Sobre Ser e não Ser Mãe

Já são três anos desde a última vez que me permitir sonhar com algo que não fosse palpável… Fazer planos… Idealizar o futuro com uma precisão matemática, como se isso fosse possível. Tudo parecia no controle. Vivenciar a maternidade em sua plenitude, inclusive no que de mais doloroso ela pode trazer que é a dor da perda.
O que eu aprendi com a maternidade?
Aprendi a perder; aprendi a me perdoar; aprendi a deixar rolar; aprendi a esperar; aprendi a me cuidar; aprendi a sofrer por amor; aprendi a acreditar; aprendi a ter medo…
Aprendi a me rasgar(falar) e me remendar. Essa frase me define enquanto mãe, em minha plenitude.
Quanto tempo dura um luto? O que esperar após vivenciar a perda de um filho? Como se amar? Como amar o outro? Como ser feliz novamente? Quando me permitir sonhar com a maternidade novamente? Quando vou esquecer? Deus sabe, realmente, de todas as coisas?
Foram três anos desde as duas experiências mais dolorosas da minha vida. O dia de hoje, o ano de 2016 foi escolhido para romper o silêncio e mais uma vez me rasgar, abrir uma ferida confessada em mais de um ano e meio de terapia. Me rasgarei a fim de agregar e de fortalecer pessoas que, como eu, passaram por um enfrentamento doloroso e que precisam falar, repensar, transformar e renascer em busca de um sonho de maternidade possível seja ela qual for.
Nesse tempo foi tudo muito difícil… Há quem tenha chorado comigo; há quem tenha ignorado a minha dor, há quem me magoou por minimizar a minha dor. Permitir-me transformar a dor em força motriz tem sido um processo longo e cheio de entraves, mais a vida segue e hoje a minha realidade é de mobilização e de conscientização.
Para da voz, para auxiliar e fortalecer, tratando com empatia e solidariedade com quem sofre a perda gestacional e neonatal é que idealizei o nosso CASULO DE AMOR: Grupo de Apoio a Perda Gestacional e Neonatal.
Nesses anos senti falta do acolhimento e da escuta. Encontrei alguns amigos e o psicólogo que, no meu processo de verbalização me despertou o desejo de me movimentar em prol dessa causa. Hoje, pretendemos, com o apoio de amigos solidários, profissionais de diversas áreas, oferecer um momento de reciprocidade, acolhimento e escuta aos envolvidos nessa realidade tão dolorosa. A tarefa é árdua, difícil, muito desafiadora, mas e de suma importância para o Município de Vitória da Conquista-Ba.
Vamos nos unir em prol de uma elaboração digna do luto e da sensibilização de todos os envolvidos no processo de vivência e acompanhamento da perda Gestacional e Neonatal.Idealização e Coordenação:
Paula Varlanes Brito Morais-Pedagoga e Mãe depoente

Amigas e Colaboradoras:
Maria Cristina Benevides Sá Carneiro-Psicóloga
Mariane Cotrim Shwenck Fagundes-Psicóloga

Contato:
WhatsApp: (77)99173 1191 – PAULA
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