A História de Heitor

Me chamo Isis e sou mãe de dois Príncipes Heitor um lindo anjo e Henrique meu sapeca.

É melhor começar do começo né ?! kkkk

Meu maior sonho na vida desde sempre foi ser MÃE, todos os planos futuros enquanto criança e adolescente envolvia milhares de coisas mas uma unica era sempre a mesma e ONIPRESENTE a de ser MÃE.
Em 2005 comecei a namorar um amigo de infância, criado comido, o tinha como um primo de consideração quando um belo dia passamos a nos olhar com outros olhos.
Com um ano de namoro ficamos noivos e sempre em nossa vida a palavra FAMÍLIA e FILHOS se fez presente.
Em Dezembro de 2011 após 6 anos de namoro eu e Thiago enfim nos casávamos.
Nosso amor sempre foi muito forte e lindo, apesar de toda imaturidade, ciumes e brigas normais e as vezes anormais.
Um anos depois de casados resolvemos tentar ficar “grávidos”, parei de tomar o anticoncepcional e ficamos esperando o nosso grande momento.
Após 1 ano e meio depois durante um exame de Ultra Transvaginal eu descobri que estava grávida, eu chorei, sorri, tremi, fiz surpresa pro marido, fizemos festa com a noticia e ali começava de fato a nossa mudança interna e pessoal.
Quando digo mudança digo no real sentido da palavra, pois vinhamos de um período de discordância, brigas sem sentido, mágoas desnecessárias, por várias vezes pensamos em nos separar naquele ano para que o respeito e o resto de amor prevalecesse.
Mas o dia 14/09/2013 nos fez parar, refletir e ver que poderiamos ser superiores a tudo aquilo e que nosso amor era muito maior e que naquele momento o nosso MAIOR SONHO estava se tornando realidade. Seríamos PAIS e tudo o que já háviamos passado foi reduzido à nada, pois nada era melhor e maior que nosso bebe.
Minha gravidez seguiu normal e tranquila até o 5º mes quando durante uma ultra do pré Natal foi descoberto que havia estreitamento do cordão umbilical e insusuras nas artérias do útero.
Minha G.O nunca escondeu absolutamente nada o que poderia vir a acontecer e tomou as providêcias necessárias como a indicação de corticóide para ajudar no amadurecimento do pulmão. eu e meu maridos optamos por não alarmar à todos e apenas minha mãe, minha irmã e minha Tia sabiam o que estava acontecendo. Nesse momento queríamos tranquilidade ao nosso lado e não desespero.
Minha gravidez segui tranquila e normal, toda semana acompanhando o desenvolvimento do meu Príncipe até que no dia 12/02/2014 realizei a ultra e estava ainda tudo dentro do permitido, perguntei a médica que realizou o exame se teria algum problema ir a feira de Gestante e ela disse que não já que estava tudo bem.
Eu fui, não andei muito, retornei rápido mas a dor de cabeça que já estava sentindo não me largava. No dia seguinte fui buscar o pedido do próximo exame e avisei a assitente da minha G.O que não estava me sentindo bem e que estava com muita dor de cabeça.
Quando verificou minha P.A esta estava 16×10, minha G.O entrou em contato com a médica da Ultra sendo que a mesma já não se encontrava na clínica, minha médica me medicou, examinou e eu retornei para o exame no dia seguinte.
Ao realizar o exame foi constatado que havia chegado no limite o estreitamento do cordão e meu filho começaria a entrar em sofrimento fetal. Minha cesárea foi realizada com urgência, meu esposo não pode estar comigo pois tinha ido em casa buscar as nossas coisas.
Mas me lembro com precisão de tudo, de todo carinho e cuidado que todos da equipe tiveram comigo e meu filho. Em momento algum me senti só naquele momento.
Meu Primogênito nasceu às 21:30, deu um choro forte que invadiu meu ser de tranquilidade, um Apgar excelente para um prematuro.
Heitor se acalmou ao ouvir minha voz e seu semblante serenou ao olhar meus olhos, ali eu o abençoei e naquele momento nasci a Isis Mãe.
No outro dia fui visitá-lo na UTI NeoNatal junto do meu marido.Ah! Meu marido chegou na Maternidade no momento exato em que o levavam para a UTI e disse: Espera. Esse é o Heitor. Meu filho!
Se eu chorei ao vê-lo pequeno e frágil?! É claro, mas chorei de emoção, chorei por estar vendo meu sonho materializado, sonhei por constatar que ali estava um pedaço de mim. Não chorei de medo, chorei de gratidão a Deus.
A tarde ele teve uma queda na saturação e precisou ser entubado, mas seguia dormindo e sorrindo quando ouvia nossas vozes.
E segumios aquele sábado nos dividindo entre reposuo, visitas e meu Príncipe.
A noite eu estava mais sensivel e caidinha emocionalmente, fui ver meu amor e queria chorar mas me recusei a fazer isso na presença dele, voltei pro quarto e ganhei um colo bom da minha mãe e chorei o mundo ali.
Depois que todos foram embora eu dormi um pouco até poder voltar antes da visita à UTI acabar e naquele momento eu estava renovada, cantei, sorri, rezei, agradeci ao meu filho por tudo que ele fez e estava fazendo por mim. Me transformei em outra pessoa e me tornei um muro alto e forte em torno do meu bebe.
Acabou a visita, retornamos para o quarto, dei a mão ao meu marido e juntos rezamos, mas não uma reza pronta e sim do coração. Apenas agradecemos à Deus por tudo e que ele permanecesse a abençoar nossas vidas.
Ali dormimos, dormimos tranquilo e as 3 e pouca da manhã a administradora entrou no quarto e disse que a médica da UTI queria falar conosco.
Naquele momento eu já sabia o que era, já havia trabalhado em Hospital e sabia como as coisas funcionavam.
E lá fomos nós.
Recebemos a pior notícia: A médica tinha feito de tudo.
Foi assim que ela começou a falar, nesse momento eu não senti meu corpo, era um vazio e um silêncio interno estranho, olhei pro meu marido, olhei pra todos em volta e pensei: Se eu cair agora eu não levanto nunca mais.
Respirei fundo, ouvi o que a médica me falava, agradeci, a consolei, respondi quando ela perguntou se eu gostaria de ver o corpo, falei que não gostaria pois a imagem que eu guardaria do meu filho seria dele vivo e feliz.
Perguntei o que eu deveria fazer, eles me explicaram e voltamos para o quarto esperar amanhecer e dar a notícia para as pessoas.
Ficamos lá eu e meu marido e mãos dadas relembrando a gravidez, todas as horas que passanos com ele ali na UTI, sorrimos, choramos mas acima de tudo agradecemos à Deus, afinal tínhamos realizado nosso maior sonho.
Ao amanhecer liguei pra minha mãe, ela foi pro Hospital. Com ela eu chorei e lavar a minha alma mais uma vez, depois me reergui e segui ligando para as pessoas.
Como eu queria dizer olha estamos indo pra casa com o Heitor mas infelizmente não era essa a notícia
Eu digo e repito pra todo mundo, meu marido tomou a maior porrada. Ele teve que ir registrar, depois retornar pra fazer o óbito, depois teve que ver enterro, caixão, velório enfim tudo isso que machuca muito mais. Eu como tinha feito a cesárea seguia internada e não participei de nada disso, minha alta só aconteceu à noite.
Fomos pra casa, meus pais pediram que ficássemos na casa deles é isso nos fez muito muito bem.
Acabamos ficando por lá três meses,depois eu retornei pra minha casinha. A princípio tinha desmontado o armário e a cômoda mas ver aquele quarto daquele jeito estava me fazendo um mal pior que a ausência do meu filho. Montamos tudo novamente, guardei todas as roupinhas em uma mala com muito amor e carinho.
Agradeciamos todos os dias por tudo o que Deus havia nos dado, pela oportunidade de sermos os Pais do Heitor, por podermos aprender com ele o verdadeiro sentido do Amor,por aprender a ter Fé.
E eu e meu marido tínhamos um trato: nós nos recusávamos à ficarmos tristes. Nosso lema era ser Feliz, sorrir e muito, era honrar toda alegria que Heitor havia nos dado. Vivemos todos os dias desde o nascimento dele com muito mais intensidade. Se chorávamos? Sim é claro mas era de saudade e não é revolta
Quando nos deixavamos lavar de lagrimas era sempre com muito amor e gratidão à Deus.
E seguimos nossa vida até que 5 meses depois descobri que estava grávida.
Que surpresa maravilhosa!!!!
Não havia os programado nada e lá estava dentro de mim mais um bebê
Era Deus nos mostrando o quanto podíamos ser ainda mais felizes.
E seguimos assim até hoje, grátis, felizes, realizados e com muito amor e esperança no coração.
Henrique nosso segundinho completou 1 ano no sábado dia 2 de abril, nasceu um dia antes da mamãe e já sabe que tem um irmão lindo lá no céu que cuida de nós.

Vocês devem estar a perguntando: Mas você não teve luto?

Não. Eu me recusei a ter luto,  pois a minha visão é de que a vida continua. Logo eu não perdi meu filho, eu apenas o ganhei de outra forma. Meu filho está e estará eternamente comigo. Eu apenas escolhi ser feliz sabendo que terei ele sempre junto de mim. Essa foi a minha opção, foi a minha escolha para passar por tudo. Não julgo, nem crítico quem entenda ou opta por outra forma de enfrentar a “perda”.
Escolhi ser feliz por ele, por mim.
Meus filhos são a minha razão de existir, eu faço tudo por eles.
Eu escolhi seguir para dar orgulho ao Heitor, pra ele saber que sua missão foi realizada com sucesso.
Hoje sou mãe de dois Príncipes e a pessoa mais feliz e realizada do mundo.

Depoimento enviado pela mãe Isis de Oliveira

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Um comentário em “A História de Heitor

  1. O meu anjo também se chama Heitor, meu eterno anjinho lindo se faz cinco mês q não posso pega-lo, mais q ele está do meu lado me protegendo. Me ensinou a forma mais linda de amar

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