Você não morreu. Está vivo dentro de mim, meu filho!

Tudo começou assim: tenho dois filhos já grandes, um casal a Luana Andressa de 23 anos, o Leandro Mateus de 16 anos, eles foram frutos do primeiro casamento, liguei aos 24 anos, casei de novo, morei 11 anos com essa pessoa, e ele era louco pra ter um filho comigo, só que não tinha condições, nos separamos, ele casou com outra e continuei a me encontrar com ele, durante 6 anos já separados, tivermos o último encontro dia 05 03 2016 e daí não nos vimos mais, só se falava pelas redes sociais, eu moro só com meu filho mais novo, comecei a ir pra casa da minha mãe constantemente, e daí passei a me sentir mal, seios doendo, inchados, agonia, enjoava tudo, e jamais passou pela minha cabeça que eu poderia está grávida, e foram se passando os dias assim, pra completar tive a chicgunya
Passei duas semanas e pouco , entrevada em cima de uma cama, e continuava, os site mas de agonias, anciã de vômito, enjoava todo tipo de comida, foi piorando, minha família decidiu me levar para o hospital, lá me me medicaram e mandaram pra casa, voltei pra casa com os mesmo sintomas, era um sufoco, nem medicamento resolvia, foi no outro dia de novo para o hospital, dessa vez eu demorei sai de lá, muito cheio o hospital, só não demorei muito porque sou deficiente das duas pernas, mais saímos de lá muito tarde já era meia noite, contei tudo para a medica, que se passava comigo, assim que terminei de falar , a médica disse, minha filha pelos esses sintomas aí que vc me contou vc está grávida, aí mandou me colocarem na cama e abriu minha barriga, e reafirmou vc está grávida, eu disse como, se sou ligada à 16 anos a idade do meu mais novo, eu até falei pra ela que tenho dificuldade para defecar, e disse pode ser isso doutora, ela disse não minha filha pelo esse sintomas aí que vc me contou, vc está grávida sim.

Aí passou o exame do beta, esperei duas horas, isso já era bem tarde da noite, saiu o resultado, deu positivo😲eu fiquei sem chão, eu ainda temei com a médica que não era gravidez que sou ligada à 16 anos sempre repetindo, e eu muito mal, a médica contou o meu relato a outra doutora mais velha e essa outra doutora mandou correr comigo para maternidade com urgência, que poderia ter um feto morto deno de mim, e eu ainda chocada sem acreditar

Chegando na maternidade, continuei temando com os médicos, aí eles passaram uma ultra vaginal com urgência, e lá tive a certeza, que estaria grávida, pra mim foi mais um choque, a médica fazendo lá o exame e dizendo olhe meu amor amor, vc está grávida sim, e seu bebê está muito bem, olhe o coraçãozinho dele batendo, eu fiquei sem palavras, e continue a temar com os médicos

Aí começou minha luta, no começo foi duro foi terrível, eu sou uma mulher que já sofri muito na vida e tenho essa dificuldade para andar, e fiquei com medo como seria minha vida da que pra frente. Nunca tive sorte no amor, dois casamentos fracassado

Bom aí começou minha caminhada. Foi duro,muitos enjos. Só vivia passando mal
Passei por momentos ruins com a família , uns me aponhava outros me apontava, por minha mãe eu abortava, porque foi como falei, já sofri muito na vida
Aí começou o sofrimento, eu todos os dias sangrava. Quando ela fez a ultra vaginal eu já estava com quase três meses de gestação. Comecei a ir pra o postinho tomar as vacinas
Consegui ser transferida para maternidade , fazer prenatal que era gravidez de alto risco
Eu sempre estava lá em todas as consultas do meu prenatal. Foi orientada pelos médicos da maternidade, recebi muitos conselho, que esse filho que está no meu centre pode ser uma bênção de Deus , uma bênção que pode me ajudar e está comigo na velhice.
Isso me tocou, pensei assim meus outros dois filhos estão grandes nesses dias eles se casam, e eu vou ficar so. Então daí agarei essa causa com unha e dentes. Eu não queria saber mais de nada. A não ser lutar pela vida do meu filho que estava se gerando na minha barriga.

Mais não foi fácil. Tinha dias que queria desistir. As vezes tinha aponho da família e ao mesmo tempo não tinha. Era uma dificuldade para me levarem pra fazer o prenatal , pra me levar para o rostinho, para fazer os exames , olhe ali era só eu e Deus e mais ninguém. Mesmo nas dificuldades não faltava um dia , nas minhas obrigação com meu bebê para ele nascer bem e com saúde.

No começo foi difícil, eu sangrava, machucava a placenta, por não andar direto por causa da minha dificuldade de andar, como falei sou deficiente das duas pernas
Os médicos pedia muito repouso. Sempre estava na maternidade, com algum problema
Eu vivia mais la. Ficava lá tbm em observação
Comecei a me alimentar por causa do meu bebê, tudo que fazia era por ele, eu me esforçava. E foram se passando dias meses, até eu chegar a me eternar, com seis meses de gestação. Sentindo contrações em casa, passei a noite toda sentindo contrações até 04 e pouco da madrugada, foi aí que minha família chegaram pra me levar, chegando lá foi internada.

Lá começou mais lutas. Mais eu estava firme feliz que daria tudo certo. Confiava nos exames que dava sempre todo normal, seu filho está bem, é sadio. Só tem um problema vc agora tem que ter repouso redobrado. Deitada direto. Seu bebê quer nascer antes do tempo. Ele é muito novinho prematuro. Vc está cheia de líquido, e ele está no colo do útero já pra nascer, ele não era pra esta aqui. Por isso pedimos repouso redobrado. E eu lá obedecendo tudo que eles me pedia. E para o bem do meu filho eu faria tudo, como fiz. Tomava banho de cadeira de rodas, tudo era de cadeiras de rodas, tenho paralisia nas pernas mais andava com dificuldade, mais depois com o peso da barriga e não estava mais conseguindo ficar de pé e nem andar, tudo era com cadeiras de rodas

Me internei no dia 31 de agosto. Foi lá que começou toda minha luta. Mais todos os exames que fazia como falei meu filho sempre estava bem. No sábado que passou a noite, foi pra sala ser consultada, porque avisei que estava com contrações, e descendo um líquido amarelo, mais tbm estava usando a pomada vaginal, mais fiquei preocupada porque o líquido era muito, o médico me examinou , não fez o exame do toco, porque já não podia, colocou só um aparelho trás parente para verificar, e escutou o bebê, e disse que não estava na hora e que estava tudo bem, voltei pra sala que estava internada. No domingo a noite comecei a reclamar da minha barriga muito dura, porque como falei tenho problemas para defecar, e elas não podia me da o remédio todo vez que ficava sem defecar, porque não podia estava grávida diz elas, e as vezes não tinha na casa, eles passavam pra me defecar, mamão, ameixa, relaxante, mais não adiantava, só o lactopogas resolvia. Eu dizendo que estava passando mal com a barriga dura de mais que estava suando, era muita fesses guardada, e as enfermeiras disseram que não podia fazer nada, foi quando eu e outra lá começamos abrir a boca, aí elas foram chamar o médico de plantão, contou a situação é disse né, que agente não poderia ficar assim. E na casa não tinha o remédio que ajudase agente a defecar. Aí foi quando ele liberou uma receita para nossos familiares trazer o remédio.

Minha família trouxe o remédio, tomei o lagtopolgar e apliquei uma bisnaga tbm, consegui defecar, pronto foi dormi feliz isso era domingo agora que passou, quando foi uma 23 horas e pouco todo mundo dormindo já , comecei a sentir contrações , foi aguentando mais chegou uma hora que não deu mais, chamei a enfermeira e ela me levou pra outra sala, pra o médico da urgência me ensaminar, esse ele fez o exame do toque que não podia fazer agora, porque era ariscado a bolsa estourar e não podia, porque o bebê era muito prematuro, escutou o bebê. Me colocaram na sala e me coloraram no soro, mais nada das contratações passar. Colocava remédio e nada, continuava as contrações. Fiquei lá nessa sala gemendo de dor até outro dia pela manhã
Sofri muito. Mais era pela uma causa especial. Eu gritava muito de dor. Quando foi pela manhã os médicos da manhã chegaram, vieram uma enfermeiras bem legais que nunca tinha visto lá, ou era uma doutora com suas ajudantes, depois veio o médico.

Aí foi que tudo começou mais e mais sofrimento, veio o médico me examinar, e judiar tbm né porque eu tenho certeza que ele leu todo meu prontuário, mais nem pareci que leu, começou a fazer o exame do toque que não podia, e mandou eu relaxar abrir bem as pernas, e começou a empurrar os dois dentro lá dento fazendo muita força, e eu me apertando de dores, e o médico forçando, aí parou e começou a escutar o bebê e as contrações vindo, ele foi lá de novo e fez o toque outra vez, e eu lá cheia de dores, já estava passada, aí quando ele estava escutando o bebê a bolsa estourou. E descia muito líquido muito mesmo. Ele saiu disse a mim que é um prematuro , é complicado e saiu. Fiquei lá só na sala por muito e muito tempo. A demora era grande e eu tensa com medo do que poderia acontecer. Eu já estava passada e so pensava no meu bebê no meu troféu.

Depois com muito tempo muito tempo mesmo, eu já sem líquido , vieram uma enfermeira com uma ajudante me limpar e da banho na cama mesmo, pelo fato de eu não andar, aí depois me colocaram na cadeira de rodas, pediram o número da minha família , e quando terminou tudo me levaram para a sala de parto. E foi lá que fiquei com medo, tensa, triste com medo de alguma coisa acontecer, mais sempre na minha , e obedecendo tudo que os médicos e os cirurgiões mandavam eu fazer.

Aí começou minha luta, no começo foi duro foi terrível, eu sou uma mulher que já sofri muito na vida e tenho essa dificuldade para andar, e fiquei com medo como seria minha vida da que pra frente. Nunca tive sorte no amor, dois casamentos fracassado.Cansada sem ânimo já. Porque eles sempre me diziam quando eu perguntava, eu dizia assim meu filho vai nascer bem com saúde, aí eles sempre me deixavam sem esperança, que meu filho iria nascer com vida. Eles diziam vamos tentar. Meu coração ficou desenganado, perdi todas minhas, e a tristeza me consumiu. Fiquei assim parada, calada, assustada triste, e eles lá me furando pra começar a me abrir, pra tirar meu filho. Me abriram me puxavam pra lá pra cá, uma demora demorou muito, e eu lá tensa triste e já pensando no que poderia acontecer.

 Aí veio a notícia, que meu filho não tinha resistido morreu, porque era prematuro. Mais eu senti na hora que eles tiraram meu filho e ele não chorou. E quando levaram ele. Ali já tive a certeza que meu filho já não tinha mais vida. Estava só esperando a confirmação. Ele chegou pra mim e me falou na maior calma. E continuaram me costurando. E eu lá calada com medo, sem reação , triste e pensando comigo mesmo, que todo aquele esforço em vão. Pedi o grande amor da minha vida, pedi meu Davi Lucas por quem tanto lutei para traz meu filho vivo com saúde para meus braços.

 Ali todo morreu para mim, meu filho se foi. Sem ao menos ver meu filho.

 Depois que terminou a cirurgia, me colocaram no corredor a mais de meia hora e mandaram eu esperar. Fiquei lá sabendo que meu filho se foi. Eu me segurei, na hora que ela me deu a notícia , e com medo porque ainda estava fazendo cirurgia. Depois de tudo que passei na sala de cirurgia da notícia da morte do meu filho. Eles ainda pra completar me colocam em uma enfermeira cheia de mamãe com seus bebês mamando e chorando, olha só quanta maldade. Eu vivi momentos de terror

 Eu não sei como estou viva. Foi Deus que teve misericórdia de mim. Ainda não tinha caído minha fixa. Quando caiu entre em prantos. Entre em desespero. A minha vontade era de gritar. Mas estava cheia de dores, mais ainda chorava alto chamando meu filho de volta para meus braços. Dizendo assim Davi Lucas volta pra mamãe meu amor. Eu chorava me desesperava, veio a psicóloga e ela dizia chore coloque tudo pra fora. Só não tranque o choro. Foram horas eu em desespero.

 Veio minha mãe filho filha. Meus filhos tensos triste chorando , porque todos já amávamos o Davi Lucas, todos anciosos com a chegada dele do meu amor de mamãe

 Eu estou em estado de choque. Estou tentando me fazer de forte. Não sei da minha vida só quem sabe é Deus. A dor é muito forte. Parece que meu coração foi retirado de mim. Muitas dores, minha coluna ardia, os bebê chorando ao meu lado e eu sabendo que o meu bebê não estava ali do meu lado. E sem andar dependia de todo mundo para andar e me colocar na cadeira de rodas. Te vi uma hora que vomitei toda a anestesia, deitada no soro sem poder me levantar. Meu cabelo ficou todo vomitado, a enfermeira veio e colocou uns panos de lado se caso eu vomitasse mais, só fez enxugar o vômito ela. Enquanto isso minha filha com minha mãe foi resolver os preparativos para enterrar o grande amor da minha vida, Davi Lucas.

A noite veio minha amiga de infância ficar comigo, aí foi que entrei em desespero. Eu chamava muito pelo meu filho. E eu perguntando em desespero. Porque Davi se foi. Se meu filho era perfeito e os exames dava tudo normal. Eu não aceito. A dor é grande. O vazio é grande.

Relato da mãe Andréia Macedo
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