Minha história – Izabelle

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Depois de 5/6 meses tentando engravidar eis que o milagre aconteceu pois tenho um pólipo no útero e isso dificulta para engravidar. Descobri estar grávida apenas 15 dias depois da concepção tenho um alto poder de perceber qq mudança no meu corpo. No dia 28 de setembro de 2013, um sábado resolvi fazer um teste de farmácia sem ninguém saber, apenas por achar que algo de diferente estava acontecendo com meu corpo. E lá estava o tão sonhado positivo. Depois de repetir mais 3 vezes o teste e todos confirmarem o positivo, resolvi contar para minha irmã e enviar uma foto do teste para meu marido.

Um turbilhão de sentimentos bons e ruins, afinal o medo começava a me assombrar pois, junto com o positivo veio tbm resquícios de sangue na calcinha e aí começava a minha luta diária durante quase 6 meses. Durante os quase 6 meses de gestação tive sangramento direto e os médicos não descobriam de onde vinha pois, os exames e a bebe era uma menina a Isabelle estavam normais e a Isabelle se desenvolvia bem.

Em uma sexta feira 24 de janeiro fiz a morfológica estava indo tudo bem descobrimos o sexo ali na morfológica os resultados satisfatórios tudo indo muito bem até eu ir ao banheiro do consultório e sentir e vê descer um líquido. Mas como já estava “acostumada” com os constante sangramentos durante essas 21 semanas, achei que seria mais uma vez esse sangramento. Fui embora e esperei até o dia seguinte, um sábado de manhã que levaria o exame para a minha médica. Mulher maravilhosa que tenho um amor e gratidão pela paciência e por ser tão humana comigo durante esses quase 6 meses de gestação.

Mostrando os resultados, eis que vem o exame clínico e o terror começava ali, estava perdendo líquido fui para o hospital e lá fiquei 4 dias até que minha bolsa rompeu estava com a bolsa rota como os médicos falam. Então a decisão era minha e do meu marido continuar ou interromper a gestação. Pelo tempo de gestação, estava amparada pela lei caso decidisse pelo aborto pois, eu corria risco de vida tbm e naquele momento essa era a indicação da médica naquela situação. Mas em momento algum cogitando essa possibilidade na verdade eu e meu marido nem deixamos ela terminar de falar e já falamos que essa não seria nossa solução. Então ela muito atenciosa acatou nossa decisão de continuarmos juntos nessa luta.

Fui transferida para a maternidade estadual da minha cidade a qual teria maiores condições de dar suporte para a bebe pois, lá tem uti neo, e lá se foram 21 dias correndo risco de ter infecção, estresse com os enfermeiros e alguns médicos desumanos, tomando mais de 6 soros por dia para tentar manter minha filha o máximo de tempo que pudesse e tentar com que ela se desenvolvesse bem mas cada vez tinha menos líquido amniótico, minha felicidade era escutar seu coração 3 vezes ao dia e saber que ela estava ali comigo lutando para viver. Eu orava, implorava para que meu líquido fosse restituído e que o impossível viesse acontecer . Mas essa era a minha vontade e não a de Deus.

Foi então que no dia 12 de fevereiro de 2014 comecei a ter contrações muitas uma atrás da outra me medicaram mas as dores não passaram dia 13 foi do mesmo jeito inclusive senti ela descer e trancar de uma maneira que eu não conseguia nem fazer xixi até que uma médica me examinou no dia 14 e me encaminhou para uma cesariana de emergência pois, ela estava atravessada e lá estava eu apavorada, mas ao mesmo tempo feliz que o coração da minha filha batia normalmente. Mas o desespero tomou conta Pq eu sabia tinha a certeza que aquela seria a última vez que eu escutaria o coração da minha filha bater.

Já no centro cirúrgico pânico, desespero, gritos, agonia pois ali acabava meu sonho minha filha nasceu parada com 428g, eu dormi pois usaram muita droga para tentar me acalmar e fazer com que eu me calasse e me acalmasse… Não tive a oportunidade de ver minha filha nem de dar um enterro digno para ela.

Mas o desespero só começava pois, tive muito leite sofri com o peito empedrado mesmo tomando remédio para secar tinha muito leite e não adiantava a medicação, a cada hora que seria de amamentar era um tortura pois não tinha bebe. Olhava para os lados, quarto preparado mas o berço vazio. É uma dor, uma sensação de impotência. Me sentia inútil, menos mulher e ainda para completar a desgraça minha cesariana inflamou e abriu, eu só pedia para morrer e encontrar ela, só Jesus me sustentou.

Sofri durante muito tempo me achava incapaz, nossa que mulher que não consegue nem gerar um filho até o final da gestação, me sentia um lixo, culpada, revoltada até que me voltei para Deus e comecei a aceitar que ele levou de volta aquilo que era dele e não meu, ainda dói muito mesmo depois de 2 anos e 8 meses não tive coragem ainda de tentar engravidar de novo por medo, medo de acontecer de novo, medo de fazer mais um ser sofrer por mais que os médicos falem que ela não estava em sofrimento eu sei que ela sofreu, pois sentia o meu desespero o meu medo de perdê-la e também por não receber a proteção e nutrientes necessários que o líquido amniótico proporciona.

Hoje ainda sofro as consequências de uma depressão com 30kg a mais do meu peso e as cobranças diárias das pessoas que não entendem. O pior é ainda ter que escutar certas coisas como por ex: Pq uma mulher tão linda se deixou ficar desse jeito. Bom mas nunca perdi a fé e a confiança em Deus e é isso que me sustenta diariamente pois as pessoas não podem suprir o que só Deus pode.

Bom essa minha história e o que tenho para compartilhar com vocês é que sem Deus eu com certeza não estaria aqui pois, é ele que me conforta e me sustenta o tempo todo, todo o tempo, eu creio que tudo tem um propósito e é isso que me conforta.

Depoimento da mãe Cibele

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