abandonar.

Enfim chegou os 3meses e meu príncipe crescia muito forte,  o tempo do risco maior tinha passado e meu coração acalmado..(nem tanto assim,  pois agora vida a ansiedade de saber se era uma menina ou um menino).

Até q no 4º mês descobrimos que seria um príncipe que iria alegrar nossas vidas,   mamãe estava mega feliz e o papai então nem se fala,  pois seu sonho era ter um menino. Os meses foram passando e Arthur crescia mais e  mais,  gravidez sem risco, tudo perfeito alegrando nossas vidas cada dia mais.  Vovô e vovó  ansiosos para sua chegada,  titia babando e mamãe e papai cada dia mais apaixonados pelos chutinhos e cambalhota de cada ultrassom.

Chegando perto do 7º mês comecei a ter pressão alta,  e começaram as consultas com mais frequência para controlar a bendita pressão,  tomei injeção para fortalecer o pulmão dele que caso vinhece antes já estáva com o pulmão fortalecido,  e meu anjo continuava ali lutando pela sua vida.  Quando  no dia 13de agosto com 30 semanas de gestação começou a angústia e a preocupação,  fui consultar e minha pressão estava alta,  minha médica resolveu me mandar pro ambulatório de alto risco,  pois estava com “pré eclampsia” nunca mais vou esquecer esse nome.

Chegamos lá eu e meu esposo que em todas as horas esteve comigo,  fiquei internada fiz inúmeros exames até que no dia seguinte meu exame de urina  deu alterado,  mais muito alterado,  mais os médico dizia que poderia o resultado estar errado e resolveram repetir.  Questionei então em fazer a cesaria pois temia do que poderia acontecer com meu bebê,  não me deram bola e falaram que não era época dele nascer,  percebi então que Arthur não mexia mais,  questionei os médicos mais uma vez mais sem sucesso. Vieram escutam o coração e só me diziam que ele estava bem.

A meia noite de domingo fomos desejar feliz dia dos pais ao papai mais babão de todos os tempos,  coloquei a mão na barriga e disse assim “nós amamos o papai né filho” foi quando ele deu uma leve mexidinha como se me dissese “vou amar ele pra sempre”. As 4horas da manhã as enfermeira vieram e escutaram o coração,  e a partir daí começou a minha éterna tristeza.  As 7:30 vieram escutar novamente o coração e pelo sonar não escutaram,  me levaram pra sala de ultrassom pois aquele aparelho poderia não estar funcionando,  foi quando ali o médico me deu a pior noticia que uma mãe poderia ter, o coração do meu filho não batia mais,  meu mundo acabou ali naquela hora e naquela sala.

Avisei minha família que nosso pequeno e tão sonhado menino tinha partido,  como foi difícil ver meu marido e toda minha família chorando e o pior ver meu pai em prantos,  pois ele sempre foi um herói pra mim, e ver ele daquele jeito me matou mais um pouquinho. Ao 12:10 fiz a cesaria e minutos depois nasceu meu príncipe perfeito,  enorme,  com a carinha do papai,  me sedaram pois minha pressão alterou de mais,  fui para sala de recuperação e ali vi meu filho mais uma vez,  peguei em suas maosinhas tão pequena e frágil e me despedi.  Não pude ir no seu enterro,  essa parte dolorosa ficou para meu esposo e minha família.

Hoje se passaram 45 dias mais me lembro de tudo como se fosse hoje,  peço para Deus confortar meu coração,  pois Arthur nunca será esquecido. Ser mãe do Arthur foi algo maravilhoso na minha vida,  eu repetia tudo de novo se fosse preciso só para poder sentir ele mais uma vez.

“Ser mãe de anjo são mulheres guerreira que foram do inferno ao céu ….no inferno quando descobrimos a morte e no céu acreditando onde estão os anjo que abitaram em nosso ventre.
Ser mãe de anjo é ter a esperança de um reencontro…se empenhar a tornar uma pessoa melhor para merecer o céu.”

Filho você foi a história mais linda que Deus escreveu na minha vida. Meu anjo mais lindo Arthur.

Relatos da mamãe Daniela Oliveira e do papai William.

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Um comentário em “Nosso pequeno anjo Arhur

  1. Meu pequeno bolachinha, Joaquim 😇

    No dia 22 de Novembro de 2015, descobri, através do beta hcg, que estava grávida. Senti sensações muito loucas: felicidade, medo, preocupação, uma alegria imensa entre outras.
    Comecei no próximo mês a fazer o pré -natal, mas a minha médica, vou chamar de médica 1, não aceitava o meu plano e o parto com ela estava muito caro, já que teria que comprar várias coisas e fazer obras em casa.
    Sendo assim comecei a fazer consultas com uma médica do meu plano – médica 2, o que gerou muitas reclamações de familiares, pois minha primeira médica já tinha feito o parto de pessoas da família.
    Minha gestação foi maravilhosa, mesmo com preocupação da zica, meu pequeno estava perfeito em seu desenvolvimento. Mas tive uma gravidez muito estressante por causa de fatores externos.
    Minha médica 1, queria me operar no dia 10 de Julho, pois segundo a minha menstruação eu estaria com 39 semanas. Mas minhas ultrasonografia não batiam e eu queria esperar para tentar o normal. Sendo assim, marquei com a médica 2, o parto para o dia 22 de Julho. Que nas contas da ultra, eu estaria com 38 +/- 2 semanas, o que bateria com a menstruação estourando 40 semanas. Como tinha medo de sofrimento fetal, não quis arriscar mais tempo.
    Fiz a cesariana e ele nasceu bem. Apgar 9.9, 3,700 kg, 50 cm e 38 semanas.
    Mas no dia 23 de Julho, pela manhã, meu pequeno começou a chorar e não parava mais, ofereci leite, vi se estava sujo e nada, então chamei a enfermeira.
    Uma avaliação rápida e levaram ele para a uti neonatal. Ele estava com dificuldades de respirar e o médico responsável depois de fazer alguns exames diagnosticou uma pneumotórax no pulmão esquerdo. Me acalmou dizendo que era uma questão simples de resolver e o único problema seria que iriam precisar entrar com antibióticos. Fiquei aliviada e confiante em sua melhora.
    Mas no período da noite, me informaram que a pneumotórax tinha desenvolvido para uma hipertensão pulmonar.
    Ficamos apreensivos e muito preocupados, pois era nosso primeiro filho e não entendiamos o que estava acontecendo.
    No dia seguinte, 24, mudou o turno na uti Neo e fomos informados que os medicamentos faziam efeito até um momento, depois paravam. Ele melhorava a saturação, mas depois ela ia diminuindo, aumentavam a dosagem dos medicamentos e voltava a saturar bem, mas depois piorava.
    Eu e meu namorado estavam em estado de choque. A cada momento tínhamos uma notícia boa, mas depois vinha uma ruim, passamos uma madrugada horrível do dia 24 para o dia 25. Como não podíamos ficar dentro da Uti, passamos a noite do lado de fora, a espera de notícias.
    No dia 25 pela manhã, por volta de umas 7 horas, mesmo sem poder, nos deixaram ficar um pouquinho com ele. Mesmo sedado, ele abriu os olhos e olhou para o pai e para mim, depois fechou de novo. Nós víamos que ele estava exausto de tanto tentar e tantos remédios. Eu estava destroçada.
    Queria muito que ele resistisse e ficasse comigo, mas fiquei muito destruída em vê – lo naquele estado. Pedi a Deus, que fosse feita a sua vontade, independente da minha, e que favorecesse ao meu pequeno. E às 10 horas, nos deixaram vê -lo novamente, o coração dele já estava com batimentos a 30. Ele estava nos deixando. E a dor era imensurável, eu estava sem chão e o meu namorado também. Mas eu entendi que era a vontade de Deus, e conversando com meu pequeno disse para ele que estava tudo bem. Que eu o amava, e papai também, que ele nos fez muito feliz e agradeci por isso. E acredito que quando ele abriu os olhos, estava se despedindo de nós.
    Às 10:30 ele faleceu.
    Foi um golpe duro, como um bebê que nasce tão bem como ele, sem apresentar nenhum problema na gestação poderia falecer com 3 dias de nascido? Doía muito, e ainda dói.
    Mas estou aqui tentando ser forte, não por mim, mas por ele.
    Estou fazendo terapia, não por querer, mas porque comecei a ter muitos problemas de saúde, como suspeita de nevralgia do trigêmeos, e dores horrorosas nas articulações, fora o fato de só querer dormir, mas não consegui. E como os médicos me encheram de calmantes, eu preferi a terapia. Não sinto vontade de ir, confesso, mas me forço, e me faz bem.
    Aprendi a viver meu luto e aceitar o que não pode ser mudado. Pois não adianta eu querer achar um motivo, nada trará me pequeno de volta.
    Então procuro ele em tudo que é belo, lembro dele a cada pôr do sol, a cada pássaro ou beleza da natureza. Rezo por ele todos os dias. Ainda não consigo ver as fotos dele sem chorar, mas olho assim mesmo. É como a terapeuta diz, o luto ainda está aqui. Só não posso deixar ele me absorver por completo.
    E conhecer esse site me fez muito bem. Pois percebo que não sou a única, e compartilho da dor de todos aqui. Isso também me ajuda, pois não fico me achando a coitada.
    Conheci pessoas que tambem, passaram pela mesma situação e vejo que conseguiram seguir em frente, mesmo com a dor. Uso elas como exemplo para levantar todos os dias e seguir.
    Minha dor sempre irá existir, nada mudará isso. Mas confio em Deus e na sua sabedoria. Nenhum fardo é nos dado que não podemos carregar, sinto o meu impossível de levar, mas peço à Ele todos os dias para me ajudar. E a meu namorado também.

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