Frieza e erro médico

Boa noite!
Quando eu tinha 21 anos fui a um ginecologista com meu ex namorado e fiz alguns exames. Chegamos a sala do médico para ter o retorno e ele, friamente, nos disse olhando os exames: “filho, filho ela não pode ter”. Sem nem olhar pra nós. Comecei a chorar, meu ex ficou super chateado, se exaltou com o médico que respondeu: “se quiserem a gente pode até tentar”. Sem explicação, sem nada. Sai de lá desesperada. Chorei muito e entrei em depressão profunda. Não tive nem coragem de consultar outro médico. Vivia dopada, triste… Até que comecei a me reerguer. Parei os medicamentos, voltei a trabalhar. E, quase um ano depois, comecei a ter uma cólica insuportável que durou quase uma semana. A cólica veio acompanhada de um sangramento muito intenso. Como estava cheia de trabalho, tomei alguns anticoncecionais para ver se o sangramento parava e nada. Depois de uma semana, cheguei em casa do trabalho e a dor tinha simplesmente sumido. Deitei e fiquei curtindo aquela sensação que há dias não sentia. Quando fui ao banheiro, tinha uma coisa estranha no absorvente e, na minha cabeça, era alguma doença grave. Fiquei desesperada. Meu namorado entendeu o que era a tentou me explicar. Não acreditei. Fui ao hospital, já que não consegui marcar pelo plano mesmo avisando da urgência. Esperei numa cama, em posição ginecológica para ser examinada, sem nem conversar com o médico antes. De repente entrou o médico e mais 4 ou cinco rapazes que depois entendi que eram estudantes. Sem me pedir permissão nem nada. Confirmou que era um aborto e passou mais alguns exames. Foi traumático. Não precisei fazer limpeza nem nada, mas me sentia muito culpada pelo aborto espontâneo. Passei por diversos médicos depois que me informaram que não tenho problema nenhum e que sim, eu posso ter filhos. E, por mais doloroso que tenha sido, serviu para que eu soubesse que posso sim ser mãe. Quando vi o nome da página me emocionei. É bom saber que existem pessoas que se interessam em ajudar as mulheres a superar esse momento tão difícil. Hoje tenho 30 anos, sou casada, feliz e com planos para adotar uma criança e ter uma segunda. Estamos muito animados e hoje preparados. Não gostaria que divulgasse meu nome. Só gostaria de agradecer pela criação da página.

Obrigada!

Mais uma vez, grata.

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