Minha jóia rara – Laíza Mirelli

 

Oi tudo bem,meu nome é Sheila. Sou de Pratápolis,tenho três filhos. Quando descobri no dia 10/07/12 que estava gravida novamente, fiquei muito feliz e logo fui fazer meu primeiro ultrassom e foi outra surpresa. O médico viu dois sacos gestacionais. Nossa, foi uma grande surpresa e me pediu depois de 15 dias outro ultrassom para confirmar. Fiquei surpresa, pois voltei e só tinha um. Mas comecei o pré-natal. Estava tão feliz e foi quando estava no 4 semestre, comecei a ter sangramento. Fui ao médico e ele disse estar tudo bem, mas sempre com muito cuidado levava a minha gravidez sempre em primeiro lugar,e eu e meu esposo ansiosos pra saber o sexo.

Fui descobrir que era uma uma menininha no dia 26/11/12. Nossa, fiquei muito feliz e ansiosa, ainda mais porque só tinha meninos. Mas o pior estava por vir. Comecei a comprar suas roupinhas, suas sandalinhas. Todos ansiosos para a chegada dela no dia 10/03/13.

Só que no dia 25/12 para o dia 26/12,começou a me dar muitas dores e levantei achando que era uma dor de barriga. Quando sentei no vaso, meia sonolenta porque era quase 3:30 da manha, comecei a fazer xixi sem parar,e quando me deu vômitos fui levantar rápido,que vi dentro do vaso, e pelas minhas pernas muito sangue. Foi quando chamei meu esposo Leonardo e ele me levou pro hospital. Mas como aqui em Pratápolis não tem centro cirúrgico, o médico de plantão me mandou direto para a cidade vizinha, porque lá o médico que eu pagava pra ele fazer meu pré- natal estava de plantão. Foi quando o plantonista ligou pra ele e ele me mandou que eu fosse,e o sangramento, ainda continuava estava intenso. Até achei que ia ter minha princesa dentro da ambulância, mas ela estava sentada por isso, não a tive. Quando chegando lá achei que ela estava protegida porquê confiava tanto naquela pessoa pra cuidar de mim e da minha filha, eram 04:00 da manhã, o meu médico me examinou mandou meu marido ir embora, me colocaram no quarto e me deixaram la sangrando. Fiquei lá com muita dor, com contrações, e sangrando muito,e quando foi as 07:00 da manha, eu com muita dor disse pra enfermeira: por favor pede pro médico vir me ver e fazer uma cesária em  mim. Não deixa minha pequena morrer não. A enfermeira disse ele já foi embora.Tem que esperar o plantonista. Foi quando o plantonista entrou e eu pedi pra enfermeira me ajudar que estava ali desde a madrugada em claro, com dores e com muito sangramento que estava fazendo poças no chão perto da cama,e as 08:50 da manha me levaram pro centro cirúrgico e o médico disse pra mim: olha vou fazer seu parto, mas não dou vida pra essa criança não viu. Foi quando disse pra ele que ela tava viva, ela estava mexendo – eu sentia.

Quando as 09:13 da manha ela nasceu linda, chorando e com os olhinhos abertos, era brava, linda. Fiquei feliz e muito preocupada, porque ela tinha que ser levada pra uti porque era prematura. Foi quando me arrumando eu tive uma hemorragia e tiveram que me abrir de novo,e me deu parada cárdica,tive que tomar 32 bolsas de sangue. Perdi o útero por conta da demora e fui pro uti. Fiquei lá lutando pra viver,  porque afinal era minha primeira menininha e eu também tinha meus filhos, minha riqueza, pra poder cuidar e tinha que ser forte.

Quando no dia 28/12 as 12:00 tive alta da uti, eu estava ansiosa pra ver minha princesa Laíza e quando me puseram no quarto,pedi pras enfermeiras me levaram lá. A médica da neonatal chegou no quarto e me perguntou se eu era mãe da rn prematura. Eu disse sim sou eu. Ela falou: olha mãe, a pequena não ta bem não. Foi quando a interrompi e disse: minha filha não morreu não né e ela disse infelizmente mãe ela acabou não aguentando. Faleceu era 12:00 – foi a hora que me levaram pro quarto.

Aí eu disse pra médica da neonatal: quero ver minha filha. Ela disse: mãe você acabou de sair da uti e não tem condições. Aí eu disse: se eu não ver ela vou embora agora. E foi quando ela pediu pras enfermeiras me levar lá. Foi quando vi e tive o primeiro contato com ela. Peguei no colo, conversei, porque achava que quando ela sentisse meu cheiro, ela iria chorar. Conversei, beijei, cheirei, vi que era minha joía mas que preciosa. Chorei tanto, implorei tanto pra que ela reagisse mas, não teve como.

Me senti a pior mulher do mundo. Mas a pior parte de tudo não foi a dor física, foi ter que sair daquele hospital com os braços vazios, com o peito cheio de leite. Foi uma dor tão grande, não queria ver ninguém. Fiquei de luto e ainda estou, porque é uma dor que só de pensar em tudo isso, meu coração parece que ta sangrando. Mas sei que tenho uma anjinha linda que olha por mim e por todos que amavam ela antes mesmo dela nascer.

Meu muito obrigado a todos vocês.

Depoimento enviado pela mãe Sheila

 

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